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Type: Artigo
Title: Camões antiliteratura? um tópico e algumas questões teórico-historiográficas
Title Alternative: Anti-Literary Camões? a topos and some theoretical-historiographical questions
Author: Brito, Matheus de
Abstract: É algo anacrônico ler a lírica de Camões como se fosse um ato discursivo afim à contemporânea “literatura”. Essa limitação epistêmica se nutre da ausência de um “contraconceito” rigoroso. Corrigir a defectividade pragmática da escrita por meio do preenchimento hermenêutico de lacunas históricas é uma tarefa ingrata, pois tudo submete à regra dos atuais estudos literários, suas inércias teórico-institucionais. Não bastasse isso, a própria obra camoniana em diversos passos exprime um non confundar: acusa, nas conhecidas redondilhas “Sôbolos rios que vão”, os poetas que cantaram o amor profano de “sofistas”; ironiza, na boca dum Duriano, o “amor fino como melão” a que o apaixonado Filodemo se entregava; representa, na figura ridícula do infeliz sátiro da égloga, o desespero amoroso como “imaginação” do que “a rudeza e a ciência agreste lhe ensinara”. Essas figuras ganham importância quando reimaginamos as coordenadas ético-retóricas da escrita de Quinhentos. Nosso trabalho propõe algumas questões à volta desse “Camões antiliteratura” como pequena contribuição para a reconstrução do espaço pragmático de sua obra, aplicável talvez à poesia pré-burguesa
metadata.dc.description.abstractalternative: To read Camões’ poetry as if it were a discursive act similar to the contemporary “literature” is somewhat anachronistic. This epistemic limitation feeds on the lack of a strong counter-concept. The attempt to compensate for the pragmatic defectiveness of written communication through the hermeneutical filling of historical gaps is also an ungrateful task, for it submits all of its findings to the rule of current literary studies, their theoretical as well as institutional inertia. Not only that, but also Camões’ very work seem to “require” not to be confused among others: it accuses the lyrical poets of being “sophists”, in the well-known “Sôbolos rios que vão”; it mocks, through Duriano’s speech, a platonic “love fine like a melon” to which the passionate Filodemo gave himself; in the ridiculous figure of the unhappy Satyre, it represents the despair of love as a “depiction” of what “roughness and savage science had taught him.” These figures become all the more important when we intend to conceive the ethic-rhetorical coordinates of poetic writing in the 16th Century. Our article poses some questions around this “Anti-literary Camões” as a small contribution to the reconstruction of the pragmatic space of his poetry, perhaps also applicable to pre-bourgeois poetry in general
Subject: Aplicação tópica
Country: Brasil
Editor: UNICAMP/IEL
Rights: Aberto
Identifier DOI: 10.20396/remate.v39i2.8654709
Address: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/article/view/8654709
Date Issue: 2019
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