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Type: TESE DIGITAL
Title: Leitura fruição na escola : o que alunos e professores têm a dizer?
Title Alternative: Reading by pleasure : what do students and teachers say about it?
Author: Tonin, Fabiana Bigaton, 1979-
Advisor: Guedes-Pinto, Ana Lúcia, 1969-
Abstract: Resumo: Este trabalho se propõe a analisar os depoimentos de alunos e professores sobre as práticas de leitura fruição ¿ a leitura que não é obrigatória, feita por escolhas dos professores, em momento e espaço privilegiados. Trata-se de uma forma de leitura partilhada entre professores e alunos, sem que haja avaliações ou quaisquer outras cobranças. O objetivo desta pesquisa é entender um pouco mais da leitura fruição e seus desdobramentos, a partir da análise dos relatos sobre como se realizaram tais práticas, como se concretizaram no ambiente escolar, bem como seus impactos, e como poderiam influenciar a formação de leitores, em especial, dos alunos. Embora a leitura fruição seja, por vezes, pouco valorizada e legitimada (programas de formação de professores como o Pacto pela Alfabetização na Idade Certa ¿ PNAIC ¿ têm buscado fortalecê-la), ficando, por vezes, restrita aos anos iniciais do Ensino Fundamental, procuro refletir sobre sua realização sistemática ¿ incluindo nesta análise os anos finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Proponho reflexões sobre como tal contato com os mais diversos textos, com mediação ativa dos professores (PETIT, 2008 e 2009), influencia alunos e também docentes e constitui-se diálogo efetivo e afetivo entre eles (BAHKTIN, 2003 e 2009). Inicialmente, procuro consolidar algumas definições de leitura fruição, concebendo-a a partir das definições de prática (CHARTIER, 1991, 1994,1999a e 1999b, 2002), e como jogo entre táticas e estratégias (CERTEAU, 2012). Busco ainda configurá-la como possibilidade de humanização, segundo PETIT (2008, 2009 e 2013) e Candido (2004) e também caracterizá-la como experiência (BONDÍA, 2002) e performance (ZUMTHOR, 2014). Procuro, ainda, conceber que essa leitura gratuita pode incentivar à "alegria cultural" (SNYDERS, 1993) e à fruição essencial para a constituição subjetiva (PETIT, 2008, 2009; ORDINE, 2016). Para realizar tais objetivos, realizei entrevistas com ex-alunos e professores de um tradicional colégio privado em Campinas/SP, no qual trabalhei e onde vivenciei a prática de leitura fruição. Para analisar tais depoimentos, recorri aos referenciais teórico-metodológicos da História Oral, que possibilitam a análise dos discursos construídos por ex-alunos e professores numa perspectiva crítica e dialógica

Abstract: This work proposes to analyse testimonials of students and teachers towards reading by pleasure in the classroom, i.e. reading which is not mandatory, carried out through teachers¿choices in a privileged moment and space. It is a way of Reading which is shared between teachers and students without any type of evaluation or demands. The aim of this research is to listen to reports about how such practices are conducted, about how they happened in the school environment as well as about their impact and how they could influence reader education, especially, students. Reading for pleasure is at times undervalued and not fully legitimised (programs for teacher education, such as the Deal for Literacy at an Appropriate Age - Pacto pela Alfabetização na Idade Certa ¿ PNAIC are trying to strengthen it), remaining sometimes restricted to early elementary education. Nevertheless, this work tries to reflect upon its systematic practice ¿ including late elementary school years and secondary education on data analysis. It proposes reflections on how such contact with a great variety of texts, through active teacher¿s mediation (PETIT, 2008, 2009), influences both students and teachers. Furthermore, it constitutes effective and affective dialogue between them (BAKHTIN, 2003, 2009). At first, some reading for pleasure definitions are consolidated with conceptions from a perspective of the practice (CHARTIER, 1991, 1994, 1999a, 1999b, 2002) and as some type of game between tactics and strategies (CERTEAU, 2012). It is also featured as a possibility of humanization, according to PETIT (2008, 2009, 2013) and Candido (2004). Besides this, it is characterized as experience (BONDÍA, 2002) and performance (ZUMTHOR, 2014). Finally, this free reading experience is conceived as a way to encourage "cultural joy" (SNYDERS, 1993) and essential reading pleasure for the constitution done by the subject (PETIT, 2008, 2009; ORDINE, 2016). In order to reach those objectives, interviews with teachers and former students of a traditional private school in Campinas/SP were conducted. The researcher of this study worked as a teacher at the mentioned school where she could experience reading for pleasure in the classroom. To analyse those testimonials, Oral History theory and methodology were used so that analysis of discourses built by teachers and former students in a critical and dialogical perspective was possible
Subject: Leitura
História oral
Prática cultural
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FE - Dissertação e Tese

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