2 registros encontrados - programa Programa de Pós-Graduação em Biologia Molecular e Morfofuncional E área de concentração Biologia Tecidual
Silva, Heloina Nathalliê Mariano, 1994-
TESE - Português
Número de chamada: T/UNICAMP Si38a
Publicação: Campinas, SP : [s.n.], 2024.
Assunto: Diodos emissores de luz
Resumo: A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença genética neuromuscular e progressiva, que acomete 1,3 para cada 10.000 meninos nascidos...
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Resumo
Resumo: A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença genética neuromuscular e progressiva, que acomete 1,3 para cada 10.000 meninos nascidos vivos. Distúrbios na biogênese e bioenergética mitocondrial, combinados com estresse oxidativo, influxo exacerbado de íons cálcio, processo inflamatório e alterações na via da autofagia, desempenham papéis fundamentais no comprometimento das fibras musculares de pacientes com DMD. Tanto a fotobiomodulação por diodo emissor de luz (LED), quanto o tratamento com o antioxidante Idebenona são conhecidos por estimular o transporte de elétrons mitocondriais, além de exercerem atividade sobre inflamação, estresse oxidativo e canais de cálcio. Diante do exposto, levantamos a hipótese que o tratamento em combinação das terapias de fotobiomodulação e antioxidante podem apresentar potencial efeito benéfico sobre o fenótipo da fibra muscular distrófica. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo analisar "in vitro" e "in vivo" os efeitos da terapia combinada de Idebenona e LED sobre as fibras musculares distróficas de camundongos mdx, modelo experimental da DMD. No estudo "in vitro" foi analisada a combinação da LEDterapia (LEDT) no comprimento de onda de 850 nm e da Idebenona na dose de 0,06µM sobre as culturas primárias de células musculares de camundongos mdx. Após 24 e 48 horas do tratamento, foram analisados a citotoxicidade celular; quantificação de íons de cálcio; análise do estresse oxidativo; quantificação de proteínas associadas à vias mitocondriais, transporte e tamponamento de cálcio e marcadores de autofagia por Western Blotting e reguladores de diferenciação celular por PCR real time. Para o estudo "in vivo" foram utilizados camundongos mdx, com 14 dias de vida pós-natal, submetidos à aplicação da luz LED no terço médio do músculo quadríceps femoral (3x/semana) e tratados com Idebenona (200mg/kg, diariamente) por um período de duas semanas. Após o tratamento, o músculo quadríceps femoral foi retirado e utilizado para análises morfológicas, bioquímicas e moleculares. O tratamento com Idebenona e LEDT tanto isolados quanto combinados, não demonstraram efeitos citotóxicos nas células musculares distróficas. Em relação às vias do cálcio, após o tratamento com Idebenona e LEDT, houve redução significativa do conteúdo de cálcio intracelular; calpaína 1, calsequestrina e sarcolipina. Além disso, foi observada uma redução significativa dos marcadores de estresse oxidativo (H2O2; 4-HNE; Lipofuscina e DHE). Em relação às vias de sinalização mitocondrial, foi observado um aumento significativo na capacidade oxidativa (pelos níveis de OCR e OXPHOS). Além disso, os níveis de PGC-1?, SIRT-1 e PPAR? foram significativamente maiores nas células musculares distróficas tratadas com Idebenona mais LEDT. Os tratamentos também modularam a autofagia através da regulação de (SQSTM1, Beclin e Parkin) e as vias de sinalização (AMPK e TGF-?). Concomitantemente, os tratamentos melhoraram a capacidade regenerativa reduzindo a degeneração muscular; regulando positivamente os níveis de miogenina e MHC-slow; e diminuindo os níveis de MyoD e MHC-fast. Os resultados obtidos demonstraram que a Idebenona e LEDT apresentam efeitos benéficos sobre as fibras musculares distróficas. Esses achados ilustram a potencial eficácia do tratamento com Idebenona e LEDT como uma terapia adjuvante na recuperação muscular do paciente distrófico
TESE - Português
Número de chamada: T/UNICAMP F738c
Publicação: Campinas, SP : [s.n.], 2023.
Assunto: Vírus Usutu
Resumo: Alguns flavivírus, como o vírus da Zika e o vírus da encefalite de Saint Louis, podem causar doenças leves em adultos, mas impactar a barreira...
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Resumo
Resumo: Alguns flavivírus, como o vírus da Zika e o vírus da encefalite de Saint Louis, podem causar doenças leves em adultos, mas impactar a barreira placentária ou prejudicar o desenvolvimento fetal. Esta capacidade de perturbar o desenvolvimento embrionário pode estar compartilhada entre flavivírus. O vírus Usutu (USUV) é um flavivírus emergente capaz de infectar o sistema nervoso central de humanos e outros vertebrados, podendo causar encefalite e morte. Nesse cenário, desenvolvemos um modelo murino para investigar os efeitos da infecção por USUV durante a gravidez. Apesar do uso anterior de modelos de camundongos selvagens para a infecção por USUV durante a gravidez, a infecção com a cepa europeia 1477 do USUV em 7,5 dpc mostrou uma penetrância de cerca de 2% de fenótipos malformados em embriões coletados em 10,5 dpc. Não foi possível detectar carga viral em fêmeas e embriões, mas algumas placentas foram positivas para RNA viral do USUV. Assim, estabelecemos um modelo suscetível usando camundongos knockout para o receptor de interferon do tipo I (IFNAR-/-). Nessa linhagem, a infecção subcutânea com 101, 102 e 103 PFU de USUV se mostrou letal em até 9 dias pós infecção (dpi), apresentando perda de peso e sinais de doença a partir de 3 dpi. Para estudos de desenvolvimento, as fêmeas foram infectadas em diferentes momentos para análise morfológica e coleta de tecidos maternos e embrionários. Detectamos e quantificamos a carga viral do USUV em tecidos maternos, placentas e embriões. Camundongos suscetíveis apresentaram viremia e replicação do USUV em vários órgãos, como cérebro, fígado e baço. USUV foi detectado em quase todas as placentas e alguns embriões. Análises morfológicas sugerem que a infecção por USUV compromete a vasculatura e microcirculação do concepto, impactando a viabilidade da gestação. Os embriões afetados apresentaram rarefação vascular em membranas extraembrionárias, malformação cardíaca e alterações no fechamento do tubo neural. Em 3 dpi, encontramos um perfil de inflamação aguda no cérebro, baço, soro e placentas de fêmeas infectadas, mostrando um aumento considerável de citocinas e quimiocinas, como G-CSF, CCL2, CXCL1, CXCL9 e CXCL10. Além disso, a infecção na placenta reduziu o número de células dendríticas, macrófagos e células uNK, necessárias para a manutenção da homeostase placentária dentro do período gestacional estudado. A prole de fêmeas infectadas em estágios posteriores, como em 12,5 dpc não apresentou sinais de malformação, indicando a natureza crítica da infecção durante os estágios iniciais da gravidez. Assim, a infecção por USUV mostrou potencial para comprometer a gravidez, sugerindo resultados de aborto devido à associação de resposta imunológica desequilibrada e seus efeitos na vascularização do concepto