Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/332077
Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: Raça/cor referida como fator limitante de acesso aos serviços de saúde do SUS? : um estudo com pacientes HIV/Aids = Race/color referred how limiting factor for acces to sus health services?: a study whit HIV/Aids patients
Title Alternative: Race/color referred how limiting factor for acces to sus health services? : a study whit HIV/Aids patients
Author: Campos, Aparecida do Carmo Miranda, 1960-
Advisor: Donalisio, Maria Rita, 1957-
Abstract: Resumo: A discriminação por cor/raça, na maioria das vezes de forma velada, pode estar associada a diferenças no acesso e na assistência nas diferentes esferas do setor saúde e da sociedade. O objetivo do estudo foi analisar o perfil de pacientes pretos/pardos e brancos com infecção HIV/Aids em seguimento, no Hospital de Clínicas da Unicamp, quanto a aspectos sociodemográficos e epidemiológicos, relacionados à percepção e vivência de preconceitos como portador da doença no decorrer da enfermidade e as possíveis desigualdades sociais em relação à raça cor referida. Foi realizado estudo transversal em amostra de pacientes que se referiam pretos ou pardos (50%) e como brancos (50). Para avaliar as percepções e vivências de racismo e preconceito dos pacientes realizaram-se 4 grupos focais com pacientes de raça negra. A média de idade (DP) dos 987 pacientes avaliados foi de 40,02 (9,58); 52,2% branca; 50,7% homens; 44,7% casados/união livre; 45,5% com ensino fundamental incompleto, com média de 8,14 (4,40) anos de escolaridade. No referente ao uso de drogas recreacionais, observamos que 77,8% utilizam, sendo mais prevalente o uso do álcool (70,8%) e do cigarro (60%). Sobre a preferência sexual encontramos que 87,4% é heterossexual, 70,9% referiu uso de preservativo sempre maior depois do diagnóstico, com diferença por sexo e opção sexual. Em relação à raça encontrou-se diferença na escolaridade, na renda e na situação de trabalho; os brancos tinham maior escolaridade e renda e melhor situação de trabalho (empregados ou aposentados) que os pretos/pardos. Dos participantes, 39,5% referiu ter sofrido algum tipo de preconceito, sem diferença pela cor da pele ou sexo; a principal causa de preconceito foi a infecção (78,1%), preconceito vivenciado tanto pela família (50,6%) como pela comunidade em que convive (27,5%). Ao avaliar o local de acesso ao tratamento do HIV os pacientes de raça/cor negra ingressaram no serviço de saúde em sua maioria pela rede SUS(96,3%) O estudo qualitativo foi necessário para reafirmam as tendências encontradas na literatura sobre as desigualdades de raça/cor referida,gênero,sexo,iniqüidades em saúde e HIV/Aids. A partir dos relatos dos pacientes pode-se evidenciar, que ``viver com o HIV¿¿ e "ser negro" envolve dimensões delicadas, tais como preconceitos pela doença e pela raça. Preconceitos que acontecem dentro das instituições "Racismo Institucional" envolvendo tanto funcionários administrativos como profissionais da saúde. Pode-se concluir que os pacientes com menor escolaridade e baixa renda são de raça negra; que os homens e bissexuais utilizam com maior frequência o preservativo (a camisinha) e as drogas mais utilizadas são o álcool e o cigarro. Evidenciou-se, como esperado, uma significativa (40%) referência de preconceito relacionado à infecção pelo HIV que se confirmada nas falas dos pacientes

Abstract: Color / race discrimination, often veiled, may be associated with differences in access and care in the different spheres of the health sector and society. The objective of the study was to analyze the profile of black / brown and white patients with HIV / AIDS infection in a follow - up, at the Hospital de Clínicas of Unicamp, regarding sociodemographic and epidemiological aspects related to the perception and experience of prejudices as a carrier of the disease during the course of the disease and the possible social inequalities in relation to the color race. A cross-sectional study was performed in a sample of patients who referred to black or brown (50%) and as white (50%). The mean age (SD) of the 987 patients evaluated was 40.02 (9.58); 52.2% white; 50.7% men; 44.7% married / free marriage; 45.5% with incomplete primary education, with a mean of 8.14 (4.40) years of schooling. Regarding the use of recreational drugs, we observed that 77.8% used, being more prevalent the use of alcohol (70.8%) and cigarette (60%). Regarding sexual preference, we found that 87.4% were heterosexual, 70.9% reported ever greater condom use after diagnosis, with difference by sex and sexual choice. Of the participants, 39.5% reported having suffered some kind of prejudice, with no difference in skin color or sex; the main cause of prejudice was infection (78.1%), prejudice experienced by both the family (50.6%) and the community in which it coexists (27.5%). When evaluating the place of access to HIV treatment, black / race patients entered the health services, mostly SUS (96.3%), The qualitative study was necessary to reaffirm the tendencies found in the literature on the inequalities of race / color referred, gender, sex, inequities in health and HIV / Aids. Regarding race, there was a difference in schooling, income and work situation; whites had higher schooling and income and better working conditions (employees or retirees) than blacks. From the patients' reports it can be shown that "living with HIV" and "being black" involves delicate dimensions such as disease and race bias. Prejudices that occur within institutions "Institutional Racism" involving both administrative officials and health professionals. It can be concluded that patients with lower education and low income are of black race; that men and bisexuals use condom more often (condoms) and the most commonly used drugs are alcohol and cigarettes. As expected, a significant (40%) reference of prejudice related to HIV infection was shown which is confirmed in the patients' speeches
Subject: Grupos de populações continentais
Racismo
Infecções por HIV
Desigualdades em saúde
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: CAMPOS, Aparecida do Carmo Miranda. Raça/cor referida como fator limitante de acesso aos serviços de saúde do SUS?: um estudo com pacientes HIV/Aids = Race/color referred how limiting factor for acces to sus health services?: a study whit HIV/Aids patients. 2018. 1 recurso online (110 p.). Dissertação (mestrado profissional) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP.
Date Issue: 2018
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

Files in This Item:
File SizeFormat 
Campos_AparecidaDoCarmoMiranda_M.pdf1.7 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.