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Type: TESE DIGITAL
Title: Espaços em conflito : ensaios sobre a cidade no cinema argentino contemporâneo
Title Alternative: Conflicted spaces : essays about the city in contemporary argentinian cinema
Author: Barrenha, Natalia Christofoletti, 1986-
Advisor: Gárate, Miriam, 1960-
Gárate, Miriam Viviana, 1960-
Abstract: Resumo: Nos últimos 20 anos, a relação entre cinema e cidade tem sido objeto de sucessivas conferências ao redor do mundo, de um grande número de livros e coletâneas e de especiais em revistas científicas de várias áreas. Também há 20 anos emergia o que se convencionou denominar "nuevo cine argentino": a retomada, após um período de crise, da produção cinematográfica argentina. O espaço urbano assumiu papel privilegiado nos filmes que inauguraram e consolidaram essa nova geração, aspecto abordado em inúmeros estudos. O presente trabalho pretende pensar como se concebe e se percebe a cidade nos filmes pós-nuevo cine: o espaço urbano ainda seria importante na cinematografia argentina contemporânea, após alguns anos de intensas modificações no panorama cinematográfico (com a consolidação das carreiras de diversos diretores e produtoras do nuevo cine e o incessante aparecimento de novos e diversificados cineastas, estéticas e modos de produção)? Sete longas-metragens irão compor o eixo do texto: El asaltante (2007) e La sangre brota (2008), ambos de Pablo Fendrik, nos quais as ruas da cidade são, quase exclusivamente, o espaço da ação, assim como em Castro (Alejo Moguillansky, 2009); Una semana solos (Celina Murga, 2008) que se desenvolve dentro de um condomínio fechado de alto padrão; El hombre de al lado (Gastón Duprat e Mariano Cohn, 2009) que se passa dentro de uma casa e no limiar da mesma; Elefante blanco (Pablo Trapero, 2012) cujos conflitos se dão em uma favela; e Historia del miedo (Benjamín Naishtat, 2014), no qual temos personagens que habitam um bairro privado, um alto edifício e a periferia. Nessas produções, a cidade constitui potente linha de força para perceber a vida social e seus conflitos e não é apenas cenário, mas elemento fundamental e estruturante. Localizam-se alguns temas que dialogam de forma prolífica com as obras escolhidas e que vão nortear o texto: a constante circulação dos personagens, o medo que os move ou os paralisa, os diversos tipos de violência, a fuga ¿ todos relacionados à construção de novas fronteiras e à reconfiguração dos espaços públicos e privados. As aproximações propostas são, cada uma a seu modo, formas oblíquas de nos debruçarmos sobre essa relação entre a cidade e o cinema argentino contemporâneo. Assim, buscamos mobilizar este corpus como uma forma particular de panorama no qual transitam diversas questões, identificando recorrências e particularidades nos modos de filmar, escutar, experimentar e construir a cidade

Abstract: During the past twenty years, the relationship between cinema and city has been the subject matter of several conferences around the world. Also of a large number of books, collected writings, and special articles in science periodicals from several areas. Also, twenty years ago there came up something given the conventional name of "nuevo cine argentino" (new Argentinian cinema): the comeback, after a time of crisis, of the Argentinian cinematographic production. The urban space was given a privileged role in the films that inaugurated and consolidated this new generation. This aspect is covered in countless studies. This paper aims at thinking the way the city is conceived of and perceived in post-nuevo cine films: was the urban still important in contemporary Argentinian cinematography, after some years of intense changes in the cinematographic landscape (such as the consolidation of the careers of several nuevo cine directors and producing companies and the ceaseless emergence of new and diversified film makers, aesthetics and modes of production)? Seven feature-length films will be central to this thesis: El asaltante (2007) and La sangre brota (2008), both by Pablo Fendrik, where the city streets are nearly exclusively the space for the action, as in Castro (Alejo Moguillansky, 2009); Una semana solos (Celina Murga, 2008), which takes place within a high-level gated community; El hombre de al lado (Gastón Duprat and Mariano Cohn, 2009), which takes place within a house and its environs; Elefante blanco (Pablo Trapero, 2012), whose conflicts happen within a slum; and Historia del miedo (Benjamín Naishtat, 2014), where we have characters living in a private neighborhood, a tall building and the city outskirts. In these productions, the city is a strong power line to help us realize social life and its conflicts. It is not merely a scenario, but a fundamental and structuring element. I place some themes that establish a prolific discussion with the works chosen, and that will be the text guidelines: the constant way the characters move about, the fear that moves or paralyze them and the several kinds of violence ¿ all related to the construction of new frontiers and reconfiguration of public and private spaces. The approximations proposed are, each in its own way, slanted ways of analyzing this relationship between the city and the contemporary Argentinian cinema. So, we seek to call upon this corpus as a particular form of landscape where several questions move about, identifying recurrences and specificities in the ways of shooting, listening to, experiencing and constructing the city
Subject: Cinema - Argentina
Cinema - América Latina
Cidades e vilas no cinema
Violencia no cinema
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:IA - Dissertação e Tese

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