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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Tumores adrenocorticais na infância = impacto da exposição hormonal e do tratamento no crescimento e desenvolvimento, estado atual de saúde de sobreviventes à longo prazo e susceptibilidade familiar ao câncer relacionada à mutação germinativa do gene "TP53" R337H = Childhood adrenocortical tumors: impact on growth and development of adrenal cortex hormones exposure, the current health status of long-term survivors and familial cancer susceptibility in carriers of the "TP53" R337H mutation
Title Alternative: Childhood adrenocortical tumors : impact on growth and development of adrenal cortex hormones exposure, the current health status of long-term survivors and familial cancer susceptibility in carriers of the "TP53" R337H mutation
Author: Mastellaro, Maria José, 1955-
Advisor: Barros Filho, Antonio de Azevedo, 1947-
Abstract: Resumo: INTRODUÇÃO: a ocorrência de tumores adrenocorticais na infância, nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, é 18 vezes mais frequente do que em outras regiões geográficas do mundo e, em cerca de 90% dos casos, os pacientes são portadores da mutação hereditária R337H do gene TP53, que predispõe ao câncer familiar. OBJETIVOS: avaliar o comportamento clínico, o impacto da exposição hormonal no crescimento e desenvolvimento, a sobrevida e os aspectos da predisposição familiar ao câncer associada à mutação do TP53 R337H dos parentes de crianças e adolescentes tratados com tumores adrenocorticais e portadores da mutação. PACIENTES E MÉTODOS: foram elegíveis 103 pacientes tratados com tumor do córtex da adrenal (TCA) no Centro Infantil Boldrini. O estudo foi descritivo, analítico e ambispectivo. Os dados demográficos, cirúrgicos e histopatológicos foram obtidos pelos prontuários médicos; os aspectos clínicos, o crescimento, o desenvolvimento e a história familiar de câncer foram reavaliados periodicamente. As análises estatísticas descritivas e de associação entre as variáveis, entre TCA, mutação, câncer e sobrevida foram realizadas e o nível de significância foi de 5% (programa SAS v.9.4). RESULTADOS: 69 pacientes do sexo feminino e 34 masculinos, idade mediana, 26 (4¿259) meses; tempo de história, 4 (0,3-36) meses; 90,8% eram portadores da mutação; apresentação clínica: 75 (72,8%) secretores de andrógenos (virilização); 3 (2,9%) secretores de cortisol (síndrome de Cushing); 18 (17,5%) secretores de andrógenos e cortisol e 7 (6,8%) não secretores (assintomático); estádio da doença: I (n=47); II (n=28); III (n=20) IV (n=8). Houve correlação entre os sintomas endócrinos, a idade e o estadiamento (P=0,01); e entre o volume do tumor (> ou = 200 cm³) e os estádios avançados (III e IV), (P<0,0001). Na avaliação do crescimento, não houve diferença significativa para a média e mediana do peso (P=0,22), altura (P=0,28) e do índice de massa corpórea (P=0,27) entre os sexos; análise do escore-Z ficou acima da média para altura e virilização, índice de massa corpórea e secreção de cortisol (P=0,02); a sobrevida global foi de 76,7% (EP±4,2%). Houve diferença estatística para sobrevida e estádio: I (95,7%); II (75%); III (55%) e IV (25%) (P<0,001). De 69 sobreviventes, 25 (36%) apresentaram pelo menos um efeito tardio. Para o tempo de seguimento de 9,7 (3-32) anos, 10 (18,2%) de 55 genitores carreadores da mutação R337H foram diagnosticados com câncer e nenhum caso foi observado entre os não carreadores. Ocorreram 249 neoplasias em 1410 indivíduos na linhagem parental segregante da mutação e 66/984 na não segregante (P<0,0001); as famílias do estudo apresentaram maior incidência de tumores do trato gastrointestinal e baixa ocorrência de sarcomas, características que diferem das síndromes clássicas de susceptibilidade ao câncer. CONCLUSÃO: o TCA na infância está associado à mutação TP53 R337H e à história familiar de câncer. Os sinais e sintomas favorecem a detecção precoce nas consultas de puericultura. O diagnóstico de uma criança com TCA sinaliza para o estudo da mutação, orientação genética, vigilância e intervenções preventivas de câncer no paciente e nos familiares

Abstract: INTRODUCTION: the incidence of the adrenocortical tumor (ACT) in children is 18 fold higher in southeastern and southern regions of Brazil than in other regions of the world. More than 90% of children with ACT in this geographic region carry a TP53 R337H mutation. OBJECTIVES: to evaluate the clinical and biological characteristics of pediatric ACT and the impact on growth and development of early exposure to steroid hormones in these children and describe the incidence, age of onset and types of tumors in relatives of children with ACT. PATIENTS AND METHODS: in this ambiespective study, clinical, epidemiological, family history of cancer and outcome of 103 children with ACT managed at the Boldrini Medical Center were analyzed. Demographic, histopathologic, clinical and treatment data were obtained from medical records. The family history of cancer (pedigrees) and growth and development charts were updated yearly. Descriptive and analytic statistics were performed using SAS v.9.4. The level of significance was 5% considered in all analyses. RESULTS: the median age of the 69 girls and 34 boys was 24 months (4-259). The median interval time between signs and symptoms was 4 months (0.3-36). The TP53 R337H mutation was present in 90.8% of the tested children. Virilization was noted in 75 (72.8%), Cushing syndrome in 3 (2.9%), mixed (cortisol and androgen) in 18 (17.5%) and 7 (6.8%) did not have clinical evidence of endocrine abnormalities. Disease stage I in 47 children, II in 28, III in 20 and IV in 8. Virilization was strongly associated with young age and limited-stage disease (P=0.01), whereas advanced-stage disease was associated with heavy tumors (P=0.001). There was no significative difference in the median weight and height, and body mass index (BMI) at diagnosis between boys and girls. The Z-score above the median value for height was significantly associated with virilization (P=0,03), and the BMI above the median value with elevated cortisol (P=0.02). The overall survival was 76.7% (EP±4.2%). There was a significant association between survival and disease stage 95.7% in stage I, 75% in stage II, 55% in stage III and 25% in stage IV (P=0.001). At a median time of 9.7 years (3-32), 10 of 55 parents (18.2%) carrying the R337H mutation developed cancer, whereas none of 55 parents without the mutation. In lineages segregating the mutation, 249 of 1410 individuals developed cancer while 66/984 in the non-segregating lineages (P<0.0001). Among the relatives of children with ACT, breast and gastrointestinal cancers were the most common. Sarcomas were very rare, in contrast with findings in the Li-Fraumeni syndrome. CONCLUSIONS: in families of children with ACT carrying the TP53 R337H mutation, relatives in lineages segregating this mutation are at high risk of developing cancer. The diagnosis of a child with ACT in southern Brazil is an indication to perform genetic counseling followed by genetic testing for the mutation and surveillance for presymptomatic carriers. Because signs and symptoms of virilization appear early in the course of ACT, the general pediatrician should refer these children to a pediatric oncology center promptly
Subject: Carcinoma adrenocortical
Genes P53
Síndrome de Li-Fraumeni
Mutação em linhagem germinativa
Crescimento e desenvolvimento
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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