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Type: TESE
Degree Level: Doutorado
Title: Influencia da arquitetura de ramos vegetativos e inflorescencias na distribuição de aranhas em plantas
Author: Souza, Andrea Lucia Teixeira de
Advisor: Vasconcellos-Neto, João, 1952-
Abstract: Resumo: A arquitetura de ramos constitui um dos principais fatores que podem influenciar a diversidade e a abundância de aranhas que habitam plantas. Neste estudo, a abundância de aranhas foi comparada entre sete espécies de plantas arbustivas abundantes numa área de cerrado na Reserva Ecológica do Panga à 40km de Uberlândia, Minas Gerais. A numero médio de aranhas por ramo foi positivamente relacionada com a complexidade estrutural dos ramos, descrita como número de folhas por unidade de volume do ramo. A composição de famílias e a distribuição do tamanho corporal de aranhas foram comparadas entre os ramos vegetativos de Baccharis dracunculifolia, Diplusodon virgatus e Bidens gardneri que possuiam diferentes níveis de complexidade estrutural. A distribuição do tamanho corporal foi similar entre as três espécies de plantas, no entanto a frequência relativa das famílias de aranhas diferiu entre elas. Oxyopidae e Salticidae ocorreram com mais frequência em B. dracunculifolia e Anyphaenidae foi a família mais abundante nas outras duas espécies que possuiam uma menor número de folhas por unidade de volume do ramo. A abundância de aranhas foi comparada entre inflorescências e ramos vegetativos de quatro espécies de plantas: Microlicia helvola, B. dracunculifolia, D. virgatus e B. gardneri. O estado fenológico das plantas influenciou a abundância total e distribuição de famílias de aranhas, sendo que um maior número de aranhas foi registrado em inflorescências naturais e artificiais. Membros das famílias Anyphaenidae, Salticidae e Thomisidae ocorreram preferencialmente em inflorescências naturais quando comparadas aos ramos vegetativos. Inflorescências artificiais dispostas em Baccharis dracunculifolia (Asteraceae) foram colonizadas por diferentes famílias de aranhas ao longo do ano. As inflorescências como habitat favorável para estes predadores é discutido em termos da disponibilidade de presas e refúgios e predação interespecífica. A distribuição de tamanhos de aranhas diferiu entre o tratamento e o controle. Aranhas maiores foram mais frequentes em inflorescências artificiais do que em ramos vegetativos. Além disto, a distribuição de tamanhos foi dependente de densidade em inflorescências, mas não em ramos vegetativos. Aranhas maiores ocorreram preferencialmente em inflorescências com baixa densidade, o que corrobora a hipótese de que aranhas devem estabelecer territórios apenas em microhabitats favoráveis. A abundância de aranhas foi comparada entre inflorescências de 14 espécies de plantas. O número de flores abertas e o tamanho da flor foram os principais fatores na determinação da abundância total de aranhas em inflorescências, enquanto variáveis como complexidade estrutural e tamanho contribuíram para explicar a frequência das diferentes famílias nas inflorescências naturais. Os salticídeos foram mais abundantes em inflorescências com maior número total de flores, enquanto membros das famílias Anyphaenidae, Clubionidae e Oxyopidae foram mais comuns em inflorescências maiores e com o maior número de flores abertas. A abundância de tomisídeos foi correlacionada com o tamanho das flores. O efeito da cor, analisado separadamente através de experimentos usando inflorescências artificiais em B. dracunculifolia, foi significativo na determinação da abundância das famílias Anyphaenidae e Thomisidae, enquanto a forma da inflorescência (umbela vs. espiga) contribuiu para explicar a distribuição de Anyphaenidae e Clubionidae. O tamanho da flor, expresso através de seu diâmetro, influenciou a distribuição de tama,nho de aranhas presentes em inflorescências naturais e artificiais; aranhas de maior porte ocorreram com mais frequência em inflorescências compostas de flores de maior diâmetro. Este estudo mostrou que diferenças na estrutura de inflorescências podem determinar a composição em famílias de aranhas que visitam flores, o que poderia influenciar indiretamente a dinâmica de populações de plantas através do impacto causado na comunidade dos insetos fitófagos

Abstract: Branch structural complexity is one of the main factors that influence the abundance and diversity of plant-dwelling spiders. In this study, spider abundance on seven abundant shrubby plant species was compared in a cerrado area at Reserva Ecológica do Panga, 40km south Uberlândia, Minas Gerais. Mean number of spiders per branch was positively correlated with the structural complexity of vegetative branches, described as the number of leaves per branch volume unit. Family composition and body size distribution of the spiders on vegetative branches were compared among Baccharis dracunculifolia, Diplusodon virgatus and Bidens gardneri, plant species with distinct structural complexity levels. A1though a similar body size distribution was observed among the three plant species, the relative frequency of spider families was different. Oxyopidae and Salticidae occured more frequent1y on B. dracunculifolia, and Anyphaenidae was the most abundant on the other two species, which had a small_r number of leaves per branch volume unit. Spider abundance on inflorescences vs vegetative branches was compared in four plant species: Microlicia helvola, B. dracunculifolia, D. virgatus and B. gardneri. The plant phenological state influenced both total abundance and composition of spider families, as spiders were more abundant on natural and artificial inflorescences. Members of the families Anyphaenidae, Saliticidae, and Thomisidae occurred preferentially on natural inflorescences relative to vegetative branches. Artificial inflorescences placed on Baccharis dracunculifolia (Asteraceae) were colonized by distinct spider families during one year. The favourable habitat constituted by inflorescences for those predators is discussed in relation to prey and refuge availability, and interspecific predation. Spider size distribution differed between treatment and control branches, as larger spiders occurred more frequently on artificial inflorescences than on vegetative branches. The size distribution was density-dependent on inflorescences, but not on vegetative branches Larger spiders occurred mainly on inflorescences with low densities, suggesting that an interaction between habitat features and density is plausible. Spider abundance was also compared among inflorescences of 14 plant species. The number of open flowers and flower size were the main factors determining total spider abundance, and variables such as inflorescence structural complexity and size influenced the frequency of families on natural inflorescences. Salticids were more abundant on inflorescences with more flowers, while spiders of the families Anyphaenidae, Clubionidae, and Oxyopidae were more common on larger inflorescences with more open flowers. Thomisid abundance was positively correlated with flower size. When colour effects were analysed separately with an experiment using artificial inflorescences placed on B. dracunculifolia, there was a significant effect on the abundance of anyphaenids and thomisids, while inflorescence shape (umbel vs spike) influenced the distribution of anyphaenids and c1ubionids. Flower size (=diameter) influenced the size distribution of spiders both on natural and artificial inflorescences; larger spiders occurred more frequently on inflorescences with larger flowers. This study showed that differences on inflorescence structure may determine the composition of spider families which visit natural inflorescences, and this may indirectly influence the population dynamics of the plants used, through an impact on assemblages of phytophagous insects
Subject: Relação inseto-planta
Aranha
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 1999
Appears in Collections:IB - Tese e Dissertação

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