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Type: DISSERTAÇÃO DIGITAL
Degree Level: Mestrado
Title: Vozes da metafísica : sobre a crítica da linguagem e da negatividade na obra de Giorgio Agamben
Title Alternative: Voices of metaphysics : on Giorgio Agamben's critique of language and negativity
Author: Cordeiro, Roan Costa, 1991-
Advisor: Giacoia Junior, Oswaldo, 1954-
Abstract: Resumo: O projeto de crítica das categorias éticas e políticas ¿ estéticas e jurídicas ¿ fundamentais do Ocidente tendo em vista a sua operatividade, o modo como estruturam a composição do tempo presente, segundo o tem perseguido Giorgio Agamben, desde antes, porém, de Homo sacer (1995-2015), seu mais vasto projeto filosófico, articula-se a partir do lugar de uma crítica à fundamentação da linguagem (e do ser) na negatividade. Tal é a proposta analítica que conduz as investigações deste trabalho. Se o diagnóstico acerca do destino niilista da cultura ocidental sustém-se, na ótica agambeniana, o vir à luz do vazio e do nada não mais seria do que a exposição do próprio fundamento negativo das experiências de pensamento que se conceberam como metafísica. No tocante à experiência que ela realiza, como filosofia, com a linguagem, evidencia-se, no plano do lugar do seu fundamento, a negatividade do silêncio, o qual seria operacionalizado a partir de um comutador articulatório denominado Voz, comissura da dúplice estrutura da experiência com a palavra entre mostrar e dizer. A partir, portanto, de uma topologia da negatividade, o plano da própria fundamentação metafísica pode ser investigado com relação ao seu indizível fundamento, ao inefável como o seu limite. Nesse sentido, entendemos que uma tentativa de elucidação do pensamento filosófico de Giorgio Agamben passa pelo questionamento da experiência que toma a linguagem a partir de bases negativas, compondo a metafísica como a entende Agamben, e pela compreensão do seu efetivo fundamento ¿ o problema do experimentum linguae como tal, a existência e a maravilha da linguagem, ao qual se confronta o exílio representativo da postulada necessidade humana de falar (o lógos como condição do humano). O que significa, por conseguinte, que o homem, por ser aquele capaz de linguagem, seja também aquele capaz de política, de vida em comum? Se a linguagem aparece como insígnia da nossa antropogênese ¿ portanto, do humano e da ética ¿, qual o fundamento da linguagem, com base no qual se a concebe como lugar dessa operação, bem como da experiência a partir da negatividade ¿ da subtração, da falta, da finitude ¿ que travamos com ela? Essas questões permitem-nos sintetizar o caminho do pensamento agambeniano diante da experiência metafísica com a palavra como aprisionamento à representação e ao lógos, além de vislumbrar possíveis resultados dessa crítica para o seu próprio pensamento sobre a linguagem e a ética, momento fundamental da construção de sua filosofia

Abstract: he project of critique of western fundamental ethical and political ¿ aesthetical and legal ¿ categories aiming at their operativity, the way they structure the present time composition, as pursued by Giorgio Agamben, since before Homo Sacer (1995-2015), his widest philosophical project, articulates itself from the place of a critique of language (and Being) grounded on negativity. This is the analytical proposal that drives the investigations of this work. If the diagnosis on the nihilistic destiny of western culture is maintained, in an Agambenian view, the taking place of emptiness and nothing would be no more than the exposition of the negative fundament of the experiences of thought that conceived themselves as metaphysics. Considering the experience that metaphysics does, as philosophy, with language, it becomes clear, in its fundament¿s place, the negativity of silence, which would be operationalized from an articulatory shifter called Voice, double structure¿s commissure of the experience with the word between indicating and speaking. From, therefore, one topology of negativity, the place of the proper metaphysical foundation can be investigated as related with its unspeakable fundament, with the ineffable as its limit. In this sense, we understand such an attempt to elucidate Giorgio Agamben¿s philosophical thought involves questioning the experience that takes language from its negative basis, which constitutes metaphysics as understood by Agamben, and understanding its effective fundament ¿ the problem of experimentum linguae as such, language¿s existence and wonderfulness, to which is confronted the representative exile from the postulated human need to speak (logos as condition of the human). What does it mean, then, that men, because they are capable of language, are also capable of politics, of common life? If language appears as insignia of our anthropogenesis¿ therefore, of the human and of ethics -, what would be the fundament of language, what is conceived as place of this operation, as well as experience from negativity ¿ from subtraction, from lack, from finitude ¿ that we make with it? These questions allow us to summarize the Agambenian way of thought facing the metaphysical experience with the word as imprisonment to the representation and to the logos, besides seeing possible results of this critique in his own thought on language and ethics, a fundamental moment of the construction of his philosophy
Subject: Agamben, Giorgio, 1942-
Linguagem
Negatividade (Filosofia)
Metafísica
Editor: [s.n.]
Citation: CORDEIRO, Roan Costa. Vozes da metafísica: sobre a crítica da linguagem e da negatividade na obra de Giorgio Agamben. 2016. 1 recurso online ( 225 p.). Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/320962>. Acesso em: 31 ago. 2018.
Date Issue: 2016
Appears in Collections:IFCH - Tese e Dissertação

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