Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/325306
Type: TESE DIGITAL
Title: Corticoterapia e tocólise em situações de prematuridade espontânea = Antenatal corticosteroid use and tocolysis for spontaneous preterm birth
Title Alternative: Antenatal corticosteroid use and tocolysis for spontaneous preterm birth
Author: Dias, Tábata Regina Zumpano, 1981-
Advisor: Passini Júnior, Renato, 1958-
Abstract: Resumo: Introdução: O parto prematuro constitui a principal causa de mortes neonatais em todo o mundo e é responsável por muitas consequências deletérias a curto e longo prazo para os sobreviventes. Aproximadamente 75% dos partos prematuros são consequência da prematuridade espontânea (trabalho de parto prematuro ¿ TPP - e rotura prematura de membranas). Objetivos: Avaliar, numa população de mulheres e recém-nascidos pré-termo decorrentes de TPP, os fatores maternos, gestacionais e neonatais relacionados ao uso de corticosteróides para indução de maturidade pulmonar fetal e de tocolíticos para inibição de trabalho de parto, à admissão que resultou no parto. Métodos: Estudo de corte transversal com componente caso-controle aninhado, em 20 hospitais de referência do Brasil, conduzido de abril de 2011 a setembro de 2012 para identificação de partos pré-termo. Para esta tese foram avaliados apenas os casos de TPP, com cálculo das frequências de uso de corticosteróides e de tocolíticos nos nascidos antes das 34 semanas e entre 34 e 36+6 semanas. Foram avaliados fatores sociodemográficos, características obstétricas e resultados neonatais. Resultados: O TPP foi responsável por 1.491 partos prematuros. O uso de corticosteróides ocorreu em 27,8% desses casos e o uso de tocolíticos em 23%, com aproximadamente 70% deles nascidos antes das 34 semanas. O trabalho de parto inicial (dilatação cervical menos avançada e membranas íntergas à admissão) foi fator determinante para o uso de corticosteróides. Outros fatores associados ao uso de corticosteróides foram: mulheres com antecedente de cerclagem em gestação anterior, que não fumaram na gestação, com anemia e com cor da pele não branca. Entre os casos submetidos à tocólise, existiram mais: nulíparas, sangramento vaginal na gestação, insuficiência istmo-cervical, mulheres sem comorbidades, membranas íntegras à admissão, uso de corticosteróides e complicações maternas (casos de menor gravidade). O uso de corticosteróides esteve mais relacionado com recém-nascidos com menos pneumonia e menos óbito ou não receber alta até 60 dias pós-parto nos nascidos entre 32 e 33+6 semanas; com Apgar de 5o minuto < 7, intubação ao nascimento, uso de surfactante, maior média de internação total, alguma morbidade neonatal, desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e oxigenioterapia aos 28 dias de vida nos nascidos entre 34 e 36+6 semanas. O uso de tocolíticos esteve mais associado a recém-nascidos com: menor idade gestacional, qualquer morbidade, síndrome do desconforto respiratório, intubação ao nascimento, enterocolite necrosante e internação em UTI. Conclusões: Nosso estudo mostrou alguns resultados neonatais piores inesperados para o grupo que fez uso de corticosteróides, especialmente nos nascidos entre 34 e 36+6 semanas, o que pode ser decorrente da presença de fatores confundidores na amostra, mas pode refletir o não benefício de seu uso em alguns subgrupos específicos. A tocólise mostrou-se favorável em casos de trabalho de parto menos avançado, principalmente nos partos abaixo de 34 semanas, com sucesso em atingir altas taxas de uso de corticosteróides. O grupo que realizou tocólise também apresentou mais complicações neonatais, o que pode não estar relacionado diretamente à tocólise e sim à diferença de apresentação dos casos à admissão (mais prematuros e com trabalho de parto mais avançado)

Abstract: Background: Preterm birth is the main cause of neonatal death globally and is highly associated with neonatal morbidity, resulting in a great likehood of sequel in surviving children. Close to 75% of preterm births (PTB) are due to spontaneous prematurity (preterm labor ¿ PTL - and preterm rupture of membranes. Objectives: To evaluate maternal, gestational and neonatal factors associated to ACS for the induction of fetal lung maturity and tocolytics to inhibit labor, at admission time, in a population of women and preterm newborns due to PTL. Methods: Cross-sectional study plus a nested case-control study in 20 reference hospitals in Brazil. A prospective surveillance was implemented to identify PTB from April 2011 to September 2012. For PTL, two relevant management possibilities were evaluated: ACS and tocolysis use, in two ranges of gestational age (GA) at birth (<34 and 34-36 weeks and 6 days). Cases were compared among those that did or did not do the specific management treatment studied, considering socio-demographic and obstetric characteristics, maternal and neonatal outcomes. Results: 1491 PTB were due to PTL. ACS was used in 27,8% of cases and tocolysis in 23%, about 70% of them born before 34 weeks. Less advanced labor (lower cervical dilatation and intact membranes at admission) was a determining factor for ACS use. Other factors associated with ACS were: women with cerclages in previous gestation, not smoking during pregnancy, maternal anemia, skin color non-white. Among cases submitted to tocolysis, there were more: nulliparas, women with previous vaginal bleeding episodes, cervical insufficiency cases, women without comorbidities and with intact membranes at admission time, more cases submitted to ACS and with more maternal complications (less severity). The use of corticosteroids was associated with less neonatal pneumonia and less death or hospitalization at the 60th day after birth in newborns with 32 to 33+6 weeks of GA. Among the newborns between 34 to36 + 6 weeks of GA, ACS was associated with: 5-minute Apgar <7, endotracheal intubation at birth, surfactant use, higher mean of total hospital stay, any neonatal morbidity, respiratory distress, intraventricular hemorrhage and oxygentherapy at 28 days. Tocolysis was associated to more newborns with: lower GA, any neonatal morbidity, respiratory distress syndrome, neonatal intubation, necrotizing enterocolitis and UCI admission. Conclusions: Our study showed some unexpected worse neonatal outcomes in the corticosteroids group, which may be due to the presence of confounding factors in the sample, but may also reflect the lack of benefit for the use of corticosteroids in specific subgroups. Tocolysis revealed greater benefit in cases of less advanced labor, especially in births under 34 weeks of GA, successfully achieving high corticosteroids prescription. Tocolysis group also showed higher neonatal complications, which may rather be due to different characteristics of cases at admission (more premature and with more advanced labor), than be associated with tocolisys itself
Subject: Trabalho de parto prematuro
Corticosteroides
Indicadores de morbimortalidade
Tocólise
Language: Multilíngua
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2017
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

Files in This Item:
File SizeFormat 
Dias_TabataReginaZumpano_D.pdf6.78 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.