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Type: TESE
Title: Efeito do sal no crescimento e metabolismo de Vigna unguiculata L. Walp e Vigna luteola (Jacq.) Benth
Title Alternative: Salt effect in growth and metabolism of Vigna unguiculata L. Walp and Vigna luteola (Jacq.) Benth
Author: Ferreira, Maria Cristina da Costa
Advisor: Haddad, Claudia Regina Baptista, 1956-
Abstract: Resumo: O excesso de sais no solo afetao metabolismo geral da planta, causando alterações fisiológicas e morfológicas. Visando avaliar os efeitos do sal no crescimento e metabolismo sob estresse salino, foram comparadas as respostas de Vigna luteola (halófita) e Vigna unguiculata (sensível). As plantas foram cultivadas na presença de NaCl nas concentrações de: 100mM, 250mM e 500mM. V. unguiculata apresentou reduções significativas de massas fresca e seca, área foliar e número de folhas sob salinidade. Estes parâmetros não foram afetados em V. luteola. Há dados na literatura que mostram que plantas adaptadas à salinidade apresentam a razão raiz/parte aérea maior que plantas sensíveis. Contudo, este aumento foi evidenciado na espécie mais sensível ao sal, sob salinidade, mantendo-se constante em V. luteola. O aumento de suculência, que é considerado uma adaptação ao estresse salino, não foi verificado em nenhuma das espécies estudadas. A resistência ao estresse salino tem sido relacionada com a atividade de enzimas antioxidantes, que removem espécies ativas de oxigênio. O aumento da atividade de peroxidases totais foi observado apenas em V. luteola, associado ao estresse salino. Sob estresse salino, ocorreu o aumento da atividade de siringaldazina oxidase somente em V. unguiculata. Não foi observada relação entre crescimento de raízes e atividade desta enzima, pois nesta espécie a salinidade provocou maior crescimento da raiz. A atividade de peroxidases totais em Vigna luteola está localizada na epiderme, córtex e cilindro central e, em V. unguiculata na epiderme e cilindro central. Sob estresse salino, a atividade foi mais intensa nas duas espécies. Em V. luteola foi observada em toda raiz, em V. unguiculata, além da epiderme e do cilindro central, foi possível observa-la em porções do córtex. A respeito da localização da enzima siringaldazina oxidase, em V. unguiculata restringiu-se à epiderme, expandindo - se para o córtex e cilindro central sob estresse salino. Já em V. luteola estava presente em todas as regiões da raiz, intensificando - se com a aplicação de NaCl no meio de cultivo. A alteração da permeabilidade das membranas é um dos resultados da salinidade, que está relacionado ao aumento do teor de espécies ativas de oxigênio. Foi observado aumento de liberação de eletrólitos em ambas as espécies de Vigna. Entretanto, em V. unguiculata, o acréscimo neste parâmetro foi altamente significativo na presença de NaCl e com resultados sempre maiores aos mesmos tratamentos de V. luteola. A manutenção da razão Na+/K+ nas células é um fator relevante para a tolerância à salinidade. O acúmulo de Na+ foi observado em raízes e folhas das duas espécies de Vigna. Em raízes, obteve-se valores maiores em V. luteola, em decorrência a alta concentração de Na+ neste órgão. Em folhas, a maior razão Na+/K+ foi obtida em V. unguiculata. As análises de parâmetros bioquímicos sob estresse salino, indicaram que não houve variação no teor de proteínas (folhas), sacarose (folhas) e açúcares solúveis totais (raiz e folhas) em Vigna luteola. Sob salinidade, o teor de proteínas foi reduzido em folhas de V. unguiculata. Já as concentrações de açúcares solúveis totais (raízes e folhas), sacarose (folhas) e malondialdeído (raiz) ficaram inalterados. Mediante salinidade, não ocorreram alterações significativas nos parâmetros bioquímicos em V. luteola, o que permitiu seu crescimento e desenvolvimento normal. As mudanças de indicadores bioquímicos e ausência de resposta antioxidante em V. unguiculata sob salinidade, podem estar relacionadas com o comprometimento do seu crescimento sob estresse salino

Abstract: The excess of salt in the soil affects all the general metabolism of the plant causing physiologic and morphologic alterations. With the objective of evaluating the effects of salt in the growth and metabolism under saline stress, this study compares the responses of two Vigna species, with distinct sensitivity to salt, cultivated with the presence of NaCl in the following concentrations: 100mM, 250mM e 500mM. V. unguiculata presented significant reductions in fresh and dry mass, leaf area and number of leaves when subjected to salinity. However, these parameters were not affected in V. luteola. There is data in the literature which shows that plants that have adapted to salinity present the root/shoot ratio higher than sensitive plants. On the other hand, this increase was evidenced in the species which is most sensitive to salt, under salinity, keeping itself constant in V. luteola. The increase in juiciness, which is considered an adaptation to saline stress, was not present in either of the species studied. The resistance to saline stress has been associated to the activity of antioxidant enzymes, which remove reactive oxygen species. The increase in activity of total peroxidases was observed only in V. luteola. Under saline stress, only V. unguiculata presented an increase in siringaldazine oxidase activity. There was no evidence of relation between the growth of roots and the presence of this enzyme, since this species presented larger root growth due to salinity. The histochemical location of total peroxidases activity indicated that the distribution of the activity of these enzymes is similar in both species of Vigna (epidermis, cortex and central cylinder), however, there is stronger activity in V. luteola, especially under stress. In relation to the location of the seringaldazine oxidase enzyme, in V. unguiculatat was restricted to the epidermis, expanding to the cortex and central cylinder under saline stress. In V. luteola it was present in all parts of the root, intensifying when NaCl was applied during cultivation. The change in the membrane permeability is one of the results of salinity which is connected to the increase of reactive oxygen species concentration. An increase in eletrolites release was noticed in both Vigna species. Meanwhile, in V. unguiculata, the rise in this parameter was highly significative in the presence of NaCl and with results constantly higher than the results of the same treatments in V. luteola. The maintenance of the Na+/K+ ratio in the cells is a relevant factor to the tolerance of salinity. Na+ accumulation was observed in both Vigna species¿ roots and leaves. In roots, higher values were obtained in V. luteola, due to the higher Na+ concentration in this organ. In leaves, the highest Na+/K+ ratio change was obtained in V. unguiculata. The analysis of biochemical parameters under saline stress, show that there was no change in protein content (leaves), sucrose (leaves) and total soluble sugars (root and leaves) in Vigna luteola. Protein content was reduced in V. unguiculata leaves, while concentrations of total soluble sugars (root and leaves), sucrose (leaves) e malondialdeid (root) remained the same. Under salinity, there were no significant changes in the biochemical parameters of V. luteola, which allowed for its normal growth and development. The changes in biochemical indicators and lack of antioxidant response in V. unguiculata under salinity may be connected to its growth and development compromise under saline stress
Subject: Salinidade
Peroxidase
Estresse oxidativo
Plantas - Membrana celular
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2005
Appears in Collections:IB - Dissertação e Tese

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