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Type: TESE
Title: Analise citogenetica e biometrica de exemplares mantidos em cativeiro de especies de Ramphastidae (Piciformes, aves)
Author: Castro, Marcio Siqueira de
Advisor: Rocha, Guaracy Tadeu
Abstract: Resumo: A ausência de dimorfismo sexual na maioria das espécies da família Ramphastidae levou alguns autores (DUARTE e BARBOSA, 1990 e HOFLING, 1991) a realizar estudos correlacionando dados biométricos com o sexo de exemplares de algumas espécies. A partir destas investigações puderam concluir que existem determinadas características fenotípicas que se relacionavam com o sexo de machos ou fêmeas, porém estes estudos foram realizados em exemplares taxidermizados ou peças de coleções de museus onde o grau de confiança na informação do sexo nos registros desses materiais não é de 100%. Muitos criadores de aves silvestres acreditam haver diferenças sexuais relacionadas com algumas medidas de bico entre exemplares da espécie Ramphastos toco. Neste estudo foram sexados cito geneticamente 51 exemplares (25 machos e 26 fêmeas) de R. toco e analisados 11 caracteres biométricos. A análise estatística, feita a partir da Função Discriminante Linear (F.D.L.), permitiu verificar diferença significativa entre os sexos com relação às medidas de comprimento do cúlmem, comprimento do tômio, comprimento do bico inferior e abertura de cloaca (dada pela distância entre as extremidades do osso púbis). O conjunto das 11 variáveis indicou F(x) significante em nível de 5%. A equação discriminante obtida indicou os valores de F(x) para machos e fêmeas. A aplicação da equação na sexagem dos exemplares indicou uma taxa de erro de 4,5% para os machos e 13,8% para as fêmeas. A mesma análise foi feita a partir de 20 exemplares (nove machos e 11 fêmeas) de R. dicolorus, onde 10 variáveis foram analisadas. Destas, mostraram-se discriminantes de sexo as mesmas variáveis citadas para R. toco. Porém, considerando-se o conjunto das 10 variáveis analisadas, a F(x) obtida não indicou diferença significativa, com p > 0,05, provavelmente devido à baixa amostragem. A equação de F.D.L. indicou valores de F(x) para machos e fêmeas, permitindo a identificação do sexo. A aplicaçã9 da equação aos exemplares indicou uma taxa de erro de 0,0% para machos e de 8,3% para fêmeas. Portanto, provavelmente, a porcentagem de machos com medidas tão pequenas que os confundam com fêmeas, é menor que a porcentagem de fêmeas com medidas maiores que as confundam com machos. Até o presente havia sido descrito o cariótipo de apenas uma espécie da família Ramphastidae, R. toco. Os cariótipos de outras nove espécies da mesma família foram determinados e apresentaram, como características em comun, a presença de pelo menos 10 macrocromossomos autossômicos telocêntricos e muitos microcromossomos que variam em número entre as diferentes espécies. Em todas estas espécies o cromossomo sexual Z é subtelocêntrico e o W é um microcromossomo que se confunde com os demais. Com base na morfologia cromossômica dos macrocromossomos autossômicos, estas espécies foram divididas em três grupos: as espécies Ramphastos dicolorus, R. ariel, R. vitellinus e R. ucanus cuvieri, portadoras de dois pares de cromossomos metacêntricos autossômicos (10 e 70 pares); as espécies R. toco, Baillonius bailloni, Selenidera maculirostris, Pteroglossus castanotis e P. aracari, portadoras de apenas um par de cromossomos metacêntricos (10 par) e a espécie Andigena laminirostris na qual todos os cromossomos autossômicos são telocêntricos. Os dados cariológicos obtidos neste trabalho permitem supor que provavelmente R. toco bem como as espécies dos gêneros Baillonius, Pteroglossus e Selenidera tenham mantido um padrão cromossômico mais próximo do ancestral, o que está em desacordo com o dendograma proposto por HAFFER (1974). Nas espécies Ramphastos dicolorus, R. ariel, R. vitellinus e R. tucanus cuvieri pode ter ocorrido uma translocação do tipo fusão cêntrica que teria originado um cromossomo metacêntrico e translocações in tandem teriam reduzido o número diplóide dos cariótipos atuais. É possível que A. Laminirostris tenha se diferenciado das demais espécies da família pela presença de uma fissão cêntrica no 10 par cromossômico

Abstract: The abscent sexual dimorphism in the majority of the species of Ramphastidae had some authors (DUARTE & BARBOSA, 1990 and HOFLING, 1991) correlate biometric data with the sex of fe_ species following these investigations it was concluded for specific phenotypic characteristics that correlated with sex of male and female. Although these studies were done in taxidermized animaIs or pieces of museum collection where the confidence in the sex information on the registries doesn't reach 100% many silvan bird breeders believe in sexual differences related with the measurement of the bill among Ramphastos toco species. ln this study cytogenetics sexual matching of 51 specimens (25 males and 26 females) of R. toco were done and 11 biometric characteristics were analysed. Statistical analysis was done from Linear Discriminating Function, which alIowed verification of statistically significant differences in sex regarding the measurement of the culmen, tomio, lengh of low bilI and cloaca wedg_ (distance between the two extremities of pubis). The 11 variables indicated significance F(x) at 5%. The discriminanting equation indicated the F(x) values for males and females. Using the equation at the sexing of the species it was found an error of 4.5% for males and 13.8% for females. The same analysis was used for 20 animaIs (9 males and 11 females) of R. dicolorus, where 10 variables were analysed. Among these variables, the same that was mentioned for R. Toco wher see discriminatory. Meanwhile, considering alI 10 analysed variables, the F(x) given, didn't reach significant diference (p>0.05). Probably due to smalI sample. The L.D.F. showed F (x) values for males and females, alIowing sex identification. The equation for mal e sample indicated an error of 0.0% and 8.3% for females. Therefore, The percentage of males with toa smalI measurements that mix them up with females is probably less than the percentage of females with values that co_espond to males. Currently, there is a Karyotype discription of only one species of the amphastidae family, R. toco. The karyotype or the other 9 species ofthe same family were determined and presented, as similar characteristics, at least 10 autossomic telocentric macrocromossomes and many microcromossomes, which vary in their number. Among diferent species. AlI of these species present the sexual cromo some Z as subtelocentric and the W is a microcromosome that couldn'd be diferentiated. Based on the chromosome morphology of the autossomic macrocromosome, these species were separeted in three groups. The species Ramphastos dicolorus, R. ariel, R. vitellinus and R. tucanus cuvieri, witch present two pairs of metacentric autosomic cromo somes (1 sI e ih pairs); The species R. toco, Baillonius bailloni, Selenidera maculirostris, Pteroglossus castanotis e P. aracari, present only one pair of metacentric chromosome (1st pair) and the specie Andigena laminirostris where all autossomic cromo somes are telocentric. The karyologycal data in this study support, that probably R. toco as well as other species from the genus Baillonius, Pteroglossus e Selenidera have kept a chromosomic pattern doser to their ancestral, which disagree with the proposed dendogram of HAFFER (1974). In the Ramphastos dicolorus, R. ariel, R. vitellinus and R. tucanus cuvieri species a centric fusion type translocation may have happened which originated a metacentric chromosome and in tanden translocation might have decresed. The dyploid number of the current kariotypes. It is possible that A. laminirostris had differentiated from other species of the family by a centric fusion present at the first chromosomic pair
Subject: Animais
Citogenética
Cariotipos
Biometria
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 1997
Appears in Collections:IB - Tese e Dissertação

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