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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: A imagem como valor, o valor como sujeito : contribuições de Debord e Freud para uma interpretação da subjetividade no capitalismo contemporâneo
Title Alternative: Image as value, value as subject : contributions of Debord and Freud to an intepretation of subjectivity in contemporary capitalism
Author: Borges, Mariana Toledo, 1992-
Advisor: Silva, Josué Pereira da, 1951-
Abstract: Resumo: Este trabalho partiu da hipótese de que seria possível retirar da obra teórica de Guy Debord ¿ mais especificamente, de seu livro A sociedade do espetáculo ¿ uma crítica à categoria moderna de sujeito que, em muitos sentidos, adiantou reflexões posteriormente elaboradas pela tendência contemporânea do marxismo denominada Crítica do Valor. Para isso, tomou-se como problemática a ser perseguida o residual uso do autor, presente em algumas poucas teses, de noções tomadas emprestadas da psicanálise freudiana, especialmente de uma ideia mais geral de inconsciência, para pensar o conceito de imagem desenvolvido por Debord em sua obra em diálogo com a ideia de sujeito automático que é cara à Crítica do Valor. Dessa forma, a obra de Freud entra como auxiliadora na interpretação de uma possível subjetividade específica à sociedade do espetáculo, em particular os diagnósticos do psicanalista sobre as perversões do voyeurismo/exibicionismo e a categoria de ideal-de-Eu. Cria-se, a partir daí, um diagnóstico de época e utiliza-se dele para interpretar dois fenômenos contemporâneos: os shopping centers e a Web 2.0 e sua tecnologia algorítmica, com enfoque para o Facebook. O trabalho é dividido em quatro capítulos: no primeiro, realiza-se um percurso exegético e filológico na obra de Debord, mapeando suas principais influências e tentando compreender qual a ideia de sujeito ali colocada; no segundo, procura-se demonstrar em que sentido ela se encaixaria como precursora da crítica do valor e de que modo a psicanálise ajuda a "cimentar" a ideia de sujeito implícita em A sociedade do espetáculo; o terceiro capítulo consiste em observações etnográficas realizadas no Parque D. Pedro shopping, já colocando em diálogo a noção de contemplação de Debord e o voyeurismo social próprio ao ambiente; no capítulo 4, explora-se o conceito de espetacular integrado (proposto pelo autor nos Comentários sobre a sociedade do espetáculo) e de que modo técnicas de vigilância estatal unidas a estratégias de marketing se fazem presentes nas mídias sociais, engendrando uma subjetividade específica que já não consegue estabelecer limites claros entre o espaço interior do Eu e o espaço hiperestimulante da sociedade contemporânea. Na conclusão, apresentam-se algumas especulações em torno do conceito freudiano de pulsão de morte e retoma-se a convergência entre Debord e Freud no que diz respeito ao par consciência-inconsciência

Abstract: The present Master Dissertation starts from the assumption that it is possible to derive from the theoretical works of Guy Debord ¿ and more specifically, from his book The society of the spectacle ¿ a critique of the modern category of the subject that has, in some senses, anticipated reflections later formulated by the contemporary Marxist strand known as Value criticism (Wertkritik). The main clue that sustains this hypothesis is the residual use made by Debord of notions borrowed from Freudian Psychoanalysis, specially of unconsciousness in its broadest sense, to think about the concept of image in its relation to the idea of automatic subject that was developed in the context of Value criticism. Freud¿s writings work therefore as an auxiliary layer for the interpretation of a subjectivity that is being proposed here as characteristic of the society of the spectacle, with special attention being paid to his diagnosis of voyeurism/exhibitionism and the category of the ego ideal. Building upon this theoretical cornerstone, a diagnosis of the times is produced and used in order to interpret two contemporary phenomena: the mall, and the Web 2.0, with its algorithmic technology, focusing on Facebook. The work is divided into four chapters: in the first, I make an exegetic and philological journey through the work of Debord, mapping his main influences and trying to understand what is his implicit idea of subject; in the second one, I seek to demonstrate in what sense this idea of subject foreshadows the one developed by Value criticism and how Psychoanalysis can help to consolidate it; the third chapter consists on ethnographic remarks formulated from experiences in the Parque D. Pedro shopping, in an attempt to put in dialogue the Debordian notion of contemplation and the social voyeurism that is typical of such an environment; in the fourth chapter, I explore the concept of the integrated form of spectacle (formulated by Debord in Comments on the society of the spectacle) and how techniques of state surveillance and marketing strategies are connected in social networks, creating a specific subjectivity that is unable to settle boundaries between the inner space of Ego and the hyperstimulating space of contemporary society. In the conclusion, I present some speculations about/around the Freudian concept of the death drive and recover the confluence between Debord and Freud with regards to the pair consciousness-unconsciousness
Subject: Debord, Guy, 1931-1994
Freud, Sigmund, 1856-1939
Imagem (Filosofia)
Valor (Economia) - Aspectos sociais
Capitalismo - Aspectos psicológicos
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: BORGES, Mariana Toledo. A imagem como valor, o valor como sujeito: contribuições de Debord e Freud para uma interpretação da subjetividade no capitalismo contemporâneo. 2019. 1 recurso online (215 p.) Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP.
Date Issue: 2019
Appears in Collections:IFCH - Tese e Dissertação

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