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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: Depressão pós-parto em mães infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana : prevalência e fatores associados
Title Alternative: Pospartum depression in infected mothers by the human immunodeficiency virus : prevalence and associated factors
Author: Campagnol, Elaine, 1980-
Advisor: Silva, Marcos Tadeu Nolasco da, 1960-
Abstract: Resumo: Introdução: A prevalência da depressão pós-parto (DPP) é subestimada, sendo a atuação de todos os profissionais da saúde fundamental para o seu reconhecimento. Sem tratamento, pode resultar em transtornos de saúde mental dos filhos. Em mães vivendo com HIV (MVHIV), potencialmente, as condições psicossociais e alterações inflamatórias associadas à infecção podem constituir-se em fatores de risco para DPP. Objetivo: Avaliar a prevalência da DPP em um grupo MVHIV, sua associação com fatores psicossociais e biológicos, e comparar os resultados aos obtidos em um grupo de controle saudável. Métodos: Estudo observacional, analítico, prospectivo, do tipo corte transversal. Quarenta MVHIV, com filhos acompanhados em serviço de referência, foram comparadas a um grupo de controle (GC) de 118 mães não-infectadas. A DPP foi avaliada pela Escala de Depressão Pós-Natal de Edimburgo (EDPNE), o suporte social pela Escala de Apoio Social (MOS-SSS), a personalidade pelo Inventário de 5 Fatores Neo Revisado (NEO-FFI-R) e a Qualidade de Vida por meio do instrumento WHOQOL-bref. Os mediadores inflamatórios Proteína C reativa (PCR) e Cortisol séricos foram determinados por ensaio imunoenzimático. Na análise estatística utilizaram-se testes de Mann-Whitney e Qui-Quadrado. Foram consideradas significativas associações com "p" ?0,05. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa institucional. Resultados: As MVHIV apresentaram idade superior, com mediana de 31,3 anos (19,42 ¿ 43,67) versus 28,18 anos (18,00 ¿ 41,54), (P=0,008). Não houve diferenças em relação à idade ou ao sexo dos filhos. A prevalência de DPP na população estudada foi de 45,6%, sendo 52,5% em MVHIV e 43,2% no GC. Devido à ausência de diferença na prevalência entre os grupos, a amostra foi consolidada e os fatores psicossociais, socioeconômicos e biológicos foram comparados em relação à possível DPP. Foram observadas associações estatisticamente significativas entre possível DPP, Qualidade de Vida e Suporte Social (escores significativamente inferiores dos instrumentos MOS-SSS e WHOQOL-bref no grupo com DPP). Adicionalmente, o risco de DPP esteve associado a maior neuroticismo e menores extroversão, amabilidade, conscienciosidade e abertura na avaliação da personalidade. Na avaliação sociodemográfica, as seguintes variáveis foram associadas ao risco de DPP: menor renda familiar per capita, menor escolaridade, história prévia de depressão, percepção de depressão atual, acompanhamento psicológico prévio ou atual, uso de medicamentos para saúde mental prévio ou atual, uso de substâncias psicoativas na gestação, percepção de apoio social, e história prévia de violência. Não foi observada associação entre DPP e concentrações séricas dos marcadores inflamatórios Proteína C reativa e Cortisol. Conclusão: Em nosso conhecimento, este estudo é pioneiro em avaliar fatores psicossociais e biológicos associados à DPP em MVHIV, em comparação a um GC saudável. A prevalência de DPP mostrou-se elevada em comparação a estudos internacionais, em ambos os grupos. A ausência de associação entre o diagnóstico de infecção por HIV e DPP, combinada à importante associação entre DPP e fatores psicossociais e socioeconômicos na população estudada, sinaliza a importância da elaboração de políticas de saúde pública visando à prevenção, reconhecimento precoce e tratamento adequado da DPP

Abstract: Introduction: The prevalence of postpartum depression (PPD) is underestimated, and the actions of all health professionals are fundamental for its recognition. Without treatment, it can result in mental health disorders of children. In mothers living with HIV (MLHIV), psychosocial conditions and inflammatory changes associated with infection may potentially constitute risk factors for PPD. Objective: To evaluate the prevalence of PPD in a group of MLHIV, its association with psychosocial and biological factors, and compare the results to those obtained in a healthy control group. Methods: Observational, analytical, prospective, cross-sectional study. Forty MLHIV, with children accompanied in a reference service, were compared to a control group (CG) of 118 non-infected mothers. PPD was assessed by the Edinburgh Postnatal Depression Scale (EPDS), social support by the Social Support Scale (MOS-SSS), personality by the Revised NEO-Five Factor Inventory (NEO-FFI) and Quality of Life by WHOQOL-bref. The inflammatory mediators Reactive C Protein (RCP) and Serum Cortisol were determined by immunoenzymatic assay. Mann-Whitney and Chi-square tests were used for statistical analysis. Associations with "P" values ? 0.05 were considered significant. The study was approved by the Institutional Research Ethics Committee. Results: The MLHIV presented higher age, with median of 31.3 years (19.42 - 43.67) versus 28.18 years (18.00 - 41.54), (P=0.008). There were no differences regarding age or gender of children. The prevalence of PPD in the studied population was 45.6%, being 52.5% in MLHIV and 43.2% in GC. Due to the absence of differences in prevalence between groups, the groups were consolidated and psychosocial, socioeconomic, and biological factors were compared in relation to the possible PPD. Statistically significant associations were observed between possible PPD, Quality of Life, and Social Support (significantly lower scores for MOS-SSS and WHOQOL-bref instruments in the group with PPD). Additionally, PPD risk was associated with higher neuroticism and lower extroversion, agreeableness, conscientiousness and openness in personality evaluation. Regarding sociodemographic characteristics, the following variables were associated with the risk of PPD: lower per capita family income, lower education, previous history of depression, current or previous perception of depression, previous or current psychological follow-up, previous or current use of mental health medication, use of psychoactive substances in pregnancy, perception of social support, and previous history of violence. No association was observed between PPD and levels of inflammatory markers RCP and Cortisol. Conclusion: To our knowledge, this study is a pioneer in evaluating psychosocial and biological factors associated with PPD in MLHIV compared to a healthy CG. The prevalence of PPD has been shown to be high compared to international studies in both groups. The lack of association between the diagnosis of HIV infection and PPD, combined with the important association between PPD and psychosocial and socioeconomic factors in the studied population, signals the importance of public health policy developments aimed at prevention, early recognition, and appropriate treatment of PPD
Subject: Depressão pós-parto
HIV (Vírus)
Inflamação
Qualidade de vida
Personalidade
Apoio social
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: CAMPAGNOL, Elaine. Depressão pós-parto em mães infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana: prevalência e fatores associados. 2020. 1 recurso online (88 p.) Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2020
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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