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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: A estética da margem em Ôrí
Title Alternative: The aesthetic of the margin in Ôrí
Author: Aguiar, Reginaldo do Carmo, 1977-
Advisor: Teixeira, Francisco Elinaldo, 1954-
Abstract: Resumo: Ôrí, de Raquel Gerber (1989), é considerado um filme da margem, por ser atravessado por duas estéticas distintas que margeiam as teorias científicas e cinematográficas tradicionais. São elas: 1) a estética ensaística: o cinema moderno e contemporâneo criativo, as vozes ensaísticas e a formação do quarto domínio e 2) a estética epistêmica: a contra-história de Ferro e/ou o saber localizado negro, marcado pelo afroperspectivismo e pelo feminismo negro. Por ser uma estética ensaística e marcada por um cinema moderno e contemporâneo criativo, a subjetividade, a experiência e a poética pensante em Ôrí são apresentadas por meio de um ponto de vista subjetivo do ensaísta, sejam os estados conscientes e inconscientes do próprio ato de pensar, principalmente enquanto discurso, sejam as "ambiguidades", o jogo de palavras e a polissemia. A voz-off pneumática e heteroglóssica ocorre por meio de um pensamento fragmentado, ora objetivo, ora subjetivo, pela combinação singular de matrizes audiovisuais típica dos filmes ensaísticos que potencializam as comunidades da margem. As construções audiovisuais de parâmetros binários burchianos são cheios de rupturas e estão em diálogo com outras áreas das artes. É um cinema contemporâneo marcado pelo hibridismo e pela combinação inovadora de formas audiovisuais em um filme dinâmico da margem cinematográfica. em Ôrí, a estética filosófica, em comunhão com a estética ensaística, produz um cinema que pensa o tempo todo. Portanto, Ôrí pode ser considerado, por suas diversas caraterísticas ensaísticas, filosóficas e estéticas, como um cinema no domínio do ensaio. Por fim, pela perspectiva da estética epistêmica, em Ôrí há uma contra-história ou a revelação de um saber localizado pela via do afroperspectivismo, que potencializa o pensamento negro por complexificar e enriquecer a identidade negra. A representação fílmica está, à luz do pensamento de Beatriz Nascimento, irradiada pelo pensamento negro em rede, que abre espaço para novos reposicionamentos, novos conceitos e ressignificações. Ôrí dialoga muito com o pensamento negro contemporâneo, principalmente com Achille Mbembe

Abstract: Ôrí, by Raquel Gerber (1989), is considered to be a film from the margin, as it is traversed by three distinct aesthetics that border traditional scientific and cinematographic theories. They are: 1) the philosophical aesthetic: the Deleuzian time-image; 2) essayistic aesthetics: creative modern and contemporary cinema, essayist voices and the formation of the fourth domain and 3) epistemic aesthetics: Ferro's counterhistory and / or black localized knowledge, marked by Afroperspectivism and black feminism. From the perspective of philosophical aesthetics, the Deleuzian time-image is evidenced in the innumerable filmic strategies when creatively combining, in different times, the images and the sounds, mainly in the sense of complexify the black identity. Because it is an essayistic aesthetic and marked by a modern and creative contemporary cinema, subjectivity, experience and thinking poetics in Ôrí are presented through a subjective point of view of the essayist, whether the conscious and unconscious states of the act of thinking itself mainly as a discourse, be it the "ambiguities", the play on words and the polysemy. The pneumatic and heteroglossic voice-off occurs through a fragmented thinking, sometimes objective, sometimes subjective, due to the unique combination of audiovisual matrixes typical of essay films that enhance the communities from the margin. The audiovisual constructions of burchian binary parameters are full of ruptures and are in dialogue with other areas of the arts. It is a contemporary cinema marked by hybridism and the innovative combination of audiovisual forms in a dynamic film from the cinematographic margin. In Ôrí, philosophical aesthetics, in communion with essayist aesthetics, produce a cinema that thinks all the time. Therefore, Ôrí can be considered, for its diverse essayistic, philosophical and aesthetic characteristics, as a cinema in the field of rehearsal. Finally, from the perspective of epistemic aesthetics, in Ôrí there is a counterhistory or the revelation of knowledge located through Afroperspectivism, which enhances black reason by complexifying and enriching black identity. The filmic representation is, in the light of Beatriz Nascimento's thought, radiated by the black reason in network, which opens space for new repositionings, new concepts and resignifications. Ôrí dialogues a lot of contemporary black reason, mainly with Achille Mbembe
Subject: Feminismo negro
Negros no cinema
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: AGUIAR, Reginaldo do Carmo. A estética da margem em Ôrí. 2020. 1 recurso online (168 p.) Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes, Campinas, SP.
Date Issue: 2020
Appears in Collections:IA - Tese e Dissertação

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