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Type: TESE
Title: Variação estacional do crescimento e de trocas gasosas em pupunheira (Bactris gasipaes Kunth)
Author: Tucci, Maria Luiza Sant'Anna
Advisor: Machado, Eduardo Caruso
Abstract: Resumo: A palmeira amazônica pupunheira (Bactris gasipaes Kunth) está sendo cultivada para produção de palmito de qualidade, e atualmente há no Estado de São Paulo 30.000 ha plantados, 70% dos quais em produção. A inexistência de dados sobre trocas gasosas em pupunheiras adultas levou à concepção deste trabalho, conduzido em Campinas, SP, e a falta de termos de comparação na literatura, para que se pudesse balizar os resultados obtidos, fez com que se decidisse por realizar medidas de trocas gasosas também em pupunheiras cultivadas em Ubatuba, SP. Essa região foi escolhida porque dentre todas as regiões do Estado de São Paulo é a que apresenta as condições climáticas mais apropriadas ao cultivo da pupunheira para palmito, prescindindo de irrigação. Os objetivos deste trabalho foram investigar: a) a variação estacional do crescimento de pupunheiras, durante dois anos, portanto, desde o plantio até o início da produção de palmito; b) a extensão com que a assimilação líquida de C02, a condutância estomática, a taxa de transpiração , a eficiência do uso da água e a fluorescência da clorofila a são afetadas em pupunheiras por variações estacionais das condições ambientais (temperatura, déficit de pressão de vapor do ar e radiação solar); c) a dinâmica da resposta das mesmas variáveis ao longo dos dias, durante um ano, verificando possíveis diferenças entre os períodos da manhã e da tarde; d) a dinâmica estacional das trocas gasosas de plantas de experimento conduzido em Campinas (SP), comparando-a com aquela observada em plantas cultivadas em Ubatuba (SP). Verificou-se que as pupunheiras apresentaram estacionalidade de crescimento para altura, perímetro da base, comprimento da ráquis foliar, bem como para altura e diâmetro dos pertilhos, com maiores taxas de crescimento absoluto nos meses de temperaturas mais elevadas. Taxas mais altas de crescimento absoluto foram observadas no segundo ano. Foi observada variação estaciona I das variáveis de trocas gasosas, com maiores taxas de assimilação de CO2 bem como de condutância estomática e transpiração, no verão e na primavera, coincidindo com a maior demanda de fotoassimilados para fazer frente a maiores taxas de crescimento. No verão e na primavera as taxas de assimilação média de CO2 foram respectivamente 8,4 e 6,8 µmol m-2 S-1, enquanto no outono e no inverno as taxas foram 51 % inferiores às do verão. Em todas as estações foi verificada influência do déficit de pressão de vapor do ar (DPVar) sobre a taxa de assimilação de CO2 e sobre a condutância estomática (g5). O padrão diário de assimilação observado foi típico das espécies arbóreas tropicais C3, com um pico no meio da manhã seguido de declínio. Taxa máxima de assimilação de CO2 foi observada entre 8:00 e 10:00 horas, correspondendo a 14,3 µmol m-2 S-1 no verão e 13,0 µmol m-2 S.1 na primavera. Em Ubatuba houve variação significativa entre as estações para as variáveis de trocas gasosas, com maior taxa de assimilação de CO2 verificada no outono, entre 9:00 e 11 :00 horas, respectivamente 14,2 e 13,2 µmol m-2 S.1. A comparação dos resultados obtidos nos dois locais indicou que para mesmos valores de densidade de fluxo fotossintético de fótons (DFFF), a assimilação de CO2 foi mais alta em Ubatuba que em Campinas, e que a queda da assimilação de CO2 no período da tarde em Ubatuba foi menos intensa que em Campinas. Em Campinas a eficiência quântica máxima e a eficiência quântica efetiva do fotossistema II variaram significativamente nas estações, com valores mais baixos na primavera, respectivamente 0,70 e 0,35. As plantas apresentaram fotoinibição protetora nas horas mais quentes do dia, mais intensa na primavera e no verão. Em Ubatuba, o declínio da eficiência quântica máxima do fotossistema II - Fv/Fm - foi menor ao longo do dia que em Campinas, e a eficiência quântica efetiva do fotossistema II ?F/Fm' - caiu mais lentamente ao longo do dia em Ubatuba que em Campinas, recuperando-se mais rapidamente no fim do dia

Abstract: The Amazonian peach palm (Bactris gasipaes Kunth) has been grown for high quality heart-of-palm production, and currently there are, about 30.000 ha cultivated with the crop, in São Paulo State, Brazil, of which 70% are under harvesting. The lack of researches dealing with gas exchanges in peach palms, has led to the conception of this work, carried out in Campinas, SP, Brazil. Some gas exchange and chlorophyll fluorescence measurements were accomplished also in peach palms grown in Ubatuba, SP, Brazil. This site was chosen because it has the most suitable climatic conditions in São Paulo State, for peach palm growing for heart-of-palm production, prescinding irrigation. The purposes of this work were to investigate: a) the seasonal variation of peach palms growth, throughout two years, from planting to first heart-of palm harvesting; b) the extent to which net CO2 assimilation rate, stomatal conductance, transpiration rate, water use efficiency and chlorophyll a fluorescence in peach palms, respond to seasonal variations in environmental conditions (air temperature, vapour pressure deficit and irradiance); c) the dynamics of responses of these parameters throughout the days, verifying possible differences between morning and afternoon; d) the seasonal variation in gas exchanges of plants from experiment carried out in Campinas, SP, Brazil, comparing it with data measured from plants growing in Ubatuba, SP, Brazil. The study showed that peach palms presented seasoning in growth for height, stem girth, leaf raquis length, as well as height and diameter of offshoots, with higher absolute growth rates in months of higher air temperatures. Higher absolute growth rates were observed in second year after planting. Seasonal variation in gas exchange parameters was observed, with higher CO2 assimilation rates, as well as stomatal conductance and transpiration in summer and spring, matching with higher demand for photoassimilates to cope with higher growth rates. In summer and spring the average CO2 assimilation rates were 8.4 e 6.8 µmol m-2 S-1, respectively, while in autumn and in winter they were 51 % lower than in summer. Effects of vapour pressure deficit (VPDar) on CO2 assimilation and on stomatal conductance (g5) were observed in all seasons. The daily pattern of CO2 assimilation was typical for tropical forest tree species C3, with a peak in the middle of morning followed by a decrease. Maximum CO2 assimilation rate was recorded between 8:00 and 10:00 a.m. corresponding to 14.3 µmol m-2 S-1 in summer and 13. O µmol m-2 S-1 in spring. There was significant variation among seasons for gas exchange parameters in Ubatuba, with higher CO2 assimilation rate observed in autumn, between 9:00 and 11:00 a.m., respectively 14.2 and 13.2 µmol m-2 S-1. A comparison between sites showed that for equivalent photosynthetic photon flux density (PPFD) CO2 assimilation was higher in Ubatuba than in Campinas, and that the decrease in CO2 assimilation in the afternoon in Ubatuba was less intense than in Campinas. The potential quantum yield and the effective quantum yield of photosystem II (PSII) varied significantly among seasons in Campinas, showing lower values in spring, 0.70 and 0.35, respectively. Plants showed protector photoinhibition under higher temperatures and VPDair in the afternoon, more accentuated in spring and summer. The decrease in the potential quantum yield of PSII 11 - Fv/Fm ¿ was lower throughout the day in Ubatuba than in Campinas, and the effective quantum yield of PSII - ?F/Fm' - showed a slower reduction during the course of the day in Ubatuba than in Campinas, and a faster full recovery was achieved.
Subject: Fotossíntese
Fluorescência
Clorofila
Clima
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2004
Appears in Collections:IB - Tese e Dissertação

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