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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Tratamento da hepatite C pós transplante de fígado : eficácia e tolerância = Hepatitis C treatment after liver transplantation: efficacy and tolerability
Title Alternative: Hepatitis C treatment after liver transplantation : efficacy and tolerability
Author: Zanaga, Letícia Pisoni, 1985-
Advisor: Stucchi, Raquel Silveira Bello, 1958-
Abstract: Resumo: Hepatite C (VHC) é a principal causa de transplantes hepáticos (TH) no mundo e sua recorrência pós transplante é universal, contribuindo para maior morbidade e mortalidade em relação a outras causas de TH. Tratamento antiviral visando resposta virológica sustentada (RVS) é recomendado para prevenir progressão da hepatopatia no enxerto. Foram avaliados os resultados de dois tipos de tratamento: baseado em interferon e antivirais de ação direta (DAA). No primeiro estudo foram incluídos 127 pacientes submetidos a TH por cirrose hepática (CH) descompensada ou carcinoma hepatocelular (CHC) secundários ao VHC. Cinquenta e seis pacientes apresentavam evidência histológica de recorrência do VHC, 42 iniciaram terapia baseada em interferon e 37 completaram o tratamento, que consistia em interferon convencional ou peguilado associado a ribavirina (RBV). Eventos adversos (EA) como anemia (75,7% dos pacientes) e neutropenia (65,6%) foram comuns, exigindo redução da dose de RBV (75,7%), uso de eritropoietina (59,5%), filgrastima (56,8%) e redução da dose de interferon (48,6%). Rejeição do enxerto ocorreu em 48,6% dos pacientes tratados e foi associada à terapia em 38,9% dos casos. A taxa de RVS foi 54,1%. RVS foi associada a maior tempo de seguimento pós tratamento (mediana de 66,5 versus 37 meses para pacientes sem RVS, P=0,03), menores taxas de progressão de doença hepática (15% versus 64,7%, P=0,0028) e óbito (5% versus 35,3%, P=0,033). Independentemente da obtenção de RVS ou não, foi observada diferença significativa entre pacientes tratados e não tratados na duração da sobrevida e ocorrência de óbito (P<0,001). No segundo estudo foram avaliados 55 pacientes tratados com os DAA sofosbuvir (SOF), daclatasvir (DCV) e RBV, por 12 ou 24 semanas (58% e 42% dos pacientes, respectivamente). Os pacientes eram, em sua maioria, experimentados a tratamento prévio com interferon (67%), 65% infectados por VHC genótipo 1 e 35% genótipo 3. Estadiamento de fibrose por biópsia hepática só havia sido realizado em 42% dos pacientes no período de 2 anos antes de iniciar tratamento e a maioria apresentava fibrose leve a moderada (26% Metavir F1, 43% F2, 9% F3 e 4% F4). As doses de RBV variaram de 250 a 1250mg/dia, com média de 10,1 mg/kg. O principal EA foi anemia (65%), com 20% dos pacientes com anemia considerada grave (Hemoglobina<10g/dL), com necessidade de redução ou suspensão de RBV em, respectivamente, 20% e 5% dos pacientes. Não ocorreram interrupções de tratamento por EA sérios. A taxa de RVS foi 98%, com uma falha de tratamento (paciente cirrótica, genótipo 3, experimentada, tratada por 12 semanas). Não foram observados episódios de rejeição durante o uso dos DAA, mas uma paciente apresentou rejeição 12 semanas após o final do tratamento. Durante o acompanhamento após início do tratamento (média de 20 meses de seguimento) não ocorreram óbitos e apenas uma paciente apresentou descompensação da doença hepática, com ascite, icterícia, encefalopatia e hemorragia digestiva alta, 12 semanas após final da terapia antiviral. O tratamento da recorrência de VHC pós TH com SOF, DCV e RBV pode ser considerado seguro e eficaz

Abstract: Hepatitis C (HCV) is the main cause of liver transplantation (LT) worldwide and has universal recurrence after LT. It is responsible for higher morbidity and mortality when compared to other causes of LT. Antiviral treatment with sustained virological response (SVR) is recommended in order to avoid graft fibrosis and development of cirrhosis. Two categories of treatment were evaluated: interferon-based and direct-acting antivirals (DAA). The first study included 127 patients who underwent LT due to decompensated cirrhosis or hepatocellular carcinoma (HCC) secondary to HCV infection. Fifty-six patients had histological evidence of HCV recurrence, 42 started interferon-based therapy and 37 completed treatment, which consisted of conventional or pegylated interferon associated with ribavirin (RBV). Adverse events (AE) such as anemia (75.7% of patients) or neutropenia (65.6%) were common, requiring RBV dose reduction (75.7%), erythropoietin use (59.5%), filgrastim use (56.8%) and interferon dose reduction (48.6%) for management. Graft rejection occurred in 48.6% of patients treated, which was associated to antiviral therapy in 38.9% of cases. The overall SVR rate was 54.1%. SVR was associated to longer follow up after treatment (median 66.5 versus 37 months for non-SVR patients, P=0.03), reduced rates of liver disease progression (15% versus 64.7%, P=0.0028) and death (5% versus 35.3%, P=0.033). Regardless of the result of therapy (SVR or not), there was a significant difference between treated and untreated patients regarding the occurrence of death and months of survival (P<0.001). The second study included 55 patients treated with DAA (sofosbuvir and daclatasvir) associated with RBV, for 12 or 24 weeks (58% and 42% of patients, respectively). The majority of patients was previously interferon treatment-experienced (67%), 65% with HCV genotype 1 and 35% genotype 3 infection. Liver fibrosis staging through biopsy had only been performed on 42% of patients in the two years prior to beginning of treatment and most patients had mild to moderate fibrosis (26% Metavir F1, 43% F2, 9% F3, 4% F4). RBV doses ranged from 250 to 1250 mg daily, 10.1 mg/kg on average. Anemia was the main AE (65%) and 20% of patients had severe anemia (Hemoglobin<10g/dL), requiring reduction or suspension of RBV dosage in 20% and 5% of patients, respectively. There were no treatment interruptions due to severe AE. The SVR rate was 98%, with one treatment failure (a cirrhotic, interferon-experienced, genotype 3 infected patient who was treated for 12 weeks). There were no rejection episodes during antiviral treatment, but one patient had a rejection diagnosis 12 weeks after the end of treatment (EOT). During follow-up after the beginning of treatment (20 months, on average) there were no deaths and only one patient had decompensation of liver disease, with the occurrence of jaundice, ascites, encephalopathy and esophageal variceal bleeding 12 weeks after EOT. HCV treatment after LT using sofosbuvir, daclatasvir and ribavirin is considered to be safe and effective
Subject: Hepatite C
Fígado - Transplante
Interferon alfa-2
Ribavirina
Agentes antivirais
Sofosbuvir
Resposta viral sustentada
Language: Multilíngua
Editor: [s.n.]
Citation: ZANAGA, Letícia Pisoni. Tratamento da hepatite C pós transplante de fígado: eficácia e tolerância = Hepatitis C treatment after liver transplantation: efficacy and tolerability. 2019. 1 recurso online (84 p.). Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2019
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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