Jean des Esseintes e Charles Baudelaire : afiniadades da decadência
Adriano Lacerda de Souza Rolim
TCC
Português
TCC DIGITAL/UNICAMP R646j
Campinas, SP : [s.n.], 2009.
1 recurso online (57 p.) : digital, arquivo PDF.
Orientador: Mario Luiz Frungillo
Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem
Resumo: As obras de J.-K. Huysmans e Charles Baudelaire, em suas aspirações ultra-românticas, assemelham-se no cumprimento de um projeto de modernidade característico do século XIX, sobretudo se colocamos o esteticismo do dândi de À Rebours diante do poeta das Fleurs du Mal e do Spleen de Paris com...
Ver mais
Resumo: As obras de J.-K. Huysmans e Charles Baudelaire, em suas aspirações ultra-românticas, assemelham-se no cumprimento de um projeto de modernidade característico do século XIX, sobretudo se colocamos o esteticismo do dândi de À Rebours diante do poeta das Fleurs du Mal e do Spleen de Paris com seu horror ao mundo. Trata-se do desejo profundo de encontrar o lugar em que a vida não seja um instrumento a serviço do lucro, mas um árduo trabalho mental, o culto obstinado a um novo tipo de sublime. À Rebours é a exposição doentia de um impasse: através do enredo diluído e da reação ao programa estético naturalista o livro evidencia uma crise do romance. O autor encontra na poesia de Baudelaire a direção espiritual para seu excêntrico herói, um inepto que deseja, com todo seu desprezo e erudição, experimentar o fora-do-mundo, um lugar cuja religião é a Arte, um não-lugar esfumaçado por obras de homens como Gustave Moreau, Edgar Poe, Stéphane Mallarmé, Marquis de Sade e Charles Baudelaire. O isolamento de des Esseintes leva a tamanha hipertrofia mental que chega o momento de escolher: voltar ao mundo ou morrer? A decisão do personagem leva a nova pergunta: que fazer após intenso e solitário mergulho na Arte quando, de repente, o mundo bate às portas e ameaça?
Ver menos
Abstract: J.-K. Huysmans and Charles Baudelaire¿s works, with their ultra-romantic aspirations, resemble each other in the execution of a XIX century characteristic modernity project, mainly if we put the dandy¿s estheticism before the poet of Fleurs du Mal and Spleen de Paris with his horror about...
Ver mais
Abstract: J.-K. Huysmans and Charles Baudelaire¿s works, with their ultra-romantic aspirations, resemble each other in the execution of a XIX century characteristic modernity project, mainly if we put the dandy¿s estheticism before the poet of Fleurs du Mal and Spleen de Paris with his horror about the world. It is about the deep desire of finding the place where life is not an instrument on behalf of profit, but an arduous mental work, the obstinate cult to a new kind of sublime. À Rebours is the unhealthy exhibition of an impasse: through the diluted plot and the reaction to the naturalistic aesthetic program this book evidences a romance crisis. In Baudelairean poetry the author finds the spiritual direction for his eccentric hero, an inept one who, with his whole disdain and erudition, wants to try the out-of-the-world, a place whose religion is the Art, a no-place inebriated by men¿s works like Gustave Moreau, Edgar Poe, Stephane Mallarme, Marquis de Sade and Charles Baudelaire. Des Esseintes isolation takes to such mental hipertrofia that ends up at the moment of choosing: return to the world or die? The character¿s decision takes to a new question: what to do after an intense and solitary plunge in the Art when suddenly the world knocks on the door and threatens?
Ver menos
Requisitos do sistema: Software para leitura de arquivo em PDF
Aberto
Jean des Esseintes e Charles Baudelaire : afiniadades da decadência
Adriano Lacerda de Souza Rolim
Jean des Esseintes e Charles Baudelaire : afiniadades da decadência
Adriano Lacerda de Souza Rolim