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Type: TESE DIGITAL
Title: Literatura chicana e tradução : transbordamentos e aproximações à Frontera
Title Alternative: Chicano literature and translation : transbordering movements and approaches to the border
Author: Bueno, Thaís Ribeiro, 1982-
Advisor: Veras, Viviane, 1950-
Veras, Maria Viviane do Amaral, 1950-
Abstract: Resumo: A literatura de fronteira, por se inscrever em um universo cultural desenvolvido a partir de um longo e contínuo processo de mestiçagem cultural, apresenta em seu bojo inúmeras questões e traços linguísticos que são do domínio do hibridismo linguístico. Mais especificamente, a literatura chicana aborda, entre outras, questões relacionadas à história e à cultura chicana, a partir de uma exploração de tensões políticas e sociais que emergem dos choques culturais na região da fronteira entre o México e os EUA. Nesse caso, nota-se o desenvolvimento de uma literatura cuja temática e cuja linguagem recorrem a um hibridismo estético que se manifesta na própria materialidade textual, entremeada pelo uso recorrente e intercambiado de diferentes idiomas como o inglês, o espanhol, e o nahuatl. Nesse contexto, o que fica evidente é uma concepção de língua que extrapola os limites tradicionais do idioma nacional, modelo concebido no século XIX e ainda em voga e dominante em muitos campos do conhecimento, como é o caso da tradução. Esta última, tradicionalmente, apoia-se em um modelo de transposição de informações, de uma língua-fonte para uma língua-alvo, que identifica os idiomas como blocos homogêneos, estanques e unificados. No entanto, o mito da cultura monolíngue, que tem sustentado tal modelo tradicional de tradução, cai por terra com as reconfigurações geopolíticas em operação desde o advento da globalização, que, por sua vez, põem em xeque o ideal "uma nação, uma bandeira, um idioma". Nesta pesquisa, a literatura chicana é analisada como exemplo de manifestação cultural que desafia o tradicional modelo linguístico nacionalista e que constitui um obstáculo a projetos de tradução que seguem tal modelo. A partir de um olhar a momentos-chave da história e da cultura chicana, e tomando como ponto de partida a obra Borderlands/La Frontera ¿ The New Mestiza, da feminista chicana Gloria Anzaldúa, propomos um exercício de reflexão acerca dos limites que textos como esse impõem às teorias de tradução, e nos perguntamos que tipo de tradutora/tradutor um texto como esse exige. Mais especificamente, propomos um entendimento de tradução enquanto lugar de re-leitura e re-escrita (e, por isso, de grande potencial para a ação política em prol de uma justiça social) para uma tentativa de articulação epistemológica entre os campos da literatura chicana e das teorias de tradução. Para tanto, nos apoiaremos na literatura desenvolvida nos mais diversos campos do saber, entre os quais a filosofia da linguagem, os estudos da tradução, os estudos chicanos, os estudos culturais e os estudos pós-coloniais

Abstract: Border literature is inscribed in a cultural universe that developed from a long and continuous process of mestizaje, and therefore presents a series of linguistic issues and marks which are located in the domain of linguistic hybridism. More specifically, Chicano literature approaches, among other issues, those related to Chicano history and culture, by exploring the political and social tensions that emerged from cultural clashes in the border area between Mexico and USA. In this case, literature develops by presenting themes and language pervaded by an aesthetic hybridism, manifested in its own textual materiality, interwoven with the recurrent and interchangeable use of different languages ¿ such as the Spanish, Nahuatl and English. In this context, we can envision a conception of language which goes beyond the traditional limites of national language, a model designed in the 19th Century and still in vogue in different fiels of knowledge, such as translation. The latter is commonly based on a model of information transposition, from a source language to a target language, which conceives languages as monolithic, restrained, unified bodies of culture. However, the myth of monolingual culture that has supported traditional conceptions of translation fall apart in the context of geopolitical reconfigurations that emerged from globalization. Such geopolitical changes, by their turn, occasionate the dismantling of the "one nation, one flag, one language" ideal. In this research, Chicana literature is taken as an example of cultural expression that challenges the nationalist linguistic model and becomes an issue in conservative translation projects. By exploring the panorama of key moments in the history and culture of the Chicano people and based on the popular Borderlands/La Frontera ¿ The New Mestiza, by Chicana feminist Gloria Anzaldúa, we propose an analysis of the limits that texts like this one offer to the field of translation theories (among which the much discussed issue of untranslatability) and ask about what kind of translator is evoked here. More specifically, we propose an understanding of translation as the place for re-reading and re-writing (therefore, presenting great potential for political agency and social justice) as part of our attempt of epistemologic articulation of the fields of Chicano literature and translation theories. With that in mind, we base our research on an heterogeneous body of theoretical literature, such as the philosophy of language, translation theories, the Chicano studies, the cultural studies postcolonial studies
Subject: Anzaldúa, Gloria. Borderlands = La Frontera - Crítica e interpretação
Literatura méxico-americana (Espanhol)
Tradução e interpretação
Hibridismo
Miscigenação
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:IEL - Dissertação e Tese

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