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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Dissertação (mestrado) - Facul
Title: A avaliação da força da musculatura respiratória no pós-operatório e treinamento da musculatura inspiratória com um dispositivo eletrônico no pós-operatório de pacientes submetidos a hepatectomia : estudo randomizado
Title Alternative: Evaluation of the respiratory musculature strength in the preoperatory musculature training with an electronic device in he post-operatory of patients subjected to hepatectomy : randomized study
Author: Pereira, Marcelo Gustavo, 1987-
Advisor: Boin, Ilka de Fatima Santana Ferreira, 1953-
Abstract: Resumo: Na oncologia moderna, muitos estudos têm se desenvolvido com enfoque em técnicas cirúrgicas e medicamentos, porém poucos são aqueles que abordam a importância da reabilitação pulmonar no pré e no pós-operatório, apresentando os benefícios específicos para cada procedimento cirúrgico ou tipo de neoplasia, visando minimizar as complicações respiratórias no pós-operatório e a melhor qualidade de vida do doente. Objetivos: Comparar a avaliação da força da musculatura respiratória no pré e no pós-operatório de hepatectomia realizada por laparotomia, a força da musculatura respiratória no pré com o pós-operatório, e se o treinamento da musculatura inspiratória apresentou melhora dos parâmetros estudados. Método: Tratou-se de um estudo prospectivo, randomizado, do tipo ensaio clínico, que comparou o grupo treinamento muscular inspiratório (GTMI) com o grupo controle (GC). Após a coleta dos dados sociodemográficos e clínicos, em ambos os grupos, no pré-operatório, no primeiro e no quinto dia do pós-operatório, foram avaliados e registrados sinais vitais e mecânica pulmonar por meio de volume minuto, volume corrente, capacidade vital, energia, fluxo inspiratório, volume, poder, pressão, pressão inspiratória e expiratória máxima. Anotou-se também o valor de albumina e bilirrubina para a pontuação do escore Albumin-Bilirrubin (ALBI), que avalia o índice de mortalidade neste perfil de paciente. Após a randomização e a alocação dos participantes, os do GC realizaram fisioterapia convencional e os do GTMI realizaram fisioterapia convencional mais TMI ? em ambos os grupos por cinco dias do pós-operatório. Resultado: 76 indivíduos apresentaram critérios de elegibilidade. A coleta de 41 participantes foi concluída: 20 no GC e 21 no GTMI. O diagnóstico mais frequente foi de 41.5% com metástase hepática, seguido de 26.8% com CHC. Quanto aos antecedentes, 19.5% apresentavam cirrose hepática; 14.6%, hepatite C; 56.1% apresentavam neoplasia prévia; 39% já haviam realizado quimioterapia; 19.5% eram tabagistas ou ex-tabagistas, com um maior número no GTMI (28.6%). Quanto às complicações respiratórias no GTMI, não houve nenhuma incidência. No GC, houve três complicações respiratórias. Os pacientes do GC classificados com ALBI escore 3 apresentaram, estatisticamente, maior valor de energia em comparação aos pacientes classificados com ALBI escore 1 e 2 (p= 0,0187). As variáveis respiratórias, medidas no pré-operatório e no primeiro dia de pós-operatório, tiveram uma queda significativa nos dois grupos do pré-operatório para o primeiro dia de pós-operatório (p= <0.0001). Porém, quando comparados o pré-operatório e o quinto dia de pós-operatório entre o GTMI e o GC, foi estatisticamente significativa a variável de PIM no GTMI. No pré-operatório, a média foi de 110.9 (±41) cmH2O e, após cinco dias de TMI, foi de 115.6 (±51) cmH2O; no grupo controle, no pré-operatório, foi de 115.4 (±73) cmH2O e no quinto dia de pós-operatório (99,6; ±68 cmH2O; p= 0.0131). Conclusão: Todas as medidas respiratórias mostraram redução no pós-operatório. O treinamento muscular respiratório com o uso do dispositivo Powerbreathe® aumentou a pressão inspiratória máxima e isto pode ter contribuído para menor tempo de internação e melhor desfecho clínico.Na oncologia moderna, muitos estudos têm se desenvolvido com enfoque em técnicas cirúrgicas e medicamentos, porém poucos são aqueles que abordam a importância da reabilitação pulmonar no pré e no pós-operatório, apresentando os benefícios específicos para cada procedimento cirúrgico ou tipo de neoplasia, visando minimizar as complicações respiratórias no pós-operatório e a melhor qualidade de vida do doente. Objetivos: Comparar a avaliação da força da musculatura respiratória no pré e no pós-operatório de hepatectomia realizada por laparotomia, a força da musculatura respiratória no pré com o pós-operatório, e se o treinamento da musculatura inspiratória apresentou melhora dos parâmetros estudados. Método: Tratou-se de um estudo prospectivo, randomizado, do tipo ensaio clínico, que comparou o grupo treinamento muscular inspiratório (GTMI) com o grupo controle (GC). Após a coleta dos dados sociodemográficos e clínicos, em ambos os grupos, no pré-operatório, no primeiro e no quinto dia do pós-operatório, foram avaliados e registrados sinais vitais e mecânica pulmonar por meio de volume minuto, volume corrente, capacidade vital, energia, fluxo inspiratório, volume, poder, pressão, pressão inspiratória e expiratória máxima. Anotou-se também o valor de albumina e bilirrubina para a pontuação do escore Albumin-Bilirrubin (ALBI), que avalia o índice de mortalidade neste perfil de paciente. Após a randomização e a alocação dos participantes, os do GC realizaram fisioterapia convencional e os do GTMI realizaram fisioterapia convencional mais TMI - em ambos os grupos por cinco dias do pós-operatório. Resultado: 76 indivíduos apresentaram critérios de elegibilidade. A coleta de 41 participantes foi concluída: 20 no GC e 21 no GTMI. O diagnóstico mais frequente foi de 41.5% com metástase hepática, seguido de 26.8% com CHC. Quanto aos antecedentes, 19.5% apresentavam cirrose hepática; 14.6%, hepatite C; 56.1% apresentavam neoplasia prévia; 39% já haviam realizado quimioterapia; 19.5% eram tabagistas ou ex-tabagistas, com um maior número no GTMI (28.6%). Quanto às complicações respiratórias no GTMI, não houve nenhuma incidência. No GC, houve três complicações respiratórias. Os pacientes do GC classificados com ALBI escore 3 apresentaram, estatisticamente, maior valor de energia em comparação aos pacientes classificados com ALBI escore 1 e 2 (p= 0,0187). As variáveis respiratórias, medidas no pré-operatório e no primeiro dia de pós-operatório, tiveram uma queda significativa nos dois grupos do pré-operatório para o primeiro dia de pós-operatório (p= <0.0001). Porém, quando comparados o pré-operatório e o quinto dia de pós-operatório entre o GTMI e o GC, foi estatisticamente significativa a variável de PIM no GTMI. No pré-operatório, a média foi de 110.9 (±41) cmH2O e, após cinco dias de TMI, foi de 115.6 (±51) cmH2O; no grupo controle, no pré-operatório, foi de 115.4 (±73) cmH2O e no quinto dia de pós-operatório (99,6; ±68 cmH2O; p= 0.0131). Conclusão: Todas as medidas respiratórias mostraram redução no pós-operatório. O treinamento muscular respiratório com o uso do dispositivo Powerbreathe® aumentou a pressão inspiratória máxima e isto pode ter contribuído para menor tempo de internação e melhor desfecho clínico

Abstract: In modern oncology, many studies have been developed focusing on surgical techniques and medications, but few are those that address the importance of pulmonary rehabilitation in the pre and postoperative period, presenting the specific benefits for each surgical procedure or type of neoplasia, aiming at minimizing postoperative respiratory complications and the best patient's quality of life. Objectives: To compare the assessment of respiratory muscle strength in the pre- and postoperative period of hepatectomy performed by laparotomy, and the strength of the respiratory muscle in the pre and postoperative period, and whether the training of inspiratory muscles showed improvement in the studied parameters. Method: This was a prospective, randomized, clinical trial type study, which compared the inspiratory muscle training group (GTMI) with the control group (CG). After the collection of sociodemographic and clinical data, in both groups, in the preoperative period, on the first and on the fifth postoperative day, vital signs and pulmonary mechanics were assessed and recorded through minute volume, tidal volume, vital capacity, energy, inspiratory flow, volume, power, pressure, maximum inspiratory and expiratory pressure. The albumin and bilirubin values were also noted for the Albumin-Bilirubin (ALBI) score, which assesses the mortality rate in the patient profile under analysis. After randomization and allocation of participants, those in the CG underwent conventional physiotherapy and those in the GTMI underwent conventional physiotherapy plus IMT - in both groups for five days postoperatively. Result: 76 individuals met eligibility criteria. The collection of 41 participants was completed: 20 in the CG and 21 in the GTMI. The most frequent diagnosis was 41.5% with liver metastasis, followed by 26.8% with HCC. As for the history, 19.5% had liver cirrhosis; 14.6%, hepatitis C; 56.1% had a previous neoplasm; 39% had already undergone chemotherapy; 19.5% were smokers or ex-smokers, with a greater number in the GTMI (28.6%). As for respiratory complications in GTMI, there was no incidence. In the CG, there were three respiratory complications. CG patients classified with ALBI score 3 showed, statistically, a higher energy value compared to patients classified with ALBI score 1 and 2 (p = 0.0187). Respiratory variables, measured preoperatively and on the first postoperative day, had a significant drop in both groups from the preoperative to the first postoperative day (p = <0.0001). However, when comparing the preoperative and the fifth postoperative day between the GTMI and the CG, the PIM variable in the GTMI was statistically significant. In the preoperative period, the mean was 110.9 (± 41) cmH2O and, after five days of IMT, it was 115.6 (± 51) cmH2O; in the control group, in the preoperative period, it was 115.4 (± 73) cmH2O and on the fifth postoperative day (99.6; ± 68 cmH2O; p = 0.0131). Conclusion: All respiratory measures showed a reduction in the postoperative period. Respiratory muscle training using the Powerbreathe® device increased the maximum inspiratory pressure and this may have contributed to a shorter hospital stay and better clinical outcome
Subject: Exercícios respiratórios
Fisioterapia
Fígado - Câncer
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: PEREIRA, Marcelo Gustavo. A avaliação da força da musculatura respiratória no pós-operatório e treinamento da musculatura inspiratória com um dispositivo eletrônico no pós-operatório de pacientes submetidos a hepatectomia : estudo randomizado. 2020. 1 recurso online ( 61 p.) Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2020
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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