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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Avaliação de uma nova classificação do traumatismo da coluna cervical subaxial (C3-C7)
Title Alternative: Evaluation of a new subaxial cervical spine injury classification (C3-C7)
Author: Silva, Otávio Turolo, 1985-
Advisor: Ghizoni, Enrico, 1972-
Abstract: Resumo: Introdução: As fraturas cervicais têm alto índice de morbidade e mortalidade. O diagnóstico preciso é necessário para padronizar o tratamento e melhorar o cuidado ao paciente. Uma nova classificação de fraturas foi proposta recentemente pelo grupo AOSpine, dividindo-as em três grandes grupos: A (lesões compressivas), B (lesão de banda de tensão anterior ou posterior) e C (lesões rotacionais). Por sua vez, estas são divididas em subgrupos especiais, além de subsequente classificação das fraturas facetárias. Objetivos: O propósito do trabalho é fazer uma avaliação da nova classificação das lesões subaxiais da coluna cervical (C3 a C7), a qual se baseia em critérios morfológicos avaliados com o uso de tomografia computadorizada (TC). Métodos: Pacientes com lesões da coluna cervical subaxial tratados em nossa instituição foram incluídos. Todas as lesões foram classificadas conforme a nova classificação AOSpine por cinco pesquisadores em dois momentos diferentes, com um intervalo de 4 semanas entre as avaliações. O índice de reprodutibilidade foi avaliado pelo coeficiente estatístico Kappa (k) entre os mesmos avaliadores (intraobservador) e diferentes avaliadores (interobservadores).O Kappa (k) é interpretado por intervalos, sendo de 0 a 0.20 considerado fraco, 0.21 a 0.40 leve, 0.41 a 0.60 moderado, 0.61 a 0.80 substancial e de 0.81 a 1.0 excelente. Foram avaliadas as concordâncias para os grupos de lesões (A, B e C), subgrupos e lesões das facetas articulares. Também foi realizada a análise estatística das morfologias com o tratamento aplicado por meio do teste de Qui-Quadrado e Análise de Concordâncias Múltiplas, estabelecendo um p<0,05 como ponto de corte para significância estatística. Resultados: 51 pacientes foram incluídos, sendo 31 tratados de maneira cirúrgica e 20 de modo não cirúrgico. A concordância intraobservador para os grupos morfológicos foi de 0.66 a 0.95, enquanto a concordância interobservadores foi de 0.53 (primeira avaliação) e 0.64 (segunda avaliação). A concordância intraobservador para subgrupos morfológicos variou de 0.61 a 0.93, enquanto a concordância interobservadores foi de 0.51 (primeira avaliação) a 0.6 (segunda avaliação). O index Kappa para todas as avaliações foi de 0.67 para o tipo A, 0.08 para o tipo B e 0.68 para o tipo C. Para as morfologias facetárias, foi de 0.33 (F1), 0.4 (F2), 0.56 (F3) e 0.75 (F4). Concordância completa entre os avaliadores foi alcançada em 25 casos (49%) (19 do tipo A e seis do tipo C, ambos extremos de gravidades de lesões). As fraturas tipo A0 e F1-2 foram associadas ao tratamendo não cirúrgico (p=0,005 e p=0,102, respectivamente) e as morfologias B-C e F3-4, ao tratamento cirúrgico (p=0,006) em ambas ocasiões, também foi observado que lesões em pacientes do sexo masculino e com idade entre 17-41 anos estiveram associadas ao tratamento cirúrgico. Conclusão: A reprodutibilidade para a nova classificação AOSpine para lesões cervicais subaxiais foi adequada para a classificação quanto aos grupos. Porém, limitações significantes foram identificadas para os subgrupos morfológicos. As fraturas tipo B raramente são diagnosticadas, sendo que somente as lesões leves (A0) e mais graves (C) tiveram concordância total entre observadores. Assim como a classificação dos subgrupos, a reprodutibilidade da classificação das lesões facetárias também carece de aprimoramento de sua descrição de modo a melhorar o baixo índice de concordância observado

Abstract: Introduction: Cervical fractures have a high rate of morbidity and mortality. By this reason, a precise diagnostic is important to standardize care and improve the quality of patient assistance. A new classification was proposed by AO Spine that divides them in three in major groups: A (compression injuries), B (anterior or posterior tension band injury) and C (rotational injuries) and considers special subgroups and facet modifiers individually. Objectives: We evaluated the new classification for subaxial cervical spine trauma (SCST) based on morphological criteria obtained using CT imaging. Methods: Patients with SCST treated at the authors¿ institution were included. Five different researchers classified patients¿ injuries according to the new AOSpine system using CT imaging at 2 different times (4-week interval between each assessment). Reliability was assessed using the kappa index (k) by two forms: intra and interobserver agreement was assessed. The Kappa (k) has interpretation by intervals, as 0 to 0.20 considered slight, 0.21 to 0.40 fair, 0.41 to 0.60 moderate, 0.61 to 0.80 substantial and 0.81 to 1.00 is excellent. The agreement was assessed for fractures groups (A, B and C), subgroups and facet joint injuries. The morphology was compared to the treatment using the statistical analysis with the Chi-Square test and Multiple Concordance Analysis, with a of p<0.05 as endpoint of statiscal significance. Results: Fifty-one patients were included: 31 underwent surgical treatment, and 20 were managed non-surgically. Intraobserver agreement for subgroups ranged from 0.61 to 0.93, and interobserver agreement was 0.51 (first assessment) and 0.6 (second assessment). Intraobserver agreement for groups ranged from 0.66 to 0.95, and interobserver agreement was 0.52 (first assessment) and 0.63 (second assessment). The kappa index in all evaluations was 0.67 for Type A, 0.08 for Type B, and 0.68 for Type C injuries, and for the facet modifiers it was 0.33 (F1), 0.4 (F2), 0.56 (F3), and 0.75 (F4). Complete agreement for all components was obtained in 25 cases (49%) (19 Type A and 6 Type C). Types A0 and F1-2 were associated to non operative treatment (p=0.005 and p=0.0102 respectively) and the types B-C and F3-4 were associated to operative treatment (p=0.006) in both occasions. Additionally, menwith cervical lesions or agebetween 17 to 41 years old, were associated with operative treatment. Conclusions: While the general reliability of the new AOSpine system for SCST was acceptable for group classification, significant limitations were identified for subgroups. Type B injuries were rarely diagnosed, and only mild (Type A0) and extreme severe (Type C) injuries had a high rate of interobserver agreement. Facet modifiers and intermediate injury patterns require better descriptions to improve their low agreement in cases of SCST
Subject: Fraturas da coluna vertebral
Classificação
Avaliação
Coluna vertebral
Tratamento
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: SILVA, Otávio Turolo. Avaliação de uma nova classificação do traumatismo da coluna cervical subaxial (C3-C7). 2020. 1 recurso online (145 p.). Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2020
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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