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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Queixa e triagem de risco para disfagia versus resultados fisiológicos da deglutição no câncer de cabeça e pescoço : Complaint and screening for dysphagia versus swallow physiology in head and neck cancer
Title Alternative: Complaint and screening for dysphagia versus swallow physiology in head and neck cancer
Author: Baraçal-Prado, Ana Cristina Colavite, 1961-
Advisor: Chone, Carlos Takahiro, 1968-
Abstract: Resumo: Introdução: A disfagia é uma sequela do tratamento de câncer de cabeça e pescoço (CCP) que pode ser subnotificada, pois os pacientes, às vezes, não se queixam, a menos que sejam questionados diretamente sobre isso. Desenvolver uma forma de identificar queixas e sintomas através do autorrelato possibilita identificar e tratar, o mais breve possível, o paciente minimizando comprometimentos como desnutrição, desidratação, broncopneumonia visando melhorar a qualidade da sobrevida nesses indivíduos. Objetivos: Identificar queixas de disfagia pela autopercepção de dificuldades de deglutição, avaliar o grau de risco para disfagia e relacioná-los com a (dis)função da deglutição pela videofluoroscopia (VFD). Métodos: Os pacientes responderam a questão estimulada (QE) "fale sobre o seu problema de engolir" e avaliaram o risco para disfagia pelo Eating Assessment Tool - EAT-10 e foram submetidos à VFD (Modified Barium Swallowing Impairment - MBSImP©). A VFD foi classificada pelo MBSImP Profile e pelas escalas de Penetração e Aspiração (EPA) e escala de gravidade de disfagia (DOSS). Resultados: 58 pacientes participaram do estudo. O EAT-10 com risco para disfagia (>= 3) foi predominante (81%) e o escore médio foi de 12 pontos. A sensibilidade do EAT-10 em relação aos componentes do MBSImP esteve presente para os seguintes componentes orais: contenção do bolo (84%), preparação do bolo/mastigação (85%), resíduo oral (85%) e início da fase faríngea (80%) e para seguintes componentes faríngeos: elevação do palato mole (100%), elevação laríngea (95%), excursão anterior do hioide (96%), fechamento do vestíbulo laríngeo (83%), onda faríngea (95%), contração faríngea (83%), abertura do esfíncter esofágico superior (87%), retração da base da língua (88%) e resíduo faríngeo (84%). Pacientes com EAT-10 >= 3 apresentaram alteração na impressão geral oral e faríngea do MBSImP (100%), disfagia leve a grave (88%) com aspiração em 43% dos pacientes. Pacientes com queixa de deglutição no PM (51%) responderam afirmativamente a queixa estimulada (83%) com risco de disfagia no EAT-10 (79%), alteração no MBSImP IG oral e faríngeo (100%), disfagia leve a grave na DOSS (85%). Os pacientes que responderam afirmativamente a QE apresentaram EAT-10 3 (87%), alteração no MBSImP IG oral e faríngeo (100%) e disfagia leve a grave no DOSS (90%). O risco para disfagia no EAT-10 não foi um bom instrumento para identificar pacientes com deglutição insegura. Conclusão: Neste estudo, foi possível identificar sinais e sintomas da disfagia pelo autorrelato através da queixa estimulada pela pergunta direta "Fale sobre seu problema de engolir". A avaliação do risco para disfagia pelo EAT-10 revelou-se presente na maioria dos pacientes (81%) com confirmação da disfagia pelo MBSImP oral e faríngeo e pela DOSS, mas a correlação foi baixa em identificar pacientes com deglutição insegura. Baseado nesses resultados, podemos considerar que a melhor avaliação diagnóstica para detectar a disfagia foi o exame instrumental. A utilização do EAT-10 (score e queixa estimulada) por profissionais de saúde é sugerida para auxiliar na detecção de indivíduos em risco para disfagia mas não como diagnóstico de disfagia com esse objetivo, deve-se ter, como primeira escolha, o exame instrumental de videofluoroscopia

Abstract: Introduction: Dysphagia is a sequel to head and neck cancer (HNC) treatment, that can be underreported, as patients may not complain unless they are directly asked about it. Developing a way to identify complaints and symptoms through self-report can dentify and treat the patient and minimize impairments such as malnutrition, dehydration, bronchopneumonia, in order to improve the quality of survival in these subjects. Purposes: Identify complaints of dysphagia due to self-perceived swallowing difficulties, assess the degree of dysphagia risk and relate them to the (dys)function of videofluoroscopic swallowing (VFS). Methods: Patients answered the stimulated question (SQ) "talk about their swallowing problem" and assessed the risk for dysphagia using the Eating Assessment Tool - EAT-10 and underwent VFS (Modified Barium Swallowing Impairment - MBSImP©). VFS was classified by the MBSImP Profile and by the Penetration and Aspiration scales (PAS) and dysphagia outcome and severity scale (DOSS). Results: 58 patients participated in the study. The EAT-10 at risk for dysphagia (>= 3) was predominant (81%) and the mean score was 12 points. The sensitivity of the EAT-10 in relation to the components of the MBSImP was present for the following oral components: containment of the bolus (84%), preparation of the bolus / chewing (85%), oral residue (85%) and beginning of the pharyngeal phase (80%) and for the following pharyngeal components: elevation of the soft palate (100%), laryngeal elevation (95%), anterior excursion of the hyoid (96%), closure of the laryngeal vestibule (83%), pharyngeal wave (95%), pharyngeal contraction (83%), opening of the upper esophageal sphincter (87%), retraction of the tongue base (88%) and pharyngeal residue (84%). Patients with EAT-10 >= 3 showed changes in the general oral and pharyngeal impression of MBSImP (100%), mild to severe dysphagia (88%) with aspiration in 43% of patients. Patients with complaints of swallowing in PM (51%) responded affirmatively to the stimulated complaint (83%) with risk of dysphagia in the EAT-10 (79%), alteration in oral and pharyngeal IG MBSImP (100%), mild to severe dysphagia in DOSS (85%). Patients who responded affirmatively to SQ had EAT-10 >= 3 (87%), changes in oral and pharyngeal MBSImP (100%), and mild to severe dysphagia in DOSS (90%). The risk for dysphagia in the EAT-10 was not a good instrument to identify patients with unsafe swallowing. Conclusion: In this study, it was possible to identify signs and symptoms of dysphagia by self-report through the complaint stimulated by the direct question "Talk about your swallowing problem". The risk assessment for dysphagia by EAT-10 proved to be present in most patients (81%) with confirmation of dysphagia by oral and pharyngeal MBSImP, by DOSS, but the correlation was low in identifying patients with unsafe swallowing. based on these results, we can consider that the best diagnostic evaluation to detect dysphagia was the instrumental examination. The use of EAT-10 (score and stimulated complaint) by healthcare professionals is suggested to assist in the detection of subjects at risk for dysphagia, but not as a diagnosis of dysphagia for this purpose, the instrumental videofluoroscopy examination should be the first choice
Subject: Neoplasias de cabeça e pescoço
Transtornos de deglutição
Programas de rastreamento
Indicador de risco
Avaliação da deficiência
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: BARAÇAL-PRADO, Ana Cristina Colavite. Queixa e triagem de risco para disfagia versus resultados fisiológicos da deglutição no câncer de cabeça e pescoço: Complaint and screening for dysphagia versus swallow physiology in head and neck cancer . 2020. 1 recurso online ( 136 p.) Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2020
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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