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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: A gestão público-comunitária da educação como horizonte comum : a experiência comparada das ocupações das escolas de Santiago e São Paulo
Title Alternative: Public-community management of education as a common horizon : the compared experience of the high school takeover in Santiago and São Paulo
Author: Miranda González, Juan David, 1985-
Advisor: Pereira, Luciano, 1973-
Abstract: Resumo: A privatização da educação se transformou, nos últimos tempos, em um modelo hegemônico, pois as políticas educativas estruturadoras dos diferentes sistemas educativos se sustentam em princípios neoliberais como a concorrência, o accountability, o gerencialismo e as lógicas da reprodução do capital humano. As principais trajetórias políticas seguidas pelos governos que implementaram os mecanismos de privatização correspondem, entre outras, a reformas estruturais e incrementais. Exemplos destas podem ser os casos do Chile e do Brasil: enquanto o primeiro desenvolveu uma reforma estrutural da educação mediante uma privatização abrupta e radical; o segundo pode ser considerado um exemplo de uma reforma incremental. Entretanto, no caso brasileiro, particularmente chama a atenção os casos dos governos progressistas, já que estes desenvolveram uma série de políticas sociais que reposicionaram ao Estado como garantidor de diversos direitos sociais, ocupando a educação um papel central, porém mostrando de igual modo a captura do Estado por parte das lógicas privatizadoras. Como alternativa a este modelo, que reduz a gestão da educação à dicotomia mercado ou Estado, a teoria do comum mostra a possibilidade de uma gestão social sustentada nos princípios da horizontalidade, o cooperativismo e a autogestão. Desta maneira, analisar os movimentos secundaristas do Chile e do Brasil, compreendidos como conflitos políticos, poderia nos dar luzes de como desenvolver uma prática de gestão social comum na educação, particularmente, a experiência das ocupações das escolas, pois esses movimentos têm autogerido as escolas em diferentes ondas de mobilização. A pesquisa tem por objetivo identificar as práticas e princípios que sustentaram a organização educativa no interior das ocupações das escolas mediante uma análise comparativa dos movimentos secundaristas que se desenvolveram no ano 2011 em Santiago do Chile e do ano 2015 no Estado de São Paulo, Brasil, e assim avançar na compreensão de uma educação comum que supere a dicotomia do Estado e do mercado. Para isso, o caminho traçado corresponde a uma metodologia qualitativa com um enfoque compreensivo e a principal técnica para a coleta da informação foram entrevistas em profundidade semi-estruturadas a ex-estudantes secundaristas complementadas com uma análise documental. Os principais resultados da pesquisa mostram que os estudantes geriram as ocupações baseados numa cultura política secundarista emergente que evidencia como princípios gerais a horizontalidade, uma participação direta, a autonomia, o cooperativismo e a autogestão. Também, fundamentalmente a partir do caso de Santiago, identificamos a construção de propostas educativas que sugerem a disputa das escolas às lógicas do mercado, sejam estatais ou particulares, mediante uma organização baseada numa gestão pública-comunitária

Abstract: The privatization of education has recently become a hegemonic model since the structuring educational policies of the different educational systems are based on neoliberal principles such as competition, accountability, managerialism, and the logic of the reproduction of human capital. The main political trajectories followed by the governments that implemented the privatization mechanisms correspond to structural or incremental reforms, among others. Examples of these can be Chile and Brazil; while the first developed a fundamental reform of education through abrupt and radical privatization, the second can be considered an example of incremental reform. However, the Brazilian case, particularly that of the progressive governments, attracts attention since they developed a series of social policies that repositioned the State as guarantor of various social rights, education occupying a central role although showing in the same way the capture of the State by the privatizing logics. As an alternative to this model, which reduces the management of education to the market-state dichotomy, the theory of the common shows the possibility of social management based on the principles of horizontality, cooperativism, and self-management. In this way, analyzing the secondary student movements in Chile and Brazil understood as political conflicts could shed light on how to develop a common social management practice in education, particularly the experience of takings over high school buildings since these movements have self-managed the schools in various waves of mobilization. The objective of the research is to identify the practices and principles that supported the educational organization within the school outlets through a comparative analysis of the secondary student movements that took place in 2011 in Santiago de Chile and in 2015 in the State of São Paulo, Brazil; and thus, advance in the understanding of a standard education that overcomes the market-state dichotomy. For this, the path outlined corresponds to a qualitative methodology with a comprehensive approach and the primary technique for collecting the information was semi-structured in-depth interviews with former high school students complemented by a documentary analysis. The main results of the research show that the students managed the takeovers of the high schools based on an emergent political culture that showed horizontality, direct participation, autonomy, cooperativism and self-management as general principles. Also, predominantly from the case of Santiago, we identified the construction of educational proposals that pose the dispute of schools to market logic, either state or private, through an organization based on public-community management
Resumen: La privatización de la educación se ha transformado, en los últimos tiempos, en un modelo hegemónico, pues las políticas educativas estructuradoras de los diferentes sistemas educativos se basan en principios neoliberales como la competencia, el accountability, el gerencialismo y las lógicas de la reproducción del capital humano. Las principales trayectorias políticas seguidas por los gobiernos que implementaron los mecanismos de privatización corresponden a reformas estructurales o incrementales, entre otras. Ejemplos de estas pueden ser Chile y Brasil: mientras el primero desarrolló una reforma estructural de la educación mediante una privatización abrupta e radical; el segundo puede ser considerado un ejemplo de una reforma incremental. Sin embargo, el caso brasilero, particularmente el de los gobiernos progresistas llaman la atención ya que, desarrollaron una serie de políticas sociales que reposicionaron al Estado como garante de diversos derechos sociales, ocupando la educación un papel central, aunque mostrando de igual manera la captura del Estado por parte de las lógicas privatizadoras. Como alternativa a este modelo, que reduce la gestión de la educación a la dicotomía mercado o Estado, la teoría de lo común muestra la posibilidad de una gestión social sustentada en los principios de la horizontalidad, el cooperativismo y la autogestión. De esta manera, analizar los movimientos secundarios de Chile y de Brasil, comprendidos como conflictos políticos, podría dar luces de cómo desarrollar una práctica de gestión social común en la educación, particularmente, la experiencia de las tomas de los liceos ya que estos movimientos han autogestionado las escuelas en diversas olas de movilización. La investigación tiene por objetivo identificar las prácticas y principios que sustentaron la organización educativa al interior de las tomas de los liceos mediante un análisis comparativo de los movimientos secundarios que se desarrollaron en el año 2011 en Santiago de Chile y del año 2015 en el Estado de São Paulo, Brasil, y así avanzar en la comprensión de una educación común que supere la dicotomía entre el Estado y el mercado. Para eso, el camino trazado corresponde a una metodología cualitativa con un enfoque comprensivo y la principal técnica para la recolección de la información fueron entrevistas en profundidad semi-estructuradas a ex estudiantes secundarios complementadas con un análisis documental. Los principales resultados de la investigación muestran que los estudiantes gestionaron las tomas de los liceos basados en una cultura política emergente que evidencia como principios generales la horizontalidad, una participación directa, la autonomía, el cooperativismo y la autogestión. También, fundamentalmente a partir del caso de Santiago, identificamos la construcción de propuestas educativas que plantean la disputa de las escuelas a las lógicas de mercado, sean estatales o privadas, por medio de una organización basada en una gestión pública-comunitaria
Subject: Privatização na educação
Estudantes do ensino médio - Movimentos sociais
Escolas - Ocupação
Cultura política
Escolas públicas
Educação comunitária
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: MIRANDA GONZÁLEZ, Juan David. A gestão público-comunitária da educação como horizonte comum: a experiência comparada das ocupações das escolas de Santiago e São Paulo. 2020. 1 recurso online ( 226 p.) Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, Campinas, SP.
Date Issue: 2020
Appears in Collections:FE - Tese e Dissertação

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