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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: La ampliación ontológico-política del Buen Vivir/Vivir Bien como praxis transmoderna : A expansão ontológico-política do Bem Viver/Viver Bem como uma prática transmoderna
Title Alternative: A expansão ontológico-política do Bem Viver/Viver Bem como uma prática transmoderna
Author: Duque Acosta, Carlos Andrés, 1977-
Advisor: Perez, Daniel Omar, 1968-
Abstract: Resumo: Múltiplas investigações tem demonstrado empiricamente que estamos no meio de uma crise de civilização multidimensional -ecológica, econômica, política, ética- que nos confronta com a eminente possibilidade de auto-extinção como espécie humana. Para alguns autores, já não é mais tempo de se referir a crises, mas a situações catastróficas (Stengers, 2015). Estamos na era geológica do Antropoceno (Crutzen, 2002), em que a ação do ser humano será decisiva nas próximas décadas para o futuro da vida humana e não humana no planeta Terra. A partir da hipótese de que esse panorama dramático está vinculado ao sistema-mundo capitalista moderno-colonial (Quijano, 1992, 2000; Mignolo, 2005, 2007) que é coletivamente expresso como senso comum na ideologia de Viver Melhor que se fundamenta ao mesmo temo nas conceições modernas de progresso material, crescimento econômico e desenvolvimento ilimitado. Este projeto hegemônico globalizante/homogeneizador de Viver Melhor (ou ethos neoliberal), baseado na exploração humana e na Mãe Terra, oculta uma vida opulenta para uma pequena minoria da população mundial (menos de 0,0001%) e uma vida ruim para maiorias humanas e não humanas. (Relatório Internacional da Oxfam, 2016). O objetivo desta tese é demonstrar que os projetos/praxis do Bem Viver/Viver Bem baseados no sentimento/pensamento/habitar da Mãe Terra (ou Pachamama), constituem uma resposta do Sul Global, dos povos não[somente]modernos (De la Cadena, 2015), ao Viver Melhor capitalista do mundo colonial moderno. Assumindo que não estamos diante de um problema político ou epistemológico, mas que enfrentamos um conflito ontológico (Almeida, 2013; Blaser, 2016), mostro que o Bem Viver/Viver Bem representa uma alternativa de expansão ontológico-política baseada na relacionalidade (cosmocentrismo) que confronta as coordenadas da ontologia dual antropocêntrica subjacente à Vida Melhor da modernidade-capitalista. Esta extensão ontológico-política não implicará postular uma "nova ontologia", a relacional, mas mostrar que a ontologia moderna (dualista) se funda no que eu chamarei de reducionismo ontológico moderno sustentado por sua vez: (1) uma redução epistemológica (em termos da Ciência Universal); (2) uma redução econômica (em termos de capitalismo); (3) uma redução política (em termos de antropocentrismo) e (4) uma redução espiritual (em termos de tradição judaico-cristã). Procedo da seguinte maneira: a partir da virada ontológica da antropologia, exponho as particularidades dos conflitos ontológicos que me permitem problematizar os conceitos de cultura, natureza, universo, estado-nação e política multicultural (fundados com base no antropocentrismo e na ontologia dual moderna) e avançar para os conceitos de mundos, multinaturaleza, pluriverso, estado plurinacional e a proposta cosmopolítica (fundada no cosmocentrismo e na ontologia relacional transmoderna). Deste modo, como resultado da tese, postulo a expansão ontológico-política que representa o Bem Viver/Viver Bem baseado no sentimento/pensamento/habitar da Mãe Terra como um caminho decolonial-transmoderno para a transição civilizacional (ou pachakuti en kichwa) para enfrentar a possibilidade iminente de auto-extinção. Finalmente, em diálogo com os modelos clássicos de teoria política (liberalismo, progressismo, socialismo, etc.), proponho como proposta continuar desenvolvendo em pesquisas futuras, a possibilidade de uma filosofia política baseada no Bem Viver/Bem Viver

Abstract: Multiple investigations have empirically demonstrated that we are in the middle of a multidimensional civilization crisis ?ecológica, economic, political, ética? that has us facing the eminent possibility of self-extinction as a human species. For some authors, it is no longer time to refer to a crisis but to a catastrophic situation (Stengers, 2015). We are in the geological era of the Anthropocene (Crutzen, 2002), in which the action of the human being will be determinant in the next decades for the future of human and non-human life on planet earth. I start from the hypothesis that this dramatic panorama is linked to the modern-colonial capitalist world-system (Quijano, 1992, 2000; Mignolo, 2005, 2007) that is expressed collectively as common sense in the ideology of Better Living that is founded in turn, in the modern conceptions of material progress, economic growth and unlimited development. This hegemonic globalizing/homogenizing project of Better Living (or neoliberal ethos) based on the human exploitation and of Mother Earth, hides a Opulent Living for a tiny minority of the world population (less than 0,0001 %) and a Bad Living for the human and non-human majorities. (Oxfam International Report, 2016). The objective of this thesis is to demonstrate that the projects/praxis of Good Living/Living Well founded on the feeling/thinking/inhabiting of Mother Earth, constitute a response from the Global South, from the not[only]modern peoples (De la Cadena, 2015), to the Better Living Capitalist of the modern-colonial world. Assuming that we are not facing a political or epistemological problem, but that we are facing an ontological conflict (Almeida, 2013; Blaser, 2016), I show that the Good Living/Living Well represents an ontological-political expansion alternative based on relationality (cosmocentrism) that confronts the coordinates of the dual anthropocentric ontology that underpins the Better Living of capitalist-modernity. This ontological-political expansion will not imply postulating a "new ontology", the relational one, but to show that the modern ontology (dualist) is based on what I will call modern ontological reductionism sustained in turn: (1) an epistemological reduction (in terms of Universal Science); (2) an economic reduction (in terms of capitalism); (3) a political reduction (in terms of anthropocentrism) and, (4) a spiritual reduction (in terms of the Judeo-Christian tradition). I proceed in the following way: from the ontological turn in anthropology, I expose the particularities of ontological conflicts that allow me to problematize the concepts of culture, nature, universe, nation-state and multicultural politics (founded on anthropocentrism and modern dual ontology) and to advance towards the concepts of worlds, multinaturality, pluriverse, plurinational state and the cosmopolitical proposal (founded on cosmocentrism and trans-modern relational ontology). In this way, as a result of the thesis, I postulate the ontological-political expansion that represents the Good Living/Linving Well based on the feeling/thinking/inhabiting of as a decolonial-transmodern path towards the civilizing transition (or pachakuti in Kichwa) that faces the imminent possibility of self-extinction. Finally, in dialogue with the classical models of political theory (liberalism, progressivism, socialism, etc.) I expose as a proposal to continue developing in future research, the possibility of a political philosophy based on Good Living/Living Well
Subject: Bem viver
Filosofia política
Language: Espanhol
Editor: [s.n.]
Citation: DUQUE ACOSTA, Carlos Andrés,. La ampliación ontológico-política del Buen Vivir/Vivir Bien como praxis transmoderna: A expansão ontológico-política do Bem Viver/Viver Bem como uma prática transmoderna. 2019. 1 recurso online (210 p.). Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP. Disponível em: http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/335688. Acesso em: 12 dez. 2019.
Date Issue: 2019
Appears in Collections:IFCH - Tese e Dissertação

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