Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/321427
Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Filhos de Brutus : Revolução brasileira e modelo crítico de Florestan Fernandes (1945-1964)
Title Alternative: Sons of Brutus : Brazilian revolution and Florestan Fernandes's critical theory (1945-1964)
Author: Shiota, Ricardo Ramos, 1984-
Advisor: Rego, Rubem Murilo Leão, 1943-
Abstract: Resumo: A presente tese objetiva compreender se os diferentes usos do conceito de revolução brasileira estão associados às forças sociais de esquerda. Compreender se as referências às classes dominantes no pensamento político e sociológico brasileiro de 1945 e 1964 podem distinguir e qualificar Florestan Fernandes como um teórico crítico da sociedade brasileira ao analisar os mesmos temas na obra deste autor. A primeira parte apresenta a história dos usos do conceito de revolução brasileira e das referências aos "de cima". A partir de um enfoque com base na história dos conceitos percebe-se que o conceito de revolução brasileira, não obstante ter sido usado pelas forças golpistas e contrarrevolucionárias de 1964, pertence aos grupos e às forças sociais situados à esquerda do jogo político. O conceito foi usado tanto em sentido de quartelada, golpe militar, insurreição e episódio épico, como no sentido processual de transformações profundas irreversíveis em direção a um desenvolvimento capitalista independente ou ao socialismo. O uso do conceito pelos ideólogos do golpe militar-empresarial de 1964 serviu para deslegitimá-lo, pois foi empregado no sentido oposto ao que pretendiam democratas, nacionalistas, socialistas e desenvolvimentistas antes do golpe que tirou João Goulart do poder. A segunda parte destaca a reação do pensamento sociológico ao conceito de revolução brasileira e as referências ao tema das classes dominantes. Muitos sociólogos dispensaram o conceito por meio do silêncio ou da oposição. A terceira parte apresenta as características teóricas do modelo crítico de Florestan Fernandes, cuja interpretação do Brasil promove um deslocamento teórico ao discutir a questão da mudança social, da revolução e das camadas dominantes no Brasil. Ele pensa a revolução por meio da histórica de longa duração, trata de forma simultânea contrarrevolução, resistência à mudança, jogo de forças políticas e sociais instituídos na sociedade brasileira e ideologias produzidas pelas camadas dominantes. Considera a visão do Brasil elaborada por intelectuais conservadores. Defende valores de emancipação, igualdade, democracia e as liberdades individuais como premissas básicas para a transformação revolucionária do país. Para o teórico crítico, a revolução brasileira não é um episódio épico, mas transformação processual, emergência do povo na história, participação massiva da mulher negra e dos demais agentes marginalizados na economia, na política e nas posições de poder da sociedade ¿ isso não se realizou

Abstract: This thesis intends to comprehend if the different uses of the concept of Brazilian revolution are associated to the left-wing social forces, cognize if the references to the dominant classes on political and sociological Brazilian thought of 1945 and 1964 may distinguish and qualify Florestan Fernandes as a critical theorist of the Brazilian society, while analyzing these same themes on this author¿s work. The first part presents the history of use of the concepts of Brazilian revolution and of the references to the dominant classes. From an approach based on these concepts¿ history, one notices how the subject of Brazilian revolution, while used by counterrevolutionary and coupist forces in 1964, belongs to the groups and social forces based on the left-wing of the political field. This concept was used in a sense of military uprising, military coup, insurrection and epic episode, as in the meaning of a series of impelling, irreversible transformations moving towards independent capitalist development or socialism. The use of this notion by military-entrepreneurial ideologists of 1964 served as a way of making it illegitimate, as it was employed in the opposite meaning of what democrats, nationalists, socialists and developmentalists thought, prior to the coup which ousted João Goulart of political power. The second part highlights the reaction of sociological thought to the concept of the Brazilian revolution and the references to the subject of dominant classes. Many sociologists refused to use the concept, be that by remaining silent or opposed to it. The third part presents the theoretical characteristics of Florestan Fernandes¿ critical model, in which the Brazilian interpretation promotes a theoretical displacement when discussing the subjects of social change, revolution and dominant classes in Brazil. He presents revolution through long term History, as he does with the subjects of counterrevolution, change resistance, political and sociological games instituted on the Brazilian society, and ideologies produced by the dominant classes. He takes note into the Brazilian vision elaborated by conservative intellectuals, defends values of emancipation, equality, democracy and individual freedom as basic needs for the revolutionary transformation of the country. To this critical theorist, the Brazilian revolution is not an epic episode, but a gradual transformation, an emergency for people throughout History, mass participation of black women and other individuals marginalized in economy, politics and society¿s positions of power ¿ those which did not came to be true
Subject: Fernandes, Florestan, 1920-1995
Revoluções - Brasil
Classes sociais
Sociologia - História
Teoria crítica
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:IFCH - Tese e Dissertação

Files in This Item:
File SizeFormat 
Shiota_RicardoRamos_D.pdf1.67 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.