Caracterização química dos voláteis em própolis de abelhas nativas
Mariana Budóia Gabriel
TESE
Português
T/UNICAMP B859c
[Chemical characterization of volatiles in propolis from native bees]
Campinas, SP : [s.n.], 2025.
1 recurso online (157 p.) : il., digital, arquivo PDF.
Orientadores: Alexandra Christine Helena Frankland Sawaya, Leandro Wang Hantao
Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Faculdade de Ciências Farmacêuticas
Resumo: As abelhas sem ferrão, ou meliponíneos, são polinizadoras essenciais no Brasil, com mais de 300 espécies, e produzem própolis para proteger seus ninhos. Esse produto tem atraído atenção de cientistas devido às suas propriedades terapêuticas, como ação antimicrobiana e anti-inflamatória....
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Resumo: As abelhas sem ferrão, ou meliponíneos, são polinizadoras essenciais no Brasil, com mais de 300 espécies, e produzem própolis para proteger seus ninhos. Esse produto tem atraído atenção de cientistas devido às suas propriedades terapêuticas, como ação antimicrobiana e anti-inflamatória. Embora os estudos se concentrem nos extratos etanólicos, pouco se sabe sobre os compostos voláteis da própolis, que variam conforme a espécie de abelha e as plantas coletadas, afetando suas propriedades biológicas e aromáticas. A pesquisa teve como objetivo investigar as bases literárias para a revisão bibliográfica e identificar variações na composição volátil, tanto entre espécies na mesma região quanto entre amostras da mesma espécie de diferentes locais. O primeiro capitulo é uma revisão de literatura referente a voláteis de própolis e geoprópolis de abelhas nativas do Brasil. No segundo capítulo foi desenvolvido um método extrativo abrangente e reprodutível para a avaliação da composição química volátil de amostras de (geo)própolis que seja aplicável a pequenas quantidades de amostras e forneça resultados similares ao observado pela extração do óleo essencial. Por fim, no terceiro capítulo foi avaliada a composição química volátil da (geo)própolis de diferentes espécies de abelhas e regiões do Brasil. Poucos foram os estudos relacionados aos voláteis existentes em própolis de abelhas nativas do Brasil. As amostras foram extraídas por microextração em fase sólida (HS-SPME) e analisadas por cromatografia a gás acoplada à espectrometria de massas (GC-MS). No capítulo 2, foi destacado o uso da fibra azul revestida com PDMS/DVB para extrair compostos voláteis e não voláteis, mostrando a maior eficiência de extração e sendo a mais representativa dos voláteis presentes nos óleos essenciais. No Capítulo 3, os resultados mostraram diferenças significativas entre as amostras de própolis do Norte e Sudeste do Brasil, influenciadas pelas espécies de abelhas e fontes vegetais locais. No Norte, a presença de ácido acético foi um fator chave na separação das amostras. No Sudeste, embora houvesse algumas variações, as amostras eram em sua maioria semelhantes. Em Jaguariúna, as amostras apresentaram diferenças significativas entre as espécies de abelhas, com 25% das características variando. Em Minas Gerais, apenas 5% das 227 features analisadas mostraram variações significativas. Em conclusão, o local de coleta afetou a composição de sua própolis, especialmente comparando-se as amostras do Norte com as do Sudeste. Dentre as amostras do sudeste, a composição química volátil de (geo)própolis foi determinada principalmente pela espécie de abelha, mais do que pela flora regional
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Abstract: Stingless bees, or meliponines, are essential pollinators in Brazil, with over 300 species, and they produce propolis to protect their nests. This product has attracted the attention of scientists due to its therapeutic properties, such as antimicrobial and anti-inflammatory effects....
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Abstract: Stingless bees, or meliponines, are essential pollinators in Brazil, with over 300 species, and they produce propolis to protect their nests. This product has attracted the attention of scientists due to its therapeutic properties, such as antimicrobial and anti-inflammatory effects. Although research focuses on ethanolic extracts, little is known about the volatile compounds in propolis, which vary depending on the bee species and the plants collected, influencing their biological and aromatic properties. The research aimed to investigate the literature foundations for the literature review and identify variations in the volatile composition, both between species in the same region and between samples of the same species from different locations. The first chapter is a literature review regarding the volatiles of propolis and geopropolis from native Brazilian bees. In the second chapter, a comprehensive and reproducible extraction method was developed to evaluate the volatile chemical composition of (geo)propolis samples, applicable to small quantities and providing results similar to those observed in essential oil extraction. Finally, the third chapter evaluated the volatile chemical composition of (geo)propolis from different bee species and regions in Brazil. Few studies have focused on the volatiles in propolis from native Brazilian bees. The samples were extracted by solid-phase microextraction (HS-SPME) and analyzed by gas chromatography coupled with mass spectrometry (GC-MS). In Chapter 2, the use of blue fiber coated with PDMS/DVB was highlighted for extracting both volatile and non-volatile compounds, showing higher extraction efficiency and being more representative of the volatiles present in essential oils. In Chapter 3, the results showed significant differences between propolis samples from the North and Southeast regions of Brazil, influenced by the bee species and local plant sources. In the North, the presence of acetic acid was a key factor in sample differentiation. In the Southeast, although some variations were observed, the samples were mostly similar. In Jaguariúna, the samples showed significant differences between bee species, with 25% of the characteristics varying. In Minas Gerais, only 5% of the 227 features analyzed showed significant variations. In conclusion, the collection site affected both the bee species and the composition of their propolis, especially when comparing samples from the North and Southeast. Among the Southeast samples, the volatile chemical composition of (geo)propolis was primarily determined by the bee species, more so than the regional flora
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Aberto
Hantao, Leandro Wang, 1986-
Coorientador
Marques, Marcia Ortiz Mayo
Avaliador
Carvalho, Patricia de Oliveira
Avaliador
Bastos, Jairo Kenupp
Avaliador
Dados de pesquisa: https://doi.org/10.25824/redu/ZSDRWM
Caracterização química dos voláteis em própolis de abelhas nativas
Mariana Budóia Gabriel
Caracterização química dos voláteis em própolis de abelhas nativas
Mariana Budóia Gabriel