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Type: TESE
Degree Level: Doutorado
Title: Reabilitação de lesados medulares com estimulação elétrica neuromuscular = avaliação óssea e aspectos clínico e radiográfico dos pés e tornozelos
Title Alternative: Neuromuscular electrical stimulation rehabilitation in spinal cord injuries : bone density assessment and clinical and radiographic aspects of the feet and ankles
Author: Bittar, Cíntia Kelly
Advisor: Cliquet Junior, Alberto, 1957-
Abstract: Resumo: A lesão medular causa prejuízos nos aspectos físico, psicológico e social da pessoa. Há predomínio de indivíduos do sexo masculino, jovens e o principal motivo são os acidentes automobilísticos. A lesão neurológica e o desuso dos membros acometidos produzem espasticidades, contraturas, osteoporose e deformidades, principalmente nos pés. Uma estratégia para diminuir estas complicações nos lesados medulares é a estimulação elétrica neuromuscular (EENM). Há poucos estudos na literatura descrevendo o comportamento de pés e tornozelos de lesados medulares submetidos à EENM, bem como sobre avaliação da osteoporose nestes indivíduos utilizando UQC (ultrassonografia quantitativa de calcâneo). Portanto, o objetivo principal deste estudo foi analisar os efeitos da EENM nos pés e tornozelos de lesados medulares e compará-los a grupo de lesados que não realizam EENM e a grupo de indivíduos normais. O objetivo secundário é avaliar a utilidade da ultrassonografia quantitativa de calcâneo no diagnóstico de osteoporose em lesados medulares. No período de janeiro a outubro de 2009, trinta pacientes do ambulatório de lesados medulares no Hospital das Clínicas da Unicamp que realizam EENM (Grupo A) tiveram seus pés e tornozelos submetidos à avaliação clínica e radiográfica e foram comparados a grupo de lesados que não realizam EENM (Grupo B) e a grupo de indivíduos normais (Grupo C). Foi também avaliada a densidade óssea utilizando UQC e densitometria óssea (DEXA) de 15 pacientes que iniciariam EENM no ambulatório de lesados medulares no Hospital das Clínicas da Unicamp (Grupo D), comparando-a com um grupo de pacientes normais (Grupo E). A avaliação clínica dos pés e tornozelos envolveu deformidades, condições de pele e mobilidade articular da talocrural, da talocalcânea e do médio pé. A avaliação radiográfica consistiu na análise dos ângulos hálux valgo, intermetatarsal, ângulo talocalcâneo no sentido dorso plantar e perfil, tálus em relação ao primeiro osso metatarsal, calcâneo-solo e tibiocalcâneo. Para avaliação estatística foram utilizados o teste de Kruskal-Wallis, Mann- Whitney e Wilcoxon Pareado. Quando o valor de p < 0.05 houve diferença significativa. Em relação aos resultados dos grupos A, B e C, a mobilidade da articulação talocalcânea foi de 23,4º no Grupo A; 13,5º no Grupo B e 28,9º no Grupo C. Na comparação da mobilidade da talocalcânea entre os Grupos A e B, B e C foram constatadas diferenças significativas (0.0092 e 0.0034 respectivamente). Na articulação transversa do tarso a média da mobilidade foi de 22,5º no Grupo A; 15,3º no Grupo B e 24,1º no Grupo C. Comparando a mobilidade articulação transversa do tarso entre os Grupos A e B, B e C obteve-se diferenças significativas (respectivamente 0.0184 e 0.0022). A média da mobilidade da articulação do talocrural foi de 41,4º no Grupo A; 34,3º no Grupo B e 63,6º no Grupo C. Esta mobilidade, quando comparada entre os Grupos A e C, B e C apresentou diferenças significativas (0.0009 e 0.0008, respectivamente). A média da mensuração do ângulo do hálux valgo foi 17,5º para o Grupo A; 14,8º para o Grupo B e 15,6º para o Grupo C. A média do intermetatarsal foi 9,1º (Grupo A); 8,1º (Grupo B) e 10,1º (Grupo C). A média para o ângulo talocalcâneo em AP foi 23,5º (Grupo A), 18,9º (Grupo B) e 24º (Grupo C). A média do ângulo calcâneo-solo foi de 25º para o Grupo A; 25,3º para o Grupo B e 26,8º para o Grupo C. O ângulo talocalcâneo no perfil apresentou as seguintes médias: 44,7º para o Grupo A; 36,8º para o Grupo B e 31,1º para o Grupo C. Quando este ângulo foi comparado entre os Grupos A e C, B e C, houve diferenças significativas (0.0184 e 0.0040, respectivamente). A média do ângulo entre o tálus e o primeiro osso metatarsal foi 13,8º (Grupo A), 19,3º (Grupo B) e 4,0º (Grupo C). Este ângulo, quando comparado entre os Grupos A-C e B-C, apresentou diferenças significativas (0.0089 e 0.0075, respectivamente). A média do ângulo tibiocalcâneo no Grupo A foi de 81º, no Grupo B foi de 80,6º e no C de 81,8º. As deformidades encontradas nos pés dos sujeitos do Grupo A incluíram dois pacientes com dedos em garra e um com pés planos bilateral, enquanto no Grupo B foram encontrados um pé com úlcera grau I no maléolo lateral e um pé com úlcera no calcâneo. Em relação aos resultados da densidade óssea dos grupos D e E, os valores do T score no colo femoral com DEXA (0, 0022) e T score de calcâneo com UQC (0, 0005) apresentaram diferença significativa entre os grupos, com médias superiores no grupo dos normais em relação ao grupo de lesados medulares que iniciariam eletro-estimulação (p < 0.05). O grupo de lesados medulares apresentou diferenças significativas entre os T score da UQC e T score da coluna lombar e do colo com DEXA. Este estudo permitiu concluir que a EENM mantém pés e tornozelos de lesados medulares plantígrados e em posição adequada para deambulação. Essa constatação parece confirmar um aspecto favorável no caso de novas tecnologias permitirem que estes pacientes readquiram capacidade autônoma de marcha. Em relação à avaliação da densidade óssea pelo baixo estresse mecânico nos calcâneos de lesados medulares, pode-se concluir que a UQC não apresenta resultados que possam ser correlacionados com a DEXA para diagnóstico de osteoporose. Não é possível afirmar que UQC seja uma boa escolha para diagnóstico e acompanhamento dos lesados medulares

Abstract: Spinal cord injuries harms a person's physical, psychological and social aspects. It predominantly affects young individuals of the male gender, and is mainly caused by automobile accidents. Spasticity, contractures, and osteoporosis appear due to neurological lesions and disuse, increasing the risk for deformities, especially of the feet. A strategy to diminish these spinal cord injury complications is neuromuscular electrical stimulation (NMES). Few studies have described how the feet and ankles of patients with spinal cord injuries behave when subjected to NMES, and about the evaluation of osteoporosis in these individuals with the use of QUS (quantitative ultrasound of the calcaneus). Therefore the main objective of this study was to analyze the effects of NMES on the feet and ankles of spinal cord injuries patients and compare them with a group of lesion patients who did not undergo NMES, and a group of normal individuals. The secondary objective was to evaluate the use of quantitative ultrasound of the calcaneus in the diagnosis of osteoporosis in spinal cord injuries patients. From January to April 2008, 30 patients at the spinal cord injury ambulatory clinic at the Hospital das Clínicas da Unicamp (group A) were submitted to a clinical and radiographic assessment of their feet and ankles and compared with a spinal cord injury group that did not undergo NMES (group B) and with a group of normal individuals (group C). Bone density was also evaluated using QUS and bone densitometry (DEXA) in 15 patients who began undergoing NMES at the spinal cord injuries ambulatory clinic at the "Hospital das Clínicas da Unicamp" (Group D), and comparing them with the group of normal patients (Group E). The feet and ankle clinical assessment involved documentation of deformities, skin conditions, joint mobility of the ankle, subtalar and midfoot. Standard radiographs were used for the radiographic assessment, with dorsoplantar and profile incidences of support. It was measured the hallux-valgus angle, intermetatarsal angle, talocalcaneal angle, calcaneal-ground angle, talus in relation to the first metatarsal angle, and the tibiocalcaneal angle. For statistical evaluation the Kruskal-Wallis, Mann-Whitney and Wilcoxon Paired tests were used. When the p-valor was > 0.05 there was significant difference. As regards the results of Groups A, B and C, the mobility of the subtalar joint was 23.4º in Group A; 13.5º in Group B and 28.9º in Group C. In the comparison of subtalar mobility between Groups A and B, B and C significant differences were found (0.0092 and 0.0034 respectively). In the midfoot joint the mean mobility was 22.5º in Group A; 15.3º in Group B and 24.1º in Group C. When comparing the midfoot mobility among Groups A and B, B and C significant differences were obtained (0.0184 and 0.0022 respectively). The mean mobility of the ankle joint was 41.4º in Group A; 34.3º in Group B and 63.6º in Group C. When this mobility was compared between Groups A and B, B and C significant differences were presented (0.0009 and 0.0008 respectively). The mean measurement of the hallux valgus angle was 17.5º for Group A; 14.8º for Group B and 15.6º for Group C. The mean of the intermetatarsal angle was 9.1º (Group A); 8.1º (Group B) and 10.1º (Group C). The mean for the talocalcaneus angle in AP was 23.5º (Group A), 18.9º (Group B) and 24º (Group C). The mean of the calcaneal-ground angle was 25º for Group A; 25.3º for Group B and 26.8º for Group C. The talocalcaneal angle in profile presented the following means: 44.7º for Group A; 36.8º for Group B AND 31.1º for Group C. When this angle was compared between Groups A and C, B and C, there were significant differences (0.0184 and 0.0040, respectively). The mean angle between the talus in relation to the first metatarsal and first metatarsal was 13.8º (Group A), 19.3º (Group B) and 4.0º (Group C). When this angle was compared between Groups A-C and B-C, it presented significant differences (0.0089 and 0.0075, respectively). The mean tibiocalcaneal angle in Group A was 81º, in Group B 80.6º and in Group C it was 81.8º. The deformities found in the feet of subjects in Group A included two patients with clawed toes, and one with bilateral flat feet, while in Group B one foot with Grade 1 ulcer on the lateral malleolus and one foot with an ulcer on the calcaneus were found. As regards the bone density results of Groups D and E, the values of the T score in the femoral neck with DEXA (0. 0022) and T score of the calcaneus with QUS of the calcaneus (0. 0005) presented significant difference between the groups, with higher means in the normal group in comparison with the spinal cord injuries group, who began undergoing NMES (p > 0.05). The spinal cord injuries group presented significant differences between the T score of QUS of the calcaneus and the T score of the lumbar spine and the femoral neck with DEXA. It is possible to conclude that the partial-load NMES maintained the feet and ankles of patients with spinal cord injuries in an adequate walking position. This finding indicates a favorable aspect of new technologies that may allow these patients to regain independent walking capacity. As regards the evaluation of bone density due to the low mechanical stress on the heels of spinal cord injuries patients, it could be concluded that QUS did not present results that could be correlated with DEXA for the diagnosis of osteoporosis. It was not possible to affirm that QUS is a good choice for the diagnosis and follow-up of spinal cord injuries patients
Subject: Osteoporose
Lesão medular
Reabilitação
Densitometria
Language: Português
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2010
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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