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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Paradoxografia : a história natural da história da arte
Title Alternative: Paradoxography : the natural history of art history
Author: Barros, Antônio Leandro Gomes de Souza, 1986-
Advisor: Marques Filho, Luiz Cesar, 1952-
Abstract: Resumo: Conhecida como a enciclopédia do mundo antigo, a História Natural (77d.C.), obra de Plínio, o Velho, encerra em seus últimos livros nossa mais antiga referência de história da arte. Nesse sentido, destaca-se o Livro 35 ("da pintura") como seu núcleo crítico: por sua extensão e organização, mas, principalmente, pela questão que se abre entre a perda inelutável das suas pinturas e a incalculável e variada série de recorrências que estas mesmas obtiveram ao longo da história da arte (entre artistas, obras, historiadores, críticos e teóricos). Logo, partindo da manifesta disjunção que o caracteriza entre a abrangência de sua repercussão no pensamento artístico e os graus de desconhecimento visual das obras comentadas, nossa hipótese é a de que é possível identificar no texto pliniano certa singularidade constitutiva de toda uma tradição historiográfica. A saber: a de que a arte pode ser compreendida pelos efeitos que produz, por uma particular efetividade, talvez até a guardar alguma independência da peça existente. Então, e justamente através do criticado estilo literário pliniano composto por anedotas, o objetivo consiste em aclarar a importância deste anedotar como construção estrutural de uma categoria crítica transtemporal, não só passível de reconhecimento como também de fundamentação teórica. Para tanto, revisamos a sua fortuna crítica encaminhando as recorrências ao âmbito de uma discussão estética na Antiguidade. Fazemos isso relacionando os mais recentes trabalhos internacionais acerca de Plínio e sua obra, bem como trabalhando a fundo as já incontroversas afinidades de seu pensamento com a filosofia estoica. Todavia, sem com isto caracterizar um trabalho de viés filológico mas, antes e somente, de história da crítica de arte. Em outras palavras, trabalho mais de interlocução de questões artísticas antigas e contemporâneas do que de tradução ou reinterpretação de textos, obras, fragmentos ou vestígios. Portanto, o que importa são as relações possíveis abertas pelo texto pliniano com as reflexões artísticas historiografadas. Dado isso, configura-se a "paradoxografia" que intitula a pesquisa: referência ao gênero antigo de relacionar os disjuntos e de explanar ou historiar o inexistente

Abstract: Known as the encyclopedia of the ancient world, the Historia Naturalis (77d.C.), work of Pliny the Elder, contains in his last books our oldest reference art history. In this sense, Book 35 ("of painting") stands out as its critical core: for its extension and organization, but mainly for the question that opens between the ineluctable loss of his paintings and the incalculable and varied series of recurrences which they have obtained throughout art history (among artists, works, historians, critics and theorists). Therefore, from the manifest disjunction that characterizes it between the coverage of its repercussion on artistic thought and the degrees of visual ignorance of the commented works, our hypothesis is that it is possible to identify in the plinian text certain constitutive singularity of a whole historiographic tradition. Namely: that art can be understood by the effects it produces, by a particular effectiveness, perhaps even to preserve some independence of the existing piece. Then, and precisely through the criticized plinian style of writing composed of anecdotes, the objective is to clarify the importance of those anecdotes as structural construction of a transtemporal critical category, not only subject to be recognizable but also theoretically grounded. To do so, we review his critical fortune by referring the recurrences to the scope of an aesthetic discussion in antiquity. We do this by relating the most recent international works on Pliny and his work, as well as working on the already incontrovertible affinities of his thought with Stoic philosophy. Nevertheless, without characterizing a work of philological bias, but rather, before and only, of criticism in art history. In other words, a research more on interlocution of old and contemporary artistic questions than on translation or reinterpretation of texts, works, fragments or traces. Therefore, what matters is the possible relations opened by the plinian text with the historiographical artistic reflections. Given this, the "paradoxography" that entitles the research is configured: reference to the old genre of relating the disjuncts and to explain or to historicize the nonexistent
Subject: Plinio, o Velho
Arte antiga
Estóicos
Anedotas
Paradoxo
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: BARROS, Antônio Leandro Gomes de Souza. Paradoxografia: a história natural da história da arte. 2019. 1 recurso online (383 p.). Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP.
Date Issue: 2019
Appears in Collections:IFCH - Tese e Dissertação

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