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Type: TESE DIGITAL
Title: Estudo comparativo da atividade anti-inflamatória dos extratos aquosos de Mikania glomerata (Sprengel) e Mikania laevigata (Schultz Bip ex Baker)
Title Alternative: Comparative study of anti-inflammatory activity of aqueous extracts of Mikania glomerata (Sprengel) and Mikania laevigata (Schultz Bip ex Baker)
Author: Pereira, Camila de Souza, 1989-
Advisor: Landucci, Elen Cristina Teizem
Abstract: Resumo: As espécies Mikania glomerata e Mikania laevigata, popularmente conhecidas como guaco, estão entre as espécies mais utilizadas na medicina popular, principalmente para o tratamento de doenças inflamatórias do trato respiratório. Atualmente, apenas a M. glomerata é reconhecida na clínica sendo comercializada nas formas de xarope e solução oral. Essas espécies possuem grande similaridade morfológica, composição química e usos medicinais muito parecidos, sendo portanto bastante confundidas e, consequentemente, comercializadas de forma indistinta. A cumarina é considerada um dos marcadores químicos dessas espécies, sendo responsável por importantes atividades terapêuticas à elas atribuídas. Para investigar a possível diferença da atividade anti-inflamatória entre essas espécies e da cumarina, bem como de seus papéis em diferentes processos inflamatórios, foram utilizados os modelos de edema de pata, pleurisia, desgranulação de mastócitos peritoneais e pancreatite aguda em ratos. A M. glomerata inibiu 55,6%, a M. laevigata 70,4% e a cumarina 33,9% do edema formado por carragenina, no último intervalo de tempo medido, em relação ao controle. A M. glomerata inibiu 56,3%, a M. laevigata 68,8% e a cumarina 40% do edema formado por Composto 48/80, no último intervalo de tempo medido, em relação ao controle. A M. glomerata, M. laevigata e cumarina não inibiram a liberação de histamina de mastócitos peritoneais, uma vez que, houve aumento progressivo de liberação de histamina em função da dose de estímulo incubado (50 a 94% de liberação). A M. glomerata não inibiu a migração leucocitária, enquanto a M. laevigata inibiu 23,3%, a cumarina 17,5% e a dexametasona 33,4% desta atividade, em relação ao controle. Não observou-se resultados satisfatórios para pancreatite aguda após tratamento em dose única com os extratos das duas espécies e com cumarina. Em contrapartida, após tratamento crônico, a M. glomerata inibiu 29,71%, a M. laevigata 45,89% e a cumarina 22,09% o influxo de neutrófilos no pâncreas. Ainda, a M. glomerata inibiu 65,6%, a M. laevigata 49,6% e a cumarina 54,5% os níveis de amilase sérica, em relação aos respectivos controles. Os resultados mostram que a M. laevigata pode ser um alvo atrativo para o controle farmacológico da inflamação aguda, uma vez que apresenta um potencial anti-inflamatório mais evidente que a própria M. glomerata, espécie padrão. A cumarina possui relevante ação anti-inflamatória, entretanto, temos sugerido que possivelmente ela não seja o único componente responsável pelo efeito terapêutico destas espécies. Estas avaliações destacam a importância das espécies M. glomerata e M. laevigata como ervas medicinais

Abstract: The species Mikania glomerata and Mikania laevigata, popularly known as guaco, are among the species most used in folk medicine, mainly for the treatment of inflammatory diseases of the respiratory tract. Currently, only M. glomerata is recognized in the clinic and marketed in syrup and oral solution forms. These species have great morphological similarity, chemical composition and very similar medicinal uses, being therefore very confused and, consequently, commercialized of indistinct form. Coumarin is considered one of the chemical markers of these species and is responsible for important therapeutic activities attributed to them. To investigate the possible difference between the anti-inflammatory activity between these species and coumarin, as well as their roles in different inflammatory processes, the models of paw edema, pleurisy, peritoneal mast cell degranulation and acute pancreatitis in rats were used. M. glomerata inhibited 55.6%, M. laevigata 70.4% and coumarin 33.9% of the edema formed by carrageenan, in the last measured time interval, relative to the control. M. glomerata inhibited 56.3%, M. laevigata 68.8% and coumarin 40% of the edema formed by Compound 48/80, in the last measured time interval, relative to the control. M. glomerata, M. laevigata and coumarin did not inhibit the release of histamine from peritoneal mast cells, as there was a progressive increase in histamine release as a function of the dose of incubated stimulus (50 to 94% release). M. glomerata did not inhibit leukocyte migration, while M. laevigata inhibited 23.3%, coumarin 17.5% and dexamethasone 33.4% of this activity, in relation to the control. No satisfactory results were observed for acute pancreatitis after single dose treatment with the extracts of both species and with coumarin. In contrast, after chronic treatment, M. glomerata inhibited 29.71%, M. laevigata 45.89% and coumarin 22.09% influx of neutrophils in the pancreas. Still, M. glomerata inhibited 65.6%, M. laevigata 49.6% and coumarin 54.5% serum amylase levels, in relation to the respective controls. The results show that M. laevigata may be an attractive target for pharmacological control of acute inflammation, since it has a more evident anti-inflammatory potential than the standard M. glomerata itself. Coumarin has a relevant anti-inflammatory action, however, we have suggested that it may not be the only component responsible for the therapeutic effect of these species. These evaluations highlight the importance of the species M. glomerata and M. laevigata as medicinal herbs
Subject: Guaco
Mikania glomerata
Mikania laevigata
Cumarinas
Anti-inflamatórios
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FCM - Dissertação e Tese

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