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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: Consumo de vitamina "E" e "D" e identificação de alimentos fonte na dieta de adolescentes : um estudo de base populacional
Title Alternative: Vitamin "D" and "E" consumption and identification of source foods in the diet of adolescents : a population-based study
Author: Uyeno, Karyne Sumico de Lima, 1988-
Advisor: Barros Filho, Antonio de Azevedo, 1947-
Abstract: Resumo: O comportamento alimentar está associado ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, sendo que os adolescentes são o grupo com pior perfil da dieta, com as menores frequências de consumo de feijão, saladas e verduras em geral, apontando para um prognóstico de aumento do excesso de peso, colaborando para o surgimento dessas doenças. Também contribuem para as deficiências nutricionais características dessa fase da vida, como aumento da demanda por micronutrientes, por exemplo, as vitaminas E e D. A necessidade de vitamina D aumenta em consequência do rápido crescimento ósseo e a vitamina E para o desenvolvimento de novas células. Visando encorajar e apoiar, e promover intervenções nessa população de risco, este trabalho objetiva avaliar a ingestão das vitaminas D e E pelos adolescentes residentes no município de Campinas-SP, bem como avaliar a relação do consumo de vitamina D e E com variáveis sociodemográficas, a relação da vitamina D com o IMC e frequência do desjejum, e identificar os principais grupos alimentares e grupos separados por graus de processamento que contribuíram para o consumo dos nutrientes. Trata-se de um estudo transversal de base populacional que utilizou dados dos adolescentes residentes em Campinas, SP provenientes do ISACamp 2014/15 e ISACamp-Nutri 2014/15. Foram analisados 891 adolescentes de 10 a 19 anos. A ingestão total média de vitamina E foi de 3,42 mg e a prevalência de inadequação do consumo de vitamina E foi de 92,5%. Os meninos de 10 a 13 anos apresentaram menor consumo de vitamina E do que as meninas da mesma faixa etária, porém não houve diferenças entre o consumo da vitamina com as variáveis sociodemográficas, mostrando que o a ingestão é inferior à recomendação para toda a população. Os alimentos ultraprocessados foram os que mais contribuíram para o consumo de vitamina E (34%), seguido dos alimentos in natura/minimamente processados (32%), ingredientes culinários (26%) e por último, os alimentos processados (8%). O maior contribuidor para o total da ingestão de vitamina E foi o grupo dos alimentos ultraprocessados, os quais adicionam componentes inflamatórios e pró oxidativos à dieta do adolescente. Já média do consumo de vitamina D foi de 4,02 ± 0,52 µg, não havendo diferenças no consumo entre meninos e meninas, cor da pele, ocupação do adolescente, escolaridade do chefe da família, tipo de escola, renda e IMC. Os adolescentes de 15 a 19 anos apresentaram consumo de vitamina D menor do que os de 10 a 14 anos, e os adolescentes que consomem o desjejum somente em três dias da semana, apresentam menores médias do consumo de vitamina D, 3,37 ± 0,84 µg. Observou-se alta prevalência de inadequação do consumo de vitamina D pelos adolescentes (96,9%). Os contribuintes alimentares para o total de vitamina D na dieta foram o leite (56,2%), seguido pelo grupo das carnes (14%), ovo (8,9%) e os alimentos embutidos (7,3%). Este trabalho contribui com dados que podem embasar estratégias de saúde pública e sugerem a relevância que a orientação e incentivo ao consumo de alimentos in natura e a redução do consumo de alimentos ultraprocessados têm para a ingestão adequada de micronutrientes protetores

Abstract: Eating behavior is associated with the development of chronic noncommunicable diseases, and adolescents are the group with the worst dietary profile, with the lowest frequency of consumption of beans, salads and vegetables in general, pointing to a prognosis of increased dietary excess, contributing to the emergence of these diseases. They also contribute to the nutritional deficiencies characteristic of this phase of life, such as increased demand for micronutrients, for example vitamins E and D. Vitamin D requirement increases as a result of rapid bone growth and vitamin E for new cell development. Aiming to encourage and support, and promote interventions in this population at risk, this study aims to evaluate the intake of vitamins D and E by adolescents living in Campinas-SP, as well as to evaluate the relationship between vitamin D and E consumption with sociodemographic variables, the relationship of vitamin D to BMI and breakfast frequency, and to identify the main food groups and groups separated by processing levels that contributed to nutrient intake. This is a population-based cross-sectional study that used data from adolescents living in Campinas, SP from ISACamp 2014/15 and ISACamp-Nutri 2014/15. We analyzed 891 adolescents from 10 to 19 years. The average total vitamin E intake was 3.42 mg and the prevalence of inadequate vitamin E intake was 92.5%. Boys aged 10 to 13 years had lower vitamin E intake than girls of the same age group, but there were no differences between vitamin intake and sociodemographic variables, showing that intake is lower than the recommendation for the entire population. Ultra-processed foods contributed most to vitamin E consumption (34%), followed by fresh / minimally processed foods (32%), culinary ingredients (26%) and lastly processed foods (8%). The largest contributor to total vitamin E intake was the ultra-processed foods group, which added inflammatory and pro-oxidative components to the adolescent's diet. The mean intake of vitamin D was 4.02 ± 0.52 µg, with no differences in consumption between boys and girls, skin color, adolescent occupation head of household education, type of school, income and BMI. Adolescents 15 to 19 years old had lower vitamin D intake than those 10 to 14 years old, and adolescents who eat breakfast only on three days of the week had lower average vitamin D intake, 3.37 ± 0. , 84 µg. There was a high prevalence of inadequate vitamin D intake by adolescents (96.9%). The dietary contributors to the total vitamin D in the diet were milk (56.2%), followed by the meat group (14%), egg (8.9%) and embedded foods (7.3%). This paper contributes to data that may underpin public health strategies and suggests the relevance that guidance and encouragement of in natura food consumption and the reduction of ultra-processed food intake have for adequate intake of protective micronutrients
Subject: Adolescentes
Alimentos - Consumo
Vitamina E
Vitamina D
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: UYENO, Karyne Sumico de Lima. Consumo de vitamina "E" e "D" e identificação de alimentos fonte na dieta de adolescentes: um estudo de base populacional. 2019. 1 recurso online (87 p.). Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2019
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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