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Type: TESE DIGITAL
Title: Farmácia clínica como ferramenta de segurança em Unidade de Terapia Intensiva
Title Alternative: Clinical pharmacy as a safety tool in intensive care unit
Author: Rodrigues, Aline Teotonio, 1984-
Advisor: Mazzola, Priscila Gava, 1979-
Abstract: Resumo: A farmácia clínica e todas as atividades ligadas a ela tem em si um caráter de melhoria da qualidade e da segurança dos cuidados oferecidos aos pacientes. Essa característica pode ser observada principalmente por meio da realização de intervenções farmacêuticas, que contribuem para a prevenção de erros de medicação e para a otimização da terapia medicamentosa. Estes conceitos são mais fortemente trabalhados atualmente em ambientes de maior risco ao paciente, como as Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O objetivo deste trabalho foi descrever o perfil das intervenções farmacêuticas mais frequentes em uma UTI da rede pública de saúde em que as ações de farmácia clínica ainda não fazem parte do serviço de farmácia. Neste estudo foram realizadas, quantificadas e classificas as intervenções farmacêuticas, sendo ainda avaliada a aceitação das intervenções por parte da equipe médica. Trata-se de um estudo transversal, intervencionista, prospectivo, não controlado, com coleta de dados entre agosto de 2014 a setembro de 2015 e amostragem de conveniência. Foram analisadas prescrições de 279 pacientes, todos acima de 18 anos, admitidos na UTI geral para adultos do Hospital de Clínicas da Unicamp durante o período de estudo. Foram analisadas 1300 prescrições (média de 12,5 ± 3,3 por paciente). Cento e trinta e um pacientes receberam ao menos uma intervenção farmacêutica em seu tratamento, o que corresponde a 47% da população estudada. O total de intervenções realizadas no estudo foi de 579 (média de 2,1 ± 3,5 por paciente), sendo que 573 intervenções (99%) foram aceitas pela equipe médica. Destacaram-se as intervenções referentes à presença de interações medicamentosas potenciais (IMP) em prescrição (91%). A maioria das intervenções realizadas foram classificadas como significantes (47%) e muito significantes (45%). Entre as intervenções classificadas como "muito significantes" 8 (3%) foram referentes a ajustes de doses em função de problemas renais ou hepáticos e 254 foram motivadas pela presença de IMP de gravidade importante ou contraindicada na prescrição. Das intervenções "significantes" 12 (4,5%) foram correlacionadas a pedidos de exames para monitoramento de possíveis eventos adversos e 262 foram correlacionadas a IMP de gravidade moderada. Durante o período de estudo foram identificadas, quantificadas e classificadas, 8602 IMP presentes em prescrições, desse total de IMP identificadas, apenas 519 (6%) motivaram intervenções farmacêuticas (IF). Entre as prescrições analisadas, 92% apresentavam ao menos uma IMP, destacando-se a prevalência das interações classificadas como moderadas e importantes, presentes em 79% e 78% das prescrições, respectivamente. Foram comparadas no estudo as bases de dados Micromedex® e UpToDate® quanto à classificação de gravidade das IMP mais frequentemente observadas em prescrições, notando-se um elevado número de informações discordantes entre elas. Os resultados encontrados ilustram o elevado número de intervenções farmacêuticas realizadas em UTI e a boa aceitação delas pela equipe de terapia intensiva. As IMP mostraram-se as principais causas de intervenções, ao mesmo tempo em que se demonstrou a dificuldade de consenso sobre informações referentes a elas. Esses resultados reforçam a necessidade do desenvolvimento da farmácia clínica em UTI da rede pública de saúde

Abstract: Clinical pharmacy and the associated activities have in their core the improvement of quality and safety of patient care. This characteristic can be observed through pharmaceutical interventions that contribute to the prevention of medication errors and pharmacotherapy optimization. These concepts are employed in environments with higher risk to the patients, as Intensive Care Units (ICU). The aim of this study was to describe the profile of pharmaceutical interventions more frequent in a public system ICU where the clinical pharmacy service is not yet established. This exploratory study intended to perform, quantify, and classify pharmaceutical interventions, as well as to evaluate acceptance of these interventions by the medical team. It was a transversal, interventionist, prospective, not-controlled study with data gathering of 13 months (from August 2014 to September 2015) and convenient sampling. Were analyzed prescriptions from 279 patients, all above 18 years old, admitted to the general adult ICU of the Clinics Hospital of Unicamp. Were analyzed 1300 prescriptions (average of 12.5±3.3 per patient). One hundred and thirty-one patients received at least one pharmaceutical intervention in their treatment, which corresponds to 47% of the studied population. Were performed a total of 579 interventions (average of 2.1±3.5 per patient), and 573 interventions (99%) were accepted by the medical team. Interventions related to potential drug-drug interactions (pDDI) were highlighted in prescriptions (91%). Most interventions were classified as "significant" (47%) and "very significant" (45%). Among interventions classified as "very significant", 8 (3%) were related to dose adjustment for renal or liver problems and 254 were motivated by the presence of major or contraindicated pDDIs. Of the "significant" interventions, 12 (4.5%) were related to requesting monitoring exams to identify possible adverse events and 262 were correlated to moderate pDDIs. During the study period were identified, quantified and classified 8602 pDDIs in prescriptions. From these, only 519 (6%) motivated pharmaceutical interventions. Among analyzed prescriptions, 92% presented at least one pDDI, highlighting the prevalence of interactions classified as moderate and major, present in 79% and 78% of prescriptions, respectively. Were compared in the study two databases: Micromedex® and UpToDate® concerning pDDIs¿ severity classification more frequently observed in prescriptions, detecting a large disagreement between them. Results found show a significant number of pharmaceutical interventions performed in the ICU and their good acceptance by the intensivist team. Interactions were the main cause for intervention, and the difficulty of consensus of information between them was demonstrated. These results emphasize the need for development of clinical pharmacy in ICUs of the public health system
Subject: Interações de medicamentos
Cuidados críticos
Uso de medicamentos
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2017
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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