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Type: TESE DIGITAL
Title: Avaliação da sensibilidade e especificidade do Sistema Manchester de Classificação de Risco para atribuição de prioridade de atendimento aos usuários com crise hipertensiva  
Title Alternative: Evaluation of the sensitivity and specificity of Manchester Risk Classification System for assigning priority of service to users with hypertensive crisis  
Author: Jesus, Petrônio Barros Ribeiro de, 1953-
Advisor: Lamas, Jose Luiz Tatagiba, 1959-
Abstract: Resumo: Introdução: Nas Unidades de Pronto Atendimento de Minas Gerais, elege-se o acolhimento com classificação de risco, segundo o Sistema Manchester de Classificação de Risco. Este sistema adota uma lista de 52 condições clínicas predefinidas, denominadas de fluxogramas de apresentação. Cada fluxograma possui discriminadores que diferenciam os pacientes entre si de modo que eles sejam alocados em uma das cinco prioridades clínicas de urgência e emergência. Para as situações de crise hipertensiva, não há um fluxograma específico, sendo usado um dos fluxogramas que permite a decisão clínica, segundo os sinais e sintomas apresentados. Objetivo: Avaliar a sensibilidade e especificidade do Sistema Manchester de Classificação de Risco para a atribuição de prioridade de atendimento, no mínimo urgente (cor amarela), aos usuários com urgência e emergência hipertensiva. Métodos: Estudo transversal e retrospectivo com dados secundários, realizado com 370 prontuários de indivíduos atendidos em uma Unidade de Pronto Atendimento de Minas Gerais. Foram incluídos prontuários de indivíduos adultos e idosos com registro de pressão arterial diastólica ? 120mmHg, o que caracteriza crise hipertensiva. Considerando a classificação risco, foram criados os grupos crise hipertensiva e outro diagnóstico. Para coleta de dados utilizou-se um formulário validado por especialistas da área de saúde, composto de 17 variáveis agrupadas em: classificação de risco, condições sociodemográficas e fluxogramas aplicados. Para todas as análises, foi considerado um nível de significância igual a 5%; utilizaram-se frequências e percentagens, cálculo da média, desvio padrão e o Statistical Analysis System versão 9.4. Foram calculadas a sensibilidade, especificidade e valores preditivos positivo e negativo do Manchester. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, com dispensa da apresentação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, parecer nº 629.931/2014. Resultados: A sensibilidade do Manchester foi de 0,88, para atribuição de prioridade no mínimo urgente (cor amarela), em indivíduos com pressão arterial diastólica ? 120mmHg, com diagnóstico de crise hipertensiva associada a sinais e sintomas incluídos nos fluxogramas Mal-estar em Adulto, Cefaleia, Dor Torácica, Palpitação e Desmaio. A especificidade do protocolo foi de 0,22, o valor preditivo positivo 0,64, o valor preditivo negativo 0,54 e a prevalência de crise hipertensiva foi calculada em 61%. A maioria dos usuários (313 indivíduos) foi classificada com prioridade de atendimento, no mínimo urgente (amarelo), mas um número importante de usuários que procuraram o serviço com pressão arterial diastólica ? 120mmHg não foi classificado como no mínimo urgente (57 indivíduos). Entre aqueles que foram classificados como urgência, 201 indivíduos foram diagnosticados como crise hipertensiva e 112 receberam outro diagnóstico. Da totalidade estudada 19 (5,14%) eram emergências hipertensivas, sendo 13 (68,42%) homens. Conclusões: Pode-se inferir que o Sistema Manchester de Classificação de Risco pode ser considerado uma boa estratégia de acolhimento com classificação de risco de indivíduos com crise hipertensiva em serviços de urgência. Mesmo considerada sua validade para identificar os casos urgentes, na situação de crise hipertensiva, faz-se necessário atentar para os valores pressóricos que indicam urgência e emergência hipertensiva, com vistas a evitar que indivíduos com PAD ? 120mmHg sejam dispensados sem a terapêutica adequada ao seu estado clínico

Abstract: Introduction: In the Emergency Care Units of Minas Gerais, it is elected the host with risk rating, according to the Manchester System Risk Rating. This system adopts a list of 52 pre-defined clinical conditions, called presentation flowcharts. Each flowchart has discriminators that differentiate each patient from others so that they are allocated in one of five clinical priorities of urgency and emergency. For situations of hypertensive crisis, there is not a specific flow chart, being used one of theflowcharts that allows clinical decision, according to the signs and symptoms presented. Objective: To evaluate the sensitivity and specificity of Manchester Risk Rating System for allocation of service priority at least urgent (yellow) to users with hypertensive urgency and emergency. Method: Cross-sectional and retrospective study with secondary data, conducted with 370 records of patients seen in a Emergency Unit of Minas Gerais. It was included medical records of adult and elderly subjects with diastolic blood pressure ? 120 mmHg, characterizing hypertensive crisis. Considering risk classification, urgent and non-urgent groups were createde. For data collection itwas used a form validated by health experts, consisting of 17 variables grouped into: risk classification, sociodemographic conditions and applied flowcharts. For all analyzes, it was considered a significance level of 5%; frequencies, percentages, averaging and standard deviation were calculated using the Statistical Analysis System version 9.4 softwere. The sensitivity, specificity, and positive and negative predictive values for the Manchester were calculated. The research project was approved by the Research Ethics Committee, with exemption from the presentation of the Statement of Consent, under Legal Opinion nº. 629 931/2014. Results: The sensitivity of Manchester was 0.88, for prioritizing the urgent minimum (yellow), in patients with diastolic blood pressure ?120mmHg diagnosed with hypertensive crisis associated with signs and symptoms included in the flowcharts Malaise in Adult, headache, chest pain, palpitation and fainting. The specificity of the protocol was 0.22, positive predictive value of 0.64, the negative predictive value of 0.54 and the prevalence of hypertensive crisis was estimated at 61%. Most users (313 individuals) were classified with care priority in urgent minimum (yellow), but a significant number of users attending the service with diastolic blood pressure ?120mmHg was not classified as urgent at least (57 individuals). Among those who were classified as urgent, 201 individuals were diagnosed as hypertensive crisis and 112 received another diagnosis. Of the total studied 19 (5.14%) had hypertensive emergencies, 13 (68.42%) were men. Conclusions: It can be inferred that the Manchester System Risk Classification may be considered a good host strategy for risk classification of patients with hypertensive crisis in emergency departments. Even considering its validity to identify urgent cases of hypertensive crisis, it is necessary to consider pressure values that indicate hypertensive urgency and emergency, in order to prevent individuals with diastolic blood pressure ?120 mmHg return to their activitis without appropriate therapy to their clinical status
Subject: Medição de risco
Serviços médicos de emergência
Triagem
Hipertensão
Enfermagem
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FENF - Tese e Dissertação

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