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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: Funções executivas de pacientes com esquizofrenia no seguimento a longo prazo
Title Alternative: Executive functions of patients with schizophrenia for long-term follow-up
Author: Fernandes, Thalita Regina, 1984-
Advisor: Dantas, Clarissa de Rosalmeida, 1976-
Abstract: Resumo: A esquizofrenia é uma condição complexa e frequentemente limitante. Promover a recuperação satisfatória para as pessoas que sofrem com esse quadro continua sendo um grande desafio. Os déficits cognitivos são vistos como manifestações características da doença, sendo as alterações cognitivas evidentes durante todo o seu curso evolutivo, inclusive no seu período prodrômico, e estando associadas, em geral, a pior prognóstico. Dentre os múltiplos domínios cognitivos prejudicados, destacam-se as funções executivas (FE). Este estudo faz parte de um projeto mais amplo que avalia aspectos centrais da esquizofrenia, como qualidade de vida, funcionalidade, presença de síndrome deficitária e repercussões em cognição. O foco do presente trabalho foi identificar a evolução, ao longo do tempo, do desempenho em FE de um grupo pacientes com esquizofrenia crônica e identificar possíveis fatores preditores de mudança. Para isso, buscamos reavaliar um grupo de 85 pacientes que participou de um estudo sobre sintomas negativos realizado entre os anos de 2009 e 2010. Foram feitas reavaliações clínicas que utilizaram os mesmos instrumentos da avaliação inicial. Entre os que fazem parte dessa pesquisa, estão: Entrevista - Dados Sociodemográficos e Clínicos; SAPS; SANS; QLS; Escala Calgary de Depressão para Esquizofrenia; Roteiro para Avaliação do Insight ¿ versão expandida; sendo acrescentada a Personal and Social Performance Scale (PSP), que não havia sido utilizada na avaliação do primeiro estudo. Uma ampla bateria de testes foi usada para a avaliação cognitiva, sendo os de FE: Dígitos Ordem Inversa (WAIS-III); teste de Trilhas B; tarefas de Fluência Verbal (semântica e fonológica); sendo acrescentados na reavaliação os testes Wisconsin de Classificação de Cartas e teste Torre de Londres. No total, 48 pacientes foram reavaliados, sendo que o intervalo médio entre as avaliações foi de 8,2 anos (±1,2). Há predomínio de gênero masculino (75%), solteiros (83,3%) ou separados (12,5%), sem filhos (83,3%), moram com a família parental (79,2%), inativos laboralmente (79,2%) e em posições sociais baixas (68,8%). A comparação do desempenho em FE nesse intervalo de tempo mostrou que não houve diferença significativa de performance. Anos de escolaridade e severidade dos sintomas negativos correlacionaram-se positivamente com os testes Dígitos Ordem Inversa, Trilhas B, Fluência Verbal e Torre de Londres, tanto na transversal, quanto longitudinalmente. As tarefas de Fluência Verbal (semântica e fonológica) tiveram correlações com qualidade de vida e desempenho pessoal e social na transversal (avaliação de seguimento) e Fluência Verbal Fonológica correlacionou-se longitudinalmente com qualidade de vida e desempenho pessoal e social. Os resultados apontaram que as FE apresentam uma curva de declínio mais suave ao longo do tempo. Anos de escolaridade e severidade de sintomas negativos são preditores de desempenho em FE. Há influência de subdomínios das FE na qualidade de vida, aspectos ocupacionais, pessoais e sociais dos pacientes ao longo do tempo. Comparar o desempenho atual dos pacientes em testes que avaliam FE ao desempenho apresentado pelos mesmos pacientes entre 8 e 9 anos antes, evidenciou a multiplicidade nessa relação esquizofrenia-cognição. Trata-se de uma jornada desafiadora e que nos mostra a importância de ter linhas de pesquisas que apontem causas e consequências dessa heterogeneidade; fatores que predizem melhor funcionamento cognitivo nesses pacientes e assim, ampliar as possibilidades de intervenções a fim de promover melhor qualidade de vida aos mesmos

Abstract: Schizophrenia is a complex and limiting condition, and, promoting a satisfactory recovery for people with this condition remains a challenge. Cognitive deficits are characteristic symptom of the disorder and those changes are evident throughout the course of the disease, including the prodromal period, and are generally associated with a worse prognosis. Executive functions (EF) stand out among multiple impaired cognitive domains in schizophrenia. This study is part of a larger project that evaluates central aspects of schizophrenia, such as quality of life, functionality, deficit syndrome and repercussions on cognition. However, the focus of the present study was to verify the evolution, over time, of the performance in EF of a group of patients with chronic schizophrenia, and to investigate possible predictors of change. We sought to reassess a group of 85 patients who participated in a study on negative symptoms conducted between 2009 and 2010. Clinical reevaluations were made using the same instruments as the initial assessment. Those who are part of this research are: Sociodemographic and Clinical Data - Interview; SAPS; SANS; QLS; Calgary Depression Scale for Schizophrenia; Schedule for the Assessment of Insight ¿ Expanded Version; adding the Personal and Social Performance Scale (PSP), which had not been used in the first evaluation. An extensive battery of tests was used for cognitive evaluation, and the EF: Backward Digit Span (WAIS-III); Trail Making Test B; Verbal Fluency Tasks (semantic and phonological); added in the reassessment the Wisconsin Card Sorting Test and Tower of London Test. In total, 48 patients were reassessed, and the mean interval between evaluations was 8.2 years (± 1.2). There is a predominance of males (75%), single (83.3%) or separated (12.5%), don¿t have children (83.3%), living with family (79.2%), working inactive (79.2%) and low social positions (68.8%). Comparison of executive function performance over this interval showed that there was no significant difference in performance. Years of education and severity of negative symptoms correlated positively with Backward Digit Span; Trail Making Test B; Verbal Fluency Tasks and Tower of London Test, both in cross-sectional and longitudinally. The tasks of Verbal Fluency (semantic and phonological) correlated with quality of life and personal and social performance in the cross (follow-up assessment) and Phonological Verbal Fluency correlated longitudinally with quality of life and personal and social performance. The results indicated that there is a decline in EF over time, but the deficit curve is smooth. Years of education and severity of negative symptoms are performance predictors in FE. There is an influence of subdomains of EF on quality of life, occupational, personal and social aspects of patients over time. Comparing the current performance of patients in tests that evaluate EF to the performance presented by the same patients between 8 and 9 years before, showed the multiplicity in schizophrenia-cognition relationship. It is a challenging journey that shows us the importance researches that point out the causes and consequences of this heterogeneity; factors that predict better cognitive functioning in these patients and to expand the possibilities of interventions in order to promote a better quality of life for them
Subject: Esquizofrenia
Cognição
Evolução clínica
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: FERNANDES, Thalita Regina. Funções executivas de pacientes com esquizofrenia no seguimento a longo prazo. 2020. 1 recurso online ( 113 p.) Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP. Disponível em: http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/349259. Acesso em: 15 Sep. 2020.
Date Issue: 2020
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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