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Type: TESE
Degree Level: Doutorado
Title: Pensar, vivenciar e lidar com o diabetes
Title Alternative: To think, to live and to deal with diabetes
Author: Barsaglini, Reni Aparecida
Advisor: Canesqui, Ana Maria, 1944-
Abstract: Resumo: Este estudo analisa as representações sociais e a experiência com o diabetes mellitus, articulando a dimensão simbólica, a partir dos significados e do sentido atribuído à enfermidade, e a dimensão concreta do seu gerenciamento. A investigação é pertinente devido à importância epidemiológica do diabetes no quadro sanitário brasileiro, à escassez de pesquisas sobre as enfermidades ou as condições crônicas na área de Antropologia e Saúde, além de se constituir em oportunidade para articular os planos micro e macroanalíticos no estudo do adoecimento. Foi empregada a metodologia qualitativa, na perspectiva socioantropológica, combinando as técnicas da pesquisa documental, da entrevista, do relato oral e da observação em campo (bairros, residências, serviços de saúde) para coletar as informações sobre as quais se procedeu, posteriormente, a análise temática. A análise dos dados sobre o saber biomédico e os modelos de intervenção baseou-se em textos básicos sobre o assunto e em documentos oficiais normativos sobre a atenção dirigida ao diabetes, complementando-se com os discursos dos adoecidos com a enfermidade, de não-adoecidos e de profissionais de saúde que atendem os diabéticos. Pela abordagem que se designou ¿construtivista integradora¿, para a qual a realidade social é constituída pelas práticas interacionais e interpretativas, mas também pela participação de elementos da estrutura social, as representações sociais e a experiência da enfermidade foram tomadas articuladamente numa relação de influência circular como componentes do processo de adoecimento, relativizando, dessa forma, tanto a determinação social ou cultural quanto a total autonomia/liberdade do indivíduo. O conceito de representações sociais valeu-se da sociologia francesa com a abordagem herzlichiana, e a experiência da doença respaldou-se no suporte fenomenológico. Concluiu-se, neste estudo, que as formas como o adoecido pensa e lida com o diabetes envolvem fatores de ordem estrutural, simbólica, do contexto da vida diária, da biografia do sujeito, da experiência (prévia e atual, pessoal e de outras pessoas) e do próprio curso da doença. Os profissionais de saúde, embora imbuídos pelo discurso médico-científico, reinterpretam o saber erudito sobre o diabetes no exercício de sua prática, a partir da experiência (profissional e pessoal), passando-a pelo crivo das representações. Em ambos os segmentos, o adoecimento mobiliza saberes e práticas que, reciprocamente, são reelaborados em função da experiência, das representações e pela intermediação dos elementos contextuais

Abstract: The study analyzed the social representations and experience with diabetes, articulating the symbolic dimension based on the signification and the sense attributed to the illness, and the real dimension of its management. The investigation is pertinent to the epidemiological importance of diabetes regarding the condition of the public health in Brazil, the scarcity of researches on illnesses or chronic conditions in the Anthropology and Health area, besides the fact that it represents an opportunity to elaborate the macro and micro analytical plans in the study of the illness. The study applied the qualitative methodology through a social-anthropological perspective combining the techniques of documental research, interview, oral account and field observation (districts, households, health services) to gather the information which gave grounds for the thematic analysis. The analysis of the data on the biomedical knowledge and on the intervention models was based on basic texts on the issue, and on official normative documents about the attention given to diabetes, including the accounts of diabetics, non-diabetics and of health professionals who treat the illness. Through this ¿integrating constructivist¿ approach, to which social reality consists of interactional and interpretative practices and, also, of the participation of social structure elements; the social representations and the illness experience were articulately taken in a relation of circular influence as components of the illness onset process, making, this way, both the social and cultural determination and the individual¿s total autonomy/freedom relative. The concept of social representations is grounded in the French Sociology with the Claudine Herzlich approach, whereas the illness experience found grounds in the phenomenological support. The study concluded that the way a person suffering from diabetes thinks and deals with it involves material and symbolic factors of social context, of the day-to-day life, of the biography of the patient, of experience (current and previous, personal and of other¿s) and of the history of the disease itself. Health professionals, though imbued with the medical-scientific speech reinterpret the erudite knowledge on diabetes in their practice based on their personal and professional experience mediated by the representations. In both segments, the illness mobilizes knowledge and practices which are reciprocally redesigned in relation to the experience, to the representations mediated by the contextual elements
Subject: Representações sociais
Diabetes Mellitus
Antropologia médica
Saúde pública
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2006
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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