Resumo: Estudos prévios, relatam que a exposição materna ao álcool reduz o desenvolvimento maxilo-facial, incluindo retardo na formação e na erupção do germe dental, assim como anomalias do esmalte. Os mecanismos destas ações deletérias não estão totalmente esclarecidos. O objetivo deste estudo foi avaliar usando anticorpo policlonal do Fator Epidermal de Crescimento (EGF), a imunoexpressão do EGF durante a amelogênese do 1 ° molar inferior de filhotes de ratas que ingeriram álcool em concentrações teratogênicas antes e durante a gestação. Dezoito ratas receberam uma solução de água e etanol (grupo tratado) em concentrações crescentes de 1 %,5%,10%,15%,20% e 25%: (v/v) alteradas semanalmente. Na 7a semana, estas ratas foram postas para acasalar durante uma noite e continuaram a receber a solução de 25% de álcool até ao final da gestação. Destas, somente 10 ficaram prenhas e 7 chegaram a termo. Dez ratas (grupo controle) receberam somente água durante o mesmo período, foram postas para acasalamento por uma noite e somente 6 ficaram prenhas. Nos dias O, 4° e 9° pós-natal foram sacrificados 2 filhotes de cada ninhada para a remoção das hemi-mandíbulas, as quais foram processadas e incluídas em paraplast e contracoradas em hematoxilina de Mayer. No O dia pós-natal, no grupo controle foi encontrada marcação forte para o EGF, no epitélio interno do órgão do esmalte e nos pré-ameloblastos, porém, no grupo tratado, a marcação nestas mesmas estruturas foi fraca. No 4° dia pós-natal, a marcação forte foi encontrada nos ameloblastos secretores e odontoblastos do grupo controle, enquanto que no grupo tratado, a marcação foi moderada. No 9° dia pós-natal, no grupo controle foi observada marcação de intensidade forte nos ameloblastos em maturação, sendo que no grupo tratado, a marcação foi fraca. Esses resultados sugerem que a ingestão de álcool durante a gestação, interferiu com a expressão do EGF durante os estágios iniciais da amelogênese e na secreção e maturação do esmalte