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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: Desempenho cognitivo no seguimento de longo prazo de pacientes com esquizofrenia
Title Alternative: Cognitive performance in long-term follow-up of patients with schizophrenia
Author: Martins, Thaís, 1985
Advisor: Dantas, Clarissa de Rosalmeida, 1976-
Abstract: Resumo: A esquizofrenia é considerada uma das doenças psiquiátricas mais complexas e potencialmente limitantes. Um aspecto importante do quadro clínico da esquizofrenia é o comprometimento cognitivo. As alterações cognitivas estão presentes na maior parte dos pacientes e podem ser observadas durante todo o curso evolutivo da doença, inclusive no seu período prodrômico. Este estudo teve como objetivo avaliar a evolução do desempenho cognitivo global de pacientes com esquizofrenia em um intervalo de cerca de 8 anos. Para isso, buscamos reavaliar um grupo de 85 pacientes com esquizofrenia que participaram de um estudo anterior sobre sintomas negativos realizado entre 2009 e 2010, utilizando os mesmos instrumentos para avaliação psicopatológica, de insight e de qualidade de vida e de desempenho cognitivo: SAPS, SANS, CDSS, SAI-E e QLS; acrescidos da Escala de Funcionamento Pessoal e Social (PSP), que não havia sido utilizada na época. Para avaliação do desempenho cognitivo reaplicamos os seguintes subtestes da Escala WAIS III: Códigos, Completar Figuras, Raciocínio Matricial e Dígitos Ordem Indireta; mais Teste de Trilhas A e Tarefa de Fluência Verbal. Reavaliamos 48 pacientes, com um tempo médio de 8,2 (±1,2) anos entre a avaliação inicial e a avaliação de seguimento. Entre os pacientes reavaliados houve predomínio de homens (75%), inativos laboralmente (79,2%) e em posições sociais média-baixa e baixa (68,8%). A média de idade dos pacientes reavaliados foi de 41,6 (±8,1) anos, e a média de tempo de doença mental à reavaliação foi 22,0 (±7,6) anos. As médias dos escores obtidos nos testes cognitivos revelam um desempenho cognitivo no seguimento abaixo de amostras de pessoas com faixas etária e educacional similares, sem doença mental. Para sintetizarmos os escores dos testes cognitivos recorremos à análise fatorial, a qual gerou modelos com um único fator, que denominamos Fator Cognitivo Global (FCG), tanto para os escores da avaliação inicial quanto para aqueles da avaliação de seguimento, os quais explicam, respectivamente, 62,8% e 57,9% da variância dos dados. Utilizando os escores fatoriais como indicador do desempenho cognitivo global (DCG), encontramos uma variância de 44,3% para anos de escolaridade e SANS, 12,9% para qualidade de vida e 14,2% para PSP na avaliação de seguimento. Como preditores longitudinais, encontramos uma variância de 47,3% para anos de escolaridade e SANS, 8,6% para qualidade de vida e 9,4% para PSP. Quanto à mudanças de desempenho cognitivo ao longo do tempo, não houve diferença estatisticamente significativa entre os escores do fator cognitivo global na avaliação inicial e na avaliação de seguimento (p=0,446). Entretanto, ressaltamos que considerados individualmente, os pacientes apresentaram heterogeneidade na evolução do seu DCG ao longo do tempo com mudanças em direções (melhora ou piora) e magnitudes variadas. Anos de estudos e severidade de sintomas negativos tanto na avaliação de seguimento, quanto na avaliação inicial, foram fortes preditores de desempenho cognitivo na avaliação de seguimento, cerca de 8 anos depois

Abstract: Schizophrenia has been studied for many decades and still presents many challenges for professionals in the field as it is considered one of the most complex and potentially limiting psychiatric diseases. A relevant aspect in thinking about schizophrenia is the impairment involved in cognition, as cognitive changes are evident throughout the course of the disease, including during its prodromal period. This study aimed to evaluate the evolution of the overall cognitive performance of patients with chronic schizophrenia over an average of 8 years. To this end, we reassessed a group of 85 schizophrenic patients who participated in a study on negative symptoms conducted between May 2009 and August 2010 by using the same instruments adopted in the first study: sociodemographic, psychopathological, insight, quality of life and cognitive performance. We also used the Personal and Social Performance Scale (PSP)¿which had not been used in the first study¿SAPS, SANS, Calgary, RAI-E, QLS-Total and the Cognitive Assessment Battery consisting of the tests matrix reasoning, digit symbol coding, indirect digit span, picture completion, trail-making A and verbal fluency task. We reassessed 48 patients, with an average time of 8.2 (± 1.2) years between the initial assessment and the follow-up assessment. Among the reassessed patients, there was a predominance of men (75%), inactive at work (79.2%) and in medium-low and low social positions (68.8%). The mean age of the reassessed patients was 41.6 (±8.1) years, and the mean time from mental illness to the reevaluation was 22.0 (± 7.6) years. The means of the scores obtained in the cognitive tests reveal a cognitive performance in the follow-up below samples of people with similar age and educational groups without mental illness. To synthesize the scores of the cognitive tests, we resorted to factor analysis, which generated models with a single factor called Global Cognitive Factor (GCF), for both the scores of the initial assessment and the follow-up assessment, which explain 62.8% and 57.9% of the data variance respectively. By using factor scores as an indicator of global cognitive performance (GCP), we found a variance of 44.3% for years of schooling and SANS, 12.9% for quality of life and 14.2% for PSP in the follow-up assessment. As longitudinal predictors, we found a variance of 47.3% for years of schooling and SANS, 8.6% for quality of life and 9.4% for PSP. As for changes in cognitive performance over time, there was no statistically significant difference between the scores of the global cognitive factor in the initial assessment and the follow-up assessment (p = 0.446). However, we emphasize that considered individually, patients showed heterogeneity in the evolution of their GCP over time with changes in directions (improvement or worsening) and varying magnitudes. Years of studies and severity of negative symptoms in both the follow-up assessment and the initial assessment were strong predictors of cognitive performance in the follow-up assessment about 8 years later
Subject: Esquizofrenia
Cognição
Seguimentos
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: MARTINS, Thaís. Desempenho cognitivo no seguimento de longo prazo de pacientes com esquizofrenia. 2020. 1 recurso online ( 89 p.) Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2020
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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