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Type: TESE DIGITAL
Title: Pré-eclâmpsia = entender para aprimorar o cuidado
Title Alternative: Preeclampsia : understanding to improve care
Author: Guida, José Paulo de Siqueira, 1989-
Advisor: Nascimento, Maria Laura Costa do, 1979-
Abstract: Resumo: Introdução: Conhecida desde primórdios da Medicina, a pré-eclâmpsia (PE) foi definida como doença à partir de 1950, e acomete aproximadamente 10% das gravidezes, sendo importante causa de morbi-mortalidade e prematuridade, principalmente em países de baixa e média renda. Sua fisiopatologia ainda não é completamente esclarecida, mas postula-se decorrer de problemas na placentação e adaptação hemodinâmica materna, determinando doença endotelial sistêmica, responsável pelas manifestações clínicas. As consequências da PE podem perdurar tanto em aspectos físicos como funcionais nas mulheres acometidas. Objetivo: avaliar o impacto da PE em aspectos relacionados à gravidez e pós parto tais como o momento ideal de resolução da gravidez na doença pré-termo, a associação entre níveis de proteinúria e resultados maternos e perinatais adversos, além do impacto da doença na funcionalidade e relato da vivência/experiência pós diagnóstico de PE. Métodos: foram realizados 4 estudos: 1) revisão sistemática da literatura entre janeiro de 2014 a fevereiro de 2017, incluindo estudos que avaliaram o melhor momento de resolução da gravidez em mulheres acometidas por PE; 2) coorte retrospectiva das mulheres acometidas por PE entre janeiro de 2009 a dezembro de 2013, avaliando os desfechos maternos e perinatais conforme a intensidade de proteinúria; 3) coorte retrospectiva das mulheres acometidas por morbidade materna grave entre julho de 2008 a junho de 2012, que avaliou os impactos de diferentes morbidades (hipertensão, hemorragia e outras) na funcionalidade à partir do instrumento WHODAS 2.0; 4) relato de caso de mulher acometida por PE pré-termo e acompanhada em serviço de referência. Resultados: 1) 10 estudos foram incluídos, ocorrência de PE grave determina a imediata interrupção da gravidez; em mulheres abaixo das 34 semanas, sem sinais de gravidade, a postergação da interrupção da gravidez reduz as complicações associadas à prematuridade, sem haver piora dos desfechos maternos relacionados à progressão da doença; nas gestações entre 34-37 semanas, há uma discreta progressão para formas mais graves da pré-eclâmpsia, sem haver diferenças nos desfechos perinatais. 2) 293 mulheres foram incluídas. Níveis maiores de proteinúria se associaram à instalação precoce da doença e parto pré-termo; PE grave foi mais frequente e precoce nos grupos com maiores valores de proteinúria; a maior parte das mulheres se manteve proteinúrica no seguimento pós-parto. 3) 638 mulheres foram incluídas; aquelas com maiores prejuízos à funcionalidade haviam sido acometidas por morbidade materna (36.8% vs 44.6%) e tinham piores valores médios do WHODAS 2.0; entre as mulheres com complicações hipertensivas, os valores de WHODAS 2.0 também foram significativamente piores 19.9 vs 16). 4) Comunicação clara entre paciente e equipe são fundamentais para o claro entendimento do diagnóstico e potenciais implicações terapêuticas e prognósticas decorrentes deste diagnóstico. Conclusões: A postergação da resolução da gravidez é possível ante ao diagnóstico de PE pré-termo, após compartilhamento de informação e decisão; a proteinúria, se possível, deve ser obtida, não para guiar o tratamento, mas para orientar o prognóstico; os distúrbios hipertensivos impactam negativamente na funcionalidade; o entendimento do diagnóstico, à partir de comunicação clara entre equipe e paciente, é fundamental para a execução do plano terapêutico

Abstract: Introduction: Known since the earliest days of Medicine, preeclampsia (PE) was defined as a disease in 1950, affecting approximately 10% of pregnancies, being an important cause of morbidity and mortality, especially in low and middle-income countries. Its pathophysiology is still not fully understood, but it is postulated as a result of problems in placentation and maternal hemodynamic adaptation, determining systemic endothelial disease, responsible for clinical manifestations. The consequences of PE can persist in both physical and functional aspects in affected women. Objective: to assess the impact of PE on aspects related to pregnancy and postpartum such as the ideal timing of delivery in preterm disease, the association between levels of proteinuria and adverse maternal and perinatal outcomes, as well as the impact of the disease on functionality, and the case-report of a woman's experience post-diagnosis of PE. Methods: Four studies were performed: 1) a systematic review of literature between January 2014 and February 2017, including studies that evaluated the best time to resolve pregnancy in women affected by PE; 2) retrospective cohort of women affected by PE between January 2009 and December 2013, evaluating maternal and perinatal outcomes according to intensity of proteinuria; 3) retrospective cohort of women with severe maternal morbidity (COMMAG secondary analysis) between July 2008 and June 2012, who assessed the impact of different morbidities (hypertension, hemorrhage and others) on functionality from the WHODAS 2.0 instrument; 4) report of a case of a woman affected by preterm PE and followed up at referral service. Results: 1) 10 studies were included, occurrence of severe PE determines the immediate interruption of pregnancy; in women at gestational age < 34 weeks, with no signs of severity, postponing the interruption of pregnancy reduces the complications associated with prematurity, without worsening of maternal outcomes related to the progression of the disease; in pregnancies between 34-37 weeks, there is a slight progression to more severe forms of preeclampsia, with no difference in perinatal outcomes. 2) 293 women were included. Increased levels of proteinuria were associated with early onset of disease and preterm delivery; severe PE was more frequent and early in the groups with higher values of proteinuria; The majority of women remained proteinuric in the postpartum follow-up. 3) 638 women were included; those with greater impairment to functionality had been affected by maternal morbidity (36.8% vs 44.6%) and had worse mean values of WHODAS 2.0; among women with hypertensive complications, WHODAS 2.0 values were also significantly worse 19.9 vs 16). 4) Clear communication between patient and medical team are fundamental for the understanding of the diagnosis and potential therapeutic and prognostic implications resulting from it. Conclusions: Postponing pregnancy resolution is possible on diagnosis of preterm PE, after sharing information and decision; proteinuria, if possible, should be obtained, not to guide treatment, but to guide the prognosis; hypertensive disorders have a negative impact on functionality; understanding of diagnosis, based on clear communication between the team and the patient, is fundamental for the execution of the therapeutic plan
Subject: Pre-eclâmpsia
Prematuro
Proteinúria
Morbidade
Morte materna
Language: Multilíngua
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2017
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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