2 registros encontrados - programa Programa de Pós-Graduação em Economia E área de concentração Teoria Econômica
Como crescimento e desigual afetam a pobreza
DISSERTAÇÃO - r d
Número de chamada: T/UNICAMP Or1c
Publicação: Campinas, SP : [s.n.], 2006.
Assunto: Desenvolvimento econômico
Resumo: Este trabalho apresenta as fórmulas e discute os procedimentos para estimação das elasticidades-crescimento e das elasticidades-desigualdade...
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Resumo
Resumo: Este trabalho apresenta as fórmulas e discute os procedimentos para estimação das elasticidades-crescimento e das elasticidades-desigualdade das medidas de Foster, Greer e Thorbecke (FGT), que medem a magnitude dos efeitos das mudanças na renda média e na desigualdade sobre a pobreza. Utilizando uma análise de regressão, concluímos que os modelos com as elasticidades em relação à medida de desigualdade L de Theil pelo Método Log-normal foram capazes de explicar razoavelmente bem as mudanças observadas nas medidas de pobreza nas Unidades da Federação no Brasil (UF) de 1992 a 2004, verificando-se que esse modelo mostra desempenho significativamente melhor do que os demais. Argumentamos que a aplicação empírica das estimativas das elasticidades-desigualdade da classe de medidas de FGT pelo Método Log-normal, cuja expressão geral para foi deduzida neste trabalho, é mais adequada do que a utilização das elasticidades derivadas por Kakwani (1990) e amplamente difundidas na literatura. Recorrendo às elasticidades da medida de FGT com , demonstramos que aumentos no rendimento médio e reduções na medida de desigualdade sempre determinam reduções na medida de pobreza e que a extensão pela qual cada um destes fatores altera a medida de pobreza depende das propriedades da distribuição de renda inicial, a saber, o nível prévio da renda média e da desigualdade específicos de cada região. Observamos a natureza crescente do valor absoluto da elasticidade-crescimento e da elasticidade-desigualdade da medida de pobreza em relação ao nível inicial do rendimento médio e sua natureza decrescente em relação ao nível inicial da desigualdade. Analisando os resultados das elasticidades nas UF em 2004, verificamos que a medida de pobreza é elástica em relação à média e ao L de Theil em todas UF, mas que a magnitude dos efeitos relativos das mudanças na média e na desigualdade sobre a pobreza serão diferenciados entre as regiões do país, sendo menores nos estados da região Nordeste e Tocantins. As elasticidades também foram utilizadas para um exercício de simulação de distintos comportamentos das medidas de pobreza no Brasil para o decênio 2004/2014, cujos resultados sugerem a possibilidade de se obter avanços expressivos no combate à pobreza, num período de tempo relativamente curto, por meio de uma composição regional de crescimento econômico e de redução da desigualdade com maior ênfase nas regiões mais carentes do país, ainda que sob taxas modestas de crescimento econômico, conduzindo a resultados mais efetivos do que trajetórias alternativas que promovam crescimento acelerado sem redução das desigualdades dentro e entre as regiões do país. Concluímos que a questão essencial do combate à pobreza no Brasil não é simplesmente a retomada do crescimento econômico a taxas aceleradas, mas que seus resultados serão mais efetivos quando ocorrer um estilo de crescimento capaz de reduzir as acentuadas disparidades sociais e regionais do país. Com base nos resultados obtidos, argumentamos que uma estratégia eficiente de combate à pobreza deve compatibilizar políticas de crescimento e políticas redistributivas que, de forma associada, priorizem o crescimento e a redução da desigualdade nas regiões de baixo rendimento médio e de mais alta desigualdade na distribuição de renda, especialmente nos estados do Nordeste e Tocantins. Remete-se, assim, à ação pública no sentido de promover políticas que aumentem a efetividade do crescimento econômico sobre a redução da pobreza
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TESE - r d
Número de chamada: T/UNICAMP So89m
Publicação: Campinas, SP : [s.n.], 2005.
Assunto: Ações (Finanças)
Resumo: A dissertação tem como objetivo avaliar que tipos de constrangimentos a trajetória da dívida pública e o ajuste patrimonial privado impuseram...
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Resumo
Resumo: A dissertação tem como objetivo avaliar que tipos de constrangimentos a trajetória da dívida pública e o ajuste patrimonial privado impuseram ao crescimento da economia brasileira. Tal preocupação leva ao questionamento sobre a relação entre as variáveis de estoques e o comportamento dos fluxos. O ponto de partida desta discussão é a montagem de um arcabouço contábil que explicite e defina corretamente as relações que se estabelecem entre os fluxos e os estoques. Nesta dissertação, analisam-se criticamente duas possibilidades de leitura deste arcabouço. De um lado temos a abordagem New Cambridge, baseada em um modelo que trata de forma consistente os fluxos e estoques, tendo como hipótese central a adoção de uma norma fixa entre os ativos financeiros do setor privado e sua renda disponível. Tal suposição determina todos os resultados do modelo e suas implicações de política econômica. De outro lado temos a interpretação da UNICAMP sobre o ajustamento da economia brasileira aos choques externos dos anos oitenta. Embora a análise da abordagem New Cambridge seja feita em um nível de abstração elevado e de forma determinística e a interpretação da UNICAMP seja baseada na análise concreta da economia brasileira, ambas guardam semelhanças. Em primeiro lugar, o comportamento privado no que diz respeito à acumulação de ativos financeiros é fundamental para a explicação do comportamento do nível de produto. Em segundo lugar, as implicações de política econômica também são parecidas, particularmente no que concerne à insustentabilidade da trajetória da dívida pública. Com base nas críticas às duas abordagens referidas, propõe-se ainda uma alternativa para a análise das restrições ao crescimento da economia brasileira. A abordagem proposta tem como base um modelo consistente do ponto de vista contábil, em que seja válido o princípio da demanda efetiva na versão de longo prazo e onde a restrição externa seja considerada uma restrição estrutural ao crescimento. Além disso, o comportamento privado não será determinado por nenhuma norma entre fluxos e estoques. Por fim, considera-se válida a abordagem da taxa de juros exógena e a teoria das finanças funcionais. Desta maneira, reabilitaremos a política fiscal como um instrumento importante como forma de estimular o crescimento econômico. A única restrição objetiva à política fiscal será a restrição externa imposta ao nível de atividades e sua taxa de crescimento. Uma vez estabelecido o modelo, conclui-se de forma breve como ele pode ser utilizado para interpretar o baixo crescimento da economia e a política econômica das décadas de oitenta e noventa
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