Resumo: O presente estudo teve como objetivo analisar as caraterísticas das percepções e comportamento de adolescentes residentes em duas regiões com diferentes características geo-econômicas do Estado de São Paulo. Foram avaliados, através de questionário, 198 escolares de ambos os sexos, de 14 a 18 anos, residentes em Santo André e em São Bento do Sapucaí. Os questionários foram auto-respondidos sob supervisão, que incluíram perguntas referentes à prática de atividades físicas nos dias da semana e finais de semana, barreiras pessoais e ambientais que impediam o envolvimento em atividades físicas, pessoas que mais estimularam o envolvimento em atividades físicas, percepção do nível de atividades físicas dos pais, forma de transporte para ida a escola, participação dos irmãos e amigos no nível de atividade física dos adolescentes. A análise estatística dos dados foi realizada através dos valores médios, valores porcentuais e Y! (Qui-quadrado) com nível de significância de (p<O,O5) para a análise percentual. Os resultados médios do índice de massa corporal indicaram valores normais, embora indivíduos obesos tenham sido encontrados. Pudemos encontrar que as barreiras pessoais mais frequentes entre os grupos avaliados, foram falta de conhecimento, energia/preguiça, preocupação com o aspecto físico, desânimo e falta de tempo para a prática de atividades físicas. Por outro lado, falta de local apropriado, falta de equipamento e falta de diversão através do exercício foram as barreiras ambientais mais citadas. Verificamos que de modo geral, os adolescentes de ambos os sexos apresentaram maior influência paterna que materna no estímulo para a prática de atividades físicas, embora tenhamos percebido em ações isoladas, grande contribuição das mães e amigos. Considerando os diferentes componentes sociais e ambientais para serem ativos, os adolescentes apresentaram que a decisão pessoal em serem ativos, é mais importante que a dos pais, pai e mãe juntos, amigos e mães. Os namorados(as) e propagandas em TV, rádio e revistas apresentaram pequena influência. Assim, esses dados nos permitiriam concluir maior interferência social que ambiental para serem ativos, e que discreta diferença foi encontrada nos adolescentes de ambas as regiões, mostrando que o reflexo pessoal na escolha da prática de atividade física parece depender de valores educacionais adquiridos em idades menores, para que assim permita em idades mais velhas, o envolvimento em atividades físicas regulares