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Type: TESE
Title: Não sou tio, nem pai, sou professor! : a docência masculina na educação infantil
Title Alternative: I'm neither an uncle, nor a father, i'm a teacher! Men teaching in early childhood education
Author: Silva, Peterson Rigato da, 1977-
Advisor: Faria, Ana Lúcia Goulart de, 1951-
Abstract: Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo identificar como ocorrem as relações de gênero e poder nos espaços e tempos das pré-escolas públicas, quando há homens na docência. Tal estudo foi realizado com um professor na cidade de Piracicaba/SP, Brasil, no período de agosto de 2012 a agosto de 2013, e com um professor na cidade de Roma, Itália, em março de 2014, com crianças na faixa etária de 3 a 6 anos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de inspiração etnográfica, que observou de perto as relações entre os professores e as crianças pequenas, entre os professores e outros/as adultos/as nos espaços e tempos das pré-escolas. Os procedimentos metodológicos para a análise foram o caderno de campo, a entrevista e a fotografia, investigando como a docência masculina na educação infantil altera e/ou reforça as redes de poder marcadas pelo machismo e sexismo, as quais determinam uma hierarquia entre os sexos e as relações de gênero. Os pressupostos teóricos da Sociologia da Infância, dos Estudos Feministas e da Pedagogia da Infância permitiram analisar este universo constituído por relações adultocêntricas e que perpetuam uma visão androcêntrica de sociedade. Os dados apontam que os processos de normatização e padronização dos modos de ser professor e professora reproduzem a divisão sexual do trabalho na sociedade contemporânea, o que também está presente no dia a dia entre os meninos pequenos e as meninas pequenas, numa lógica imposta pelo capital. Nessa perspectiva, fica evidente a separação do cuidar e do educar, principalmente quando se trata do cuidado com os corpos dos meninos pequenos e das meninas pequenas, pois existe uma compreensão na sociedade capitalista que os espaços da pré-escola se constituem na ordem de hierarquização e subordinação de gênero, este mecanismo é naturalizado quando se têm os homens na docência com as crianças pequenas. Existe ainda o medo da violência física contra crianças, levantando-se dúvidas sobre a integridade e intenções por trás dessa relação; como se, necessariamente, houvesse um potencial "abusador" disfarçado no pretexto da docência. Nesse contexto institucional, esta pesquisa ao focar a docência do sexo masculino, possibilitou refletir sobre as identidades docentes, e que tais diferenças entre professor e professora reforçam o binarismo homem e mulher, que ainda é pautado em uma visão biológica em que as desigualdades de gênero estão presentes. Possibilitou ainda, observar que a docência na educação infantil vem passando por transformações, sendo reeditada, reinventada; o desafio encontra-se na construção de uma pedagogia da educação infantil não sexista, emancipatória, inventiva e das produções das culturas infantis

Abstract: The primary objective of this research is to identify how gender and power relations occur in the space and time of public pre-schools when there are men teaching. This study was conducted with a teacher from the city of Piracicaba in São Paulo, Brazil from August 2012 to August 2013, and with a teacher from Rome, Italy in March 2014, along with children aged 3 to 6 years old. This research is qualitative with an ethnographic inspiration that observed the close relationships between teachers and young children, as well as the relationships between the teachers and adults in space and time of the preschools. The methodological procedures used to analyze included field work, interviews and photography, as well an investigation into how men teaching in preschool education challenge and/or strengthen the power relationships marked by male chauvinism and sexism, which create a hierarchy between the sexes and in gender relations. The theoretical assumptions from the fields of the sociology of childhood, feminist studies and the pedagogy of early childhood education aided the analysis of this universe of adult-centric relations that perpetuate an androcentric vision of society. The data indicates that the processes of normalization and standardization of the ways of being a teacher and teaching reproduce the sexual division of labor in contemporary society, a process which is present in the daily life of little young boys and girls through a logic imposed by capital. From this perspective, the separation of care and education is evident, especially when it comes to young body care, as there is an understanding in capitalist society that preschool spaces are formed through in order of hiearchization and subordination of gender, and this mechanism is naturalized when there are men teaching young aged children. There is also the fear of physical violence against children, raising doubts about the integrity and intentions behind this relationship, as inevitably, there is a potential "abuser" disguised by the pretext of teaching. By focusing on men teaching in this institutional context, this research allowed teachers to reflect on their teaching identities and the differences between male and female teachers that reinforce the male and female gender binary, which is still ruled by a biological perspective in which gender inequalities are present. Yet it is still possible to observe that teaching in early childhood education has been undergoing transformations, being re-edited and re-invented. The challenge lies in constructing a non-sexist preschool pedagogy that is emancipatory, creative, and a product of preschooler¿s culture
Subject: Educação infantil
Crianças pequenas
Relações de gênero
Pedagogia da infância
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2014
Appears in Collections:FE - Tese e Dissertação

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