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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Características clínicas e frequência de autoanticorpos neuronais em uma série de pacientes com suspeita de encefalite autoimune e em pacientes com epilepsia : Clinical characteristics and frequency of neuronal autoantibodies in a series of patients with autoimmune encephalitis and in patients with epilepsy
Title Alternative: Clinical characteristics and frequency of neuronal autoantibodies in a series of patients with autoimmune encephalitis and in patients with epilepsy
Author: Lizcano, Angélica, 1979-
Advisor: Cendes, Fernando, 1962-
Abstract: Resumo: Introdução. O espectro clínico da encefalite autoimune e da epilepsia autoimune ainda não está totalmente explorado. Fazer a pesquisa destes anticorpos em nosso meio custa caro e nem sempre é disponível, pelo qual não é possível fornecer tratamento precoce adequado. Portanto, é preciso ter critérios sólidos para priorizar quais são os pacientes para os quais indicaremos a pesquisa destes autoanticorpos. Objetivo. Caracterizar o perfil cli?nico, eletroencefalogra?fico e de imagem de pacientes com: encefalite autoimune confirmada e epilepsia autoimune. Métodos. Estudo observacional, retrospectivo de maio/2011-maio/2017. Foram analisados dados clínicos, de EEG e de RM cerebral de 302 pacientes de todas as idades e incluídos em dois grupos: grupo-1: possível encefalite autoimune, e grupo-2: epilepsia estabelecida. Foram coletadas amostras de soro e analisados os autoanticorpos (R-NMDA, R-GABA, R-AMPA- LGI1, CASPR2 e GAD). Os dados foram analisados para avaliar a criação de um modelo preditivo desta doença. Resultados. Foram analisadas 245 amostras, 101 do grupo-1 e 144 do grupo-2. Do grupo-1 resultaram positivos 18 casos para R-NMDA, 2 para LGI1 e 2 para GAD. Sete dos 18 pacientes R-NMDA positivo eram crianças e 12 foram do sexo feminino. Distúrbio comportamental, crises epilépticas, distúrbio do movimento e alteração do nível da consciência foram os sintomas prevalentes com sensibilidade >75% em pacientes anti-R-NMDA positivo. Outros sintomas como distúrbio da linguagem, psicose, hipoventilação, alteração do ciclo de vigília/sono e déficit cognitivo, tiveram uma sensibilidade >55%. Achados anormais no EEG tiveram uma alta sensibilidade (99,4%). RM cerebral sugestiva de encefalite foi observada em 7 dos casos positivos para R-NMDA. Achados anormais no LCR foram reportados em 12 pacientes positivos para este receptor (sensibilidade 70,6%). Com 7 desses sintomas obtivemos uma sensibilidade de 70% e especificidade de 81% para a presença de anticorpos anti-R-NMDA (Área ROC 82%). Mas para predizer que um paciente com encefalite subaguda possa ter uma causa autoimune o paciente deveria incluir manifestações clínicas como: distúrbio do movimento, distúrbio comportamental, hipoventilação/disautonomia e alteração do ciclo vigília/sono. Crianças foram mais propensas do que os adultos com encefalite autoimune a apresentar coréia e EME significativamente (p<0,05). O extreme-delta-brush, foi observado apenas nos EEGs das crianças com encefalite autoimune. Cinco (3,5%) dos 144 pacientes com epilepsia apresentaram positividade para algum dos autoanticorpos testados (2 R-NMDA e 3 GAD). Os 5 casos positivos apresentavam esclerose hipocampal. Conclusões: A frequência de anticorpos positivos foi significativamente maior no grupo-1. Encefalite anti-R-NMDA foi mais frequente, sendo mais prevalente no sexo feminino e em crianças. O repertório de encefalite autoimune em crianças é diferente dos adultos. A presença de um quadro subagudo de alteração comportamental, crise epiléptica, distúrbio do movimento, alteração da consciência, hipoventilação/disautonomia e alteração de ciclo vigília/sono em conjunto foi preditivo para anticorpo positivo no grupo-1. A etiologia autoimune pode estar associada a pelo menos 3,5% das epilepsias estabelecidas com esclerose hipocampal; porém, não está clara a relação de causa-efeito entre a esclerose hipocampal e autoanticorpos

Abstract: Introduction. The clinical spectrum of autoimmune encephalitis and autoimmune epilepsy is not yet fully explored. Screening for these antibodies is expensive and not always available, so we need to have strong criteria to prioritize which patients we will refer to for these autoantibodies. Objective. To characterize the clinical, electroencephalographic and imaging profile of patients with: confirmed autoimmune encephalitis and autoimmune epilepsy. Methods. Observational retrospective study from May/2011 - May/2017. Clinical EEG and brain MRI data were collected from 302 patients of all ages and included in two groups: group-1: possible autoimmune encephalitis, and group-2: established epilepsy. Serum samples were collected and autoantibodies (NMDA-R, GABA-R, AMPA-R, LGI1, CASPR2 and GAD) were analyzed. Data were analyzed to evaluate the creation of a predictive model of this disease. Results. 245 samples were analyzed, 101 from group-1 and 144 from group-2. From group-1 18 cases were positive for NMDA-R, 2 for LGI1 and 2 for GAD. Seven out of 18 NMDA-R positive patients were children and 12 were female. Behavioral disorder, epileptic seizures, movement disorder and altered level of consciousness were the prevalent symptoms with sensitivity >75% in anti-NMDA-R positive patients. Other symptoms such as language disorder, psychosis, hypoventilation, abnormal sleep / wake cycle and cognitive impairment had a sensitivity >55%. Abnormal EEG findings had a high sensitivity (99.4%). Brain MRI suggestive of encephalitis was observed in 7 of the 18 (39%) NMDA-R-positive cases. Abnormal CSF findings were reported in 12 of the 18 (67%) NMDA-R-positive patients (sensitivity 70.6%). With 7 of these symptoms we obtained a sensitivity of 70% and specificity of 81% to think about the probability of having antibodies against R-NMDA (ROC area 82%). But to predict that a patient with subacute encephalitis may have an autoimmune cause, the patient should include clinical manifestations such as: movement disorder, behavioral disorder, hypoventilation / dysautonomia, and wake/sleep cycle disorder. Children were more likely than adults with autoimmune encephalitis to have significantly chorea and status epilepticus (p <0.05). Extreme-delta-brush was observed only in the EEG of children with autoimmune encephalitis. Five (3.5%) out of 144 epilepsy patients were positive for the autoantibodies tested (2 for NMDA-R and 3 for GAD). The 5 positive cases had hippocampal sclerosis. Conclusions: The frequency of positive antibodies was significantly higher in group-1. Anti-NMDA-R encephalitis was more frequent, being more common in females and children. The repertoire of autoimmune encephalitis in children is different from adults. The presence of a subacute condition of behavioral alteration, epileptic seizures, movement disorder, impairment of consciousness, hypoventilation / dysautonomia, and waking / sleep cycle alterations together was predictive for positive antibody in group-1. Autoimmune etiology may be associated with at least 3.5% of established epilepsies with hippocampal sclerosis; however, the cause-effect relationship between hippocampal sclerosis and autoantibodies is still unclear
Subject: Encefalite
Epilepsia
Doenças autoimunes
Valor preditivo dos testes
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: LIZCANO, Angélica. Características clínicas e frequência de autoanticorpos neuronais em uma série de pacientes com suspeita de encefalite autoimune e em pacientes com epilepsia: Clinical characteristics and frequency of neuronal autoantibodies in a series of patients with autoimmune encephalitis and in patients with epilepsy. 2020. 1 recurso online (112 p.) Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2020
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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