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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: Avaliação dos produtos finais da glicação avançada (AGEs) e sua associação com doença cardiovascular e distúrbio mineral ósseo em pacientes com doença renal crônica
Title Alternative: Evaluation of advanced glycation end products (AGEs) and its relations with cardiovascular disease and mineral and bone disorder in chronic kidney disease patients
Author: Quadros, Kélcia Rosana da Silva, 1970-
Advisor: Oliveira, Rodrigo Bueno de, 1975-
Abstract: Resumo: A doença renal crônica (DRC) apresenta elevadas taxas de morbidade e mortalidade, sendo a doença cardiovascular (DCV) e o distúrbio mineral e ósseo (DMO) complicações frequentes. Os produtos finais da glicação avançada (AGEs) são toxinas urêmicas associadas a DCV e possivelmente ao DMO-DRC. Seu acúmulo tecidual pode ser quantificado através do AGE-ReaderTM, aparelho que utiliza a leitura da autofluorescência da pele (sAF) e se encontra validado em pacientes com DRC. OBJETIVOS: avaliar as relações entre os níveis teciduais cutâneos, séricos e ingestão de AGEs totais e frações com parâmetros clínicos, bioquímicos e de imagem relativos à DCV e de DMO em pacientes com DRC. MÉTODOS: estudo clínico observacional, transversal no qual foram incluídos 80 pacientes portadores de DRC divididos nos subgrupos DRC estágios 3-4, hemodiálise e diálise peritoneal (DP) a partir do Hospital de Clínicas da UNICAMP e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu; 37 indivíduos hígidos (Grupo Controle) foram incluídos para comparação. Foram coletados dados demográficos, clínicos e laboratoriais, e realizados leitura da sAF, aferição do índice tornozelo-braquial (ITB) por ultrassonografia Doppler, e registro alimentar para quantificação de consumo de AGEs totais, carboximetilisina (CML) e metilglioxal (MG). O Grupo DRC realizou exames de imagem (radiografias de quadril, mãos e abdome lateral, ecocardiograma transtorácico e densitometria óssea), e dosagem sérica de CML. RESULTADOS: os pacientes com DRC apresentaram maiores níveis médios de AGEs-sAF do que os controles (3,0 ± 0,6 vs. 2,4 ± 0,4; p = 0,0001), apesar do menor consumo de AGE total (9,518 ± 4,666 vs. 11,943 ± 5,581 kU / dia; p = 0,026). Foram detectados altos níveis AGEs-sAF em pacientes com calcificação vascular (CV) (p = 0,03) e naquelas com densidade mineral óssea reduzida (DMO) (p = 0,03). A regressão linear confirmou uma relação significativa entre AGEs-sAF e idade (p < 0,0001), diagnóstico de osteopenia ou osteoporose (p = 0,008) e escore de Framingham (p = 0,001). A regressão linear multivariada e as análises de regressão logística demonstraram que AGEs-sAF, idade e índice de massa corporal foram determinantes independentes de CV (ps = 0,01, 0,01 e 0,02, respectivamente). CONCLUSÃO: Os níveis de AGEs-sAF foram mais elevados nos pacientes com DRC, apesar da menor ingestão de AGEs e independente do estágio ou tipo de tratamento para DRC. Os níveis de AGEs-sAF, mas não os níveis séricos de CML ou a quantidade de ingestão diária de AGEs, foram relacionados à CV, risco cardíaco e DMO reduzida. O nível médio de AGEs-sAF foi um preditor independente de CV. O aumento de 1 unidade AGES-sAF resultou em uma chance de 3,5 vezes maior de ter CV linear. A fim de estabelecer evidências mais amplas sobre o papel do AGEs-SAF, uma técnica não-invasiva, para prever perda óssea e VC em pacientes com DRC, são necessários estudos adicionais, incluindo análise histológica de tecido ósseo

Abstract: A doença renal crônica (DRC) apresenta elevadas taxas de morbidade e mortalidade, sendo a doença cardiovascular (DCV) e o distúrbio mineral e ósseo (DMO) complicações frequentes. Os produtos finais da glicação avançada (AGEs) são toxinas urêmicas associadas a DCV e possivelmente ao DMO-DRC. Seu acúmulo tecidual pode ser quantificado através do AGE-ReaderTM, aparelho que utiliza a leitura da autofluorescência da pele (sAF) e se encontra validado em pacientes com DRC. OBJETIVOS: avaliar as relações entre os níveis teciduais cutâneos, séricos e ingestão de AGEs totais e frações com parâmetros clínicos, bioquímicos e de imagem relativos à DCV e de DMO em pacientes com DRC. MÉTODOS: estudo clínico observacional, transversal no qual foram incluídos 80 pacientes portadores de DRC divididos nos subgrupos DRC estágios 3-4, hemodiálise e diálise peritoneal (DP) a partir do Hospital de Clínicas da UNICAMP e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu; 37 indivíduos hígidos (Grupo Controle) foram incluídos para comparação. Foram coletados dados demográficos, clínicos e laboratoriais, e realizados leitura da sAF, aferição do índice tornozelo-braquial (ITB) por ultrassonografia Doppler, e registro alimentar para quantificação de consumo de AGEs totais, carboximetilisina (CML) e metilglioxal (MG). O Grupo DRC realizou exames de imagem (radiografias de quadril, mãos e abdome lateral, ecocardiograma transtorácico e densitometria óssea), e dosagem sérica de CML. RESULTADOS: os pacientes com DRC apresentaram maiores níveis médios de AGEs-sAF do que os controles (3,0 ± 0,6 vs. 2,4 ± 0,4; p = 0,0001), apesar do menor consumo de AGE total (9,518 ± 4,666 vs. 11,943 ± 5,581 kU / dia; p = 0,026). Foram detectados altos níveis AGEs-sAF em pacientes com calcificação vascular (CV) (p = 0,03) e naquelas com densidade mineral óssea reduzida (DMO) (p = 0,03). A regressão linear confirmou uma relação significativa entre AGEs-sAF e idade (p < 0,0001), diagnóstico de osteopenia ou osteoporose (p = 0,008) e escore de Framingham (p = 0,001). A regressão linear multivariada e as análises de regressão logística demonstraram que AGEs-sAF, idade e índice de massa corporal foram determinantes independentes de CV (ps = 0,01, 0,01 e 0,02, respectivamente). CONCLUSÃO: Os níveis de AGEs-sAF foram mais elevados nos pacientes com DRC, apesar da menor ingestão de AGEs e independente do estágio ou tipo de tratamento para DRC. Os níveis de AGEs-sAF, mas não os níveis séricos de CML ou a quantidade de ingestão diária de AGEs, foram relacionados à CV, risco cardíaco e DMO reduzida. O nível médio de AGEs-sAF foi um preditor independente de CV. O aumento de 1 unidade AGES-sAF resultou em uma chance de 3,5 vezes maior de ter CV linear. A fim de estabelecer evidências mais amplas sobre o papel do AGEs-SAF, uma técnica não-invasiva, para prever perda óssea e VC em pacientes com DRC, são necessários estudos adicionais, incluindo análise histológica de tecido ósseo.
Subject: Insuficiência renal crônica
Produtos finais de glicosilação avançada
Calcificação vascular
Osteoporose
Densidade óssea
Language: Multilíngua
Editor: [s.n.]
Citation: QUADROS, Kélcia Rosana da Silva. Avaliação dos produtos finais da glicação avançada (AGEs) e sua associação com doença cardiovascular e distúrbio mineral ósseo em pacientes com doença renal crônica. 2017. 1 recurso online (110 p.). Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/331404>. Acesso em: 3 set. 2018.
Date Issue: 2017
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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