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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Uso de medicamentos psicotrópicos, problemas emocionais e qualidade de vida relacionada à saúde em estudo de base populacional : Psychotropic drug use, emotional problems and health-related quality of life in a population based study
Title Alternative: Psychotropic drug use, emotional problems and health-related quality of life in a population based study
Author: Fernandes, Camila Stéfani Estancial, 1989-
Advisor: Barros, Marilisa Berti de Azevedo, 1948-
Abstract: Resumo: O objetivo desta tese consistiu em analisar o perfil do uso de psicotrópicos segundo fatores sociodemográficos, a prevalência de problemas mentais e a procura de serviços de saúde que conduzem ao uso de psicotrópicos, bem como a associação dos problemas emocionais com a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS). Trata-se de um estudo transversal de base populacional que utilizou dados do inquérito de Saúde de Campinas (ISACamp) realizado em 2014/2015. Em um primeiro estudo buscou-se analisar as diferenças, segundo o sexo, do perfil de uso de psicotrópicos e dos fatores associados a esse uso, bem como identificar as classes medicamentosas mais utilizadas. A amostra deste estudo foi composta por 1.999 indivíduos com 20 anos ou mais de idade. A prevalência do uso de psicotrópico foi de 11,7%, sendo 7,3% entre os homens e 15,8% entre as mulheres. O percentual de uso de antidepressivos foi significativamente maior no sexo feminino (44,3%) em comparação ao masculino (25,5%). Quanto aos fatores associados ao uso de psicotrópico, o relato de problema emocional/mental associou-se ao maior uso desse tipo de medicamento em ambos os sexos, mas, apenas nos homens, a cor da pele branca, a ausência de atividade ocupacional, o maior número de queixas de problemas de saúde e a presença de insônia mostraram associação com o uso. Apenas no sexo feminino verificou-se aumento significativo de utilização da droga com o avanço da idade e prevalências mais elevadas nos segmentos com maior escolaridade, maior número de doenças crônicas diagnosticadas e na presença do transtorno mental comum (TMC). O segundo estudo investigou a existência de desigualdade racial nas prevalências de problemas emocionais/mentais, TMC, insônia, procura por serviços de saúde e uso de psicotrópicos. A amostra foi composta por 1.953 indivíduos com 20 anos ou mais de idade. Considerou-se como variável central a cor da pele/raça autorreferida, tendo como categorias: brancos e pretos/pardos. Observou-se maior prevalência de TMC entre os pretos e pardos. Apesar de não ter sido observada diferença na prevalência do relato de problema emociona/mental entre os segmentos raciais, verificou-se que os brancos procuraram mais o serviço de saúde por causa do problema. No geral, os brancos também utilizaram mais psicotrópicos do que os indivíduos pretos e pardos. Em um terceiro estudo analisaram-se as associações e o grau de comprometimento da QVRS segundo tipo de problema emocional, grau de limitação e a percepção de controle do problema pelo tratamento. A amostra foi composta por 2.178 indivíduos com 18 anos ou mais de idade. Para avaliar a QVRS utilizou-se o instrumento SF-36®. Na presença do problema emocional/mental, os escores médios do SF-36® foram menores em todos os domínios, inclusive no componente físico. Observou-se que a queixa de depressão se associou mais fortemente com a QVRS do que a ansiedade. Quanto maior foi o grau de limitação provocado pelo problema, menores foram os escores médios do SF-36®. Os prejuízos da QVRS foram substancialmente maiores naqueles que não possuíam o problema controlado. Em conclusão, estes resultados podem contribuir para o aprimoramento de políticas públicas voltadas à saúde mental, de modo a favorecer a promoção do uso racional e igualitário de medicamentos psicotrópicos, bem como de ações preventivas, a fim de reduzir o impacto dos problemas mentais na QVRS

Abstract: The aim of this thesis was to analyze the use of psychotropic agents according to sociodemographic factors, the prevalence of mental problems and the search for health services that lead to the use of these drugs as well as the association between emotional problems and health-related quality of life (HRQoL). A population-based cross-sectional study was carried out using data from the Campinas Health Inquiry conducted in 2014/2015. The aim of the first study was to analyze differences between sexes regarding the use of psychotropic agents and associated factors as well as identify the most used drug classes. The sample in this study was composed of 1999 individuals aged 20 years or older. The prevalence of psychotropic use was 11.7% (7.3% among men and 15.8% among women). The percentage of the use of antidepressants was higher among women (44.3%) compared to men (25.5%). Reports of an emotional/mental problem were associated with the greater use of psychotropic agents in both sexes. Among the men, having a white skin color, the lack of an occupational activity, a larger number of complaints of health problems and insomnia were associated with use. Among the women, a significant increase in the use of psychotropic agents was found with the increase in age and higher prevalence rates of use were found among those with a higher level of schooling, those with a greater number of diagnosed chronic diseases and those with a common mental disorder (CMD). The second study investigated the existence of racial inequality in the prevalence of emotional/mental problems, CMD, insomnia, the search for health services and the use of psychotropic agents. The sample was composed of 1953 individuals aged 20 years or older. The central variable was self-declared skin color/race (categories: white and brown/black). The prevalence of CMD was greater among black/brown individuals. Although no difference was found in the prevalence of a reported emotional/mental problem between the racial groups, white individuals sought health services more due to this problem. Whites also used more psychotropic agents than non-whites. The aim of the third study was to analyze associations and the negative impact on HRQoL according to the type of emotional problem, degree of limitation and perception of the control of the problem through treatment. The sample was composed of 2178 individuals aged 18 years or older. The SF-36® questionnaire was used for the assessment of HRQoL. Individuals with an emotional/mental problem had lower mean scores on all domains of the SF-36®, including the physical component. A complaint of depression was more strongly associated with HRQoL than anxiety. Individuals with higher degrees of limitation caused by the problem had lower mean SF-36® scores and the negative impact on HRQoL was substantially greater among those whose problem was not controlled. In conclusion, the present results can contribute to improving public policies directed at mental health to favor the promotion of the rational and egalitarian use of psychotropic medications as well as preventive actions with the aim of reducing the impact of mental problems on HRQoL
Subject: Psicotropicos
Uso de medicamentos
Transtornos mentais
Qualidade de vida
Inquéritos epidemiológicos
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: FERNANDES, Camila Stéfani Estancial. Uso de medicamentos psicotrópicos, problemas emocionais e qualidade de vida relacionada à saúde em estudo de base populacional: Psychotropic drug use, emotional problems and health-related quality of life in a population based study. 2019. 1 recurso online (150 p.) Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2019
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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