1 registro encontrado - programa Programa de Pós-Graduação não informado E área de concentração Semiologia Clínica
Santos-Silva, Alan Roger, 1981-
TESE - Português
Número de chamada: T/UNICAMP Sa59i
Publicação: Piracicaba, SP : [s.n.], 2014.
Assunto: Neoplasias bucais
Resumo: O câncer de cabeça e pescoço (CCP) é uma das neoplasias malignas mais prevalentes no mudo, contudo, ainda é diagnosticado tardiamente e...
Ver mais
Resumo
Resumo: O câncer de cabeça e pescoço (CCP) é uma das neoplasias malignas mais prevalentes no mudo, contudo, ainda é diagnosticado tardiamente e costuma ser tratado por meio de protocolos que incluem altas doses de radioterapia (RDT). A eficiência da RDT no tratamento do CCP é obtida à custa de graves toxicidades aos tecidos normais adjacentes ao tumor, sendo que os dentes estão incluídos no campo de radiação e, por isso, acabam recebendo altas doses. Recentes avanços técnicos no tratamento do CCP permitiram maiores taxas de sobrevida, tornando prioridade o diagnóstico precoce e o tratamento das toxicidades bucais crônicas do tratamento oncológico, tendo em vista o seu impacto negativo sobre a qualidade de vida dos pacientes. Neste contexto, torna-se premente aprimorar a compreensão sobre a cárie relacionada à RDT (CRR), doença cujo risco de desenvolvimento, que é de aproximadamente 25%, acompanhará permanentemente os pacientes submetidos à RDT na região da cabeça e pescoço. Frequentemente, a CRR causa destruição dental generalizada, perda de eficiência mastigatória, infecção e pré-disposição para o desenvolvimento da osteorradionecrose. Apesar de ser atribuída principalmente aos efeitos indiretos da RDT, como a hipossalivação, a CRR também é associada a efeitos diretos da radiação sobre o esmalte, a dentina e a polpa dental. Contudo, o potencial de destruição radiogênica direta da estrutura dentária pela RDT, a ponto de contribuir para a origem, a progressão e a agressividade clínica da CRR, é motivo de grande controvérsia cientifica e clínica. Desta forma, os trabalhos de pesquisa aqui apresentados testaram hipóteses acerca da capacidade da RDT causar prejuízo direto aos componentes micromorfológicos dentários, buscando aprimorar conhecimentos na linha da patogênese, do diagnóstico precoce e do tratamento da CRR. Os resultados desta série de estudos sugerem que a ação direta da RDT não só não é capaz de gerar destruição radiogênica direta da microestrutura dentária como, possivelmente, não responderia de modo independente para o início ou progressão da CRR
BCCL (1)