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dc.contributor.CRUESPUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINASpt_BR
dc.descriptionOrientador: Yara Adario Frateschipt_BR
dc.descriptionDissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanapt_BR
dc.format.extent1 recurso online (109 p.) : il., digital, arquivo PDF.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdfpt_BR
dc.languagePortuguêspt_BR
dc.relation.requiresRequisitos do sistema: Software para leitura de arquivo em PDFpt_BR
dc.typeDISSERTAÇÃO DIGITALpt_BR
dc.titleA moralidade soberana : o modelo político-moral de Jean-Jacques Rousseaupt_BR
dc.title.alternativeThe sovereign morality : the politic-moral model of Jean-Jacques Rousseaupt_BR
dc.contributor.authorMilani, Johnatas Ximenes, 1994-pt_BR
dc.contributor.advisorFrateschi, Yara Adario, 1973-pt_BR
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual de Campinas. Instituto de Filosofia e Ciências Humanaspt_BR
dc.contributor.nameofprogramPrograma de Pós-Graduação em Filosofiapt_BR
dc.subjectRousseau, Jean Jacques, 1712-1778pt_BR
dc.subjectDireito natural - Filosofiapt_BR
dc.subjectMoral - Filosofiapt_BR
dc.subjectSoberania - Filosofiapt_BR
dc.subjectContrato social - Filosofiapt_BR
dc.subject.otherlanguageNatural law - Philosophyen
dc.subject.otherlanguageMoral Philosophyen
dc.subject.otherlanguageSovereignty - Philosophyen
dc.subject.otherlanguageSocial contract - Philosophyen
dc.description.abstractResumo: Esta dissertação tem como objetivo apresentar, em oposição às leituras contemporâneas de Hannah Arendt e Seyla Benhabib, uma interpretação do modelo político-moral proposto por Rousseau no Contrato Social que, ao invés de solucionar a tensão entre indivíduo e comunidade, a traz para o primeiro plano. Hannah Arendt, em Sobre a Revolução, ao retornar ao Contrato Social pelas experiências históricas da Revolução Francesa, interpreta a vontade geral como uma potência revolucionária totalizante, avessa ao estabelecimento de direitos individuais e, por esse motivo, contrária ao exercício da liberdade e a realização mesma da política. Benhabib, por sua vez, em Racionalidade Deliberativa e Modelos de Legitimidade Democrática, afirma que quando Rousseau retira dos cidadãos a possibilidade da deliberação pública e atribui ao Legislador a função de redigir as leis e submetê-las à aprovação da comunidade, ele consequentemente advoga em favor de uma comunidade una de crenças e costumes e incapaz de incorporar o fato da pluralidade. Diferentemente de Arendt ou Benhabib, que eliminam a tensão entre comunidade e indivíduo submetendo este irrestritamente àquela, seja pela ausência de direitos ou pela unidade de costumes, a leitura que aqui se apresenta não busca de maneira alguma anular essa tensão, insolúvel e permanente, que se manifesta inevitavelmente em todo e qualquer corpo político. Defenderemos, por um lado, que, apesar de ser necessário instituir uma autoridade absolutamente soberana e encarregada de dar unidade e movimento ao corpo político, a existência de um poder soberano absoluto não implica necessariamente, como acredita Arendt, a existência de um poder arbitrário. Contrariamente, procuraremos evidenciar que a instauração de uma autoridade absolutamente soberana é condição necessária para o possível estabelecimento de direitos civis comprometidos com a preservação em sociedade, e para todos os cidadãos, dos bens humanos fundamentais prescritos pelo direito natural. Por outro lado, mostraremos que a realização efetiva dessa, que seria a finalidade última da instituição do corpo político, depende da satisfação permanente de duas condições essenciais. Primeiramente, é preciso que internamente ao Estado existam instituições favoráveis e responsáveis tanto por estimular a valorização do bem comum, quanto por enfraquecer a inclinação ao interesse particular. Em segundo lugar, é necessário que componham o Estado cidadãos capazes de agir em conformidade com uma moralidade que os permita, tanto abstrair racionalmente de seus interesses particulares para a definição do interesse comum, quanto relacionar-se afetivamente e como iguais com os demais membros da comunidade. Em oposição ao que pensa Benhabib, essa moralidade seria compatível com certa pluralidade de modos de vida porque se constituiria, ao um só tempo, por princípios restritos em quantidade e abrangentes em possibilidades de realização. Nesta dissertação, nosso objetivo é sugerir que no Contrato Social a tensão existente entre indivíduo e comunidade não apenas não encontra qualquer espécie de resolução, mas também que seu entendimento adequado só pode ser devidamente alcançado se compreendermos o modo pelo qual os princípios morais encontrados na obra de Rousseau relacionam-se e se interconectam com os princípios do direito político por ele estabelecidospt
dc.description.abstractAbstract: This dissertation aims to present, in opposition to the contemporary interpretations of Hannah Arendt and Seyla Benhabib, an interpretation of the political-moral model proposed by Rousseau in the Social Contract that, instead of solving the tension between individual and community, brings it to the former plan. Hannah Arendt, in On Revolution, upon returning to the Social Contract through the historical experiences of the French Revolution, interprets the general will as a totalizing revolutionary power, opposed to the establishment of individual rights and, therefore, contrary to the exercise of freedom and the very realization of politics. Benhabib, in turn, in Deliberative Rationality and Models of Democratic Legitimacy, states that when Rousseau removes from citizens the possibility of public deliberation and assigns to the Legislator the function of drafting the laws and submitting them for the community approval, he consequently advocates in favor of a united community of beliefs and customs, unable to incorporate the fact of plurality. Unlike Arendt or Benhabib, who eliminate the tension between community and individual by subjecting the latter unrestrictedly to the former, whether due to the absence of rights or the unity of customs, the reading presented here does not seek to nullify this insoluble and permanent tension, which inevitably manifests itself in every body politic. We will argue, on the one hand, that while it is necessary to establish an absolutely sovereign authority charged with giving unity and movement to the body politic, the existence of an absolute sovereign power does not necessarily imply, as Arendt believes, the existence of an arbitrary power. On the contrary, we will try to show that the establishment of an absolutely sovereign authority is a necessary condition for the possible establishment of civil rights committed to the preservation in society, and for all citizens, of the fundamental human goods prescribed by natural law. On the other hand, we will show that the effective realization of this, which would be the ultimate purpose of the institution of the body politic, depends on the permanent satisfaction of two essential conditions. Firstly, there must be institutions within the state that are favorable and responsible for both enhancing the appreciation of the common good and weakening the inclination to particular interest. Secondly, it is necessary for the State to be composed of citizens capable of acting in accordance with a morality that permits them, both to rationally abstract from their particular interests for the definition of the common interest, and to relate affectionately and as equals with the other members of the community. Contrary to what Benhabib thinks, this morality would be compatible with a certain plurality of ways of life because it would be, at the same time, constituted by principles restricted in quantity and broad in possibilities of realization. In short, in this dissertation, our purpose is to suggest that in the Social Contract the tension between individual and community not only finds no resolution, but also that its adequate understanding can only be properly achieved if we understand the way in which moral principles found in Rousseau¿s work relate to and interconnect with the principles of political right that he establishesen
dc.publisher[s.n.]pt_BR
dc.date.issued2019pt_BR
dc.identifier.citationMILANI, Johnatas Ximenes. A moralidade soberana: o modelo político-moral de Jean-Jacques Rousseau. 2019. 1 recurso online (109 p.). Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humana, Campinas, SP.pt_BR
dc.description.degreelevelMestradopt_BR
dc.description.degreedisciplineFilosofiapt_BR
dc.description.degreenameMestre em Filosofiapt_BR
dc.contributor.committeepersonalnameLimongi, Maria Isabel de Magalhães Papaterrapt_BR
dc.contributor.committeepersonalnameSilva, Felipe Gonçalvespt_BR
dc.date.defense2019-10-21T00:00:00Zpt_BR
dc.description.sponsordocumentnumber2016/00436-1pt_BR
dc.date.available2020-03-20T16:42:13Z-
dc.date.accessioned2020-03-20T16:42:13Z-
dc.description.provenanceMade available in DSpace on 2020-03-20T16:42:13Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Milani_ JohnatasXimenes_M.pdf: 1086177 bytes, checksum: 49b99c5bc3392055b7e215c36cf86bc7 (MD5) Previous issue date: 2019en
dc.identifier.urihttp://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/337061-
dc.description.sponsorFAPESPpt_BR
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