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Type: TESE
Degree Level: Doutorado
Title: Psicopatologia dos sintomas negativos da esquizofrenia : síndromes deficitária e não-deficitária
Title Alternative: The psychopathology of schizophrenia's negative symptoms : schizophrenia with and without the deficit syndrome
Author: Dantas, Clarissa de Rosalmeida, 1976-
Advisor: Banzato, Cláudio Eduardo Müller, 1964-
Abstract: Resumo: A Síndrome Deficitária (SD) da esquizofrenia, um subtipo definido pela presença de sintomas negativos proeminentes, persistentes e primários, hipoteticamente representa uma doença específica, distinta das formas não-deficitárias da esquizofrenia. Objetivos: Identificar, em uma amostra brasileira, diferenças sócio-demográficas, de história psiquiátrica, psicopatológicas, de qualidade de vida e de desempenho cognitivo entre pacientes com e sem SD. Métodos: Categorizamos 85 pacientes esquizofrênicos quanto à presença da SD utilizando a versão brasileira do Schedule for the Deficit Syndrome (SDS). Aqueles que apresentavam sintomas negativos proeminentes e persistentes cuja natureza primária ou secundária não pôde ser estabelecida, usualmente seriam classificados como "não-deficitários" segundo as regras do SDS, mas foram categorizados em um grupo chamado "não-deficitários duvidosos". Para a avaliação de sintomas positivos, negativos e depressivos, de insight e de qualidade de vida foram utilizadas as escalas: BPRS, SAPS, SANS, Calgary de Depressão, Roteiro para a Avaliação do Insight - Versão Expandida (SAI-E) e Escala de Qualidade de Vida (QLS). De forma independente foram aplicados os testes neuropsicológicos: MINI-MENTAL; as subescalas Raciocínio Matricial, Vocabulário, Símbolos, Completar Figuras e Dígitos da WAIS; Trilhas A e B; Teste de Nomeação de Boston; Figuras Complexas de Rey e Tarefas de Fluência Verbal. Uma análise fatorial das variáveis neuropsicológicas gerou um modelo com um único fator que explicou 56,2% da variância observada, denominado "fator cognitivo". Escores fatoriais foram calculados e comparados entre os três grupos. Resultados: Satisfizeram critérios para a SD, 29 pacientes (34,2%), 12 pacientes foram categorizados como não-deficitários duvidosos (14,1%) e 44 como "não-deficitários de certeza" (51,8%). Comparados aos não-deficitários de certeza, pacientes deficitários eram significativamente mais inativos, tinham maior tempo de doença mental, maior gravidade de psicopatologia geral e de sintomas negativos, pior qualidade de vida e pior desempenho cognitivo global (avaliado pelo escore do "fator cognitivo") e em tarefas de fluência verbal. Pacientes deficitários tenderam a apresentar pior insight, mas tal tendência desapareceu quando a análise foi controlada pelo escore do "fator cognitivo". Comparados a pacientes não-deficitários de certeza, não-deficitários duvidosos eram significativamente mais inativos, apresentavam menor escolaridade, início da doença mais precoce, maior número de hospitalizações, maior gravidade de psicopatologia geral e de sintomas negativos, pior qualidade de vida e pior desempenho em tarefas de fluência verbal. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos deficitários e não-deficitários duvidosos em relação a qualquer uma das variáveis estudadas. Conclusões: As características encontradas no grupo deficitário em relação ao não-deficitário de certeza são consistentes com vários dos fatores associados à SD relatados na literatura, mas devem ser interpretadas à luz da própria definição e dos procedimentos para diagnóstico da SD e da preponderância de sintomas negativos neles implicada. Dentre tais características, o pior funcionamento cognitivo global parece ser um importante mediador da relação entre SD e manifestação do insight. As diferenças significativas observadas entre pacientes não-deficitários duvidosos e não-deficitários de certeza apontam limitações da categorização dicotômica de pacientes esquizofrênicos quanto à presença da SD e apóiam a incorporação de uma concepção dimensional da sintomatologia deficitária da esquizofrenia em avaliação clínica e pesquisa.

Abstract: Deficit Schizophrenia (DS), a putative subtype defined by the presence of prominent, persistent and primary negative symptoms, has been proposed to represent a disease distinct from other forms of schizophrenia. Objective: to compare patients with and without DS regarding demographic variables, psychiatric history, psychopathology severity, insight, quality of life and cognitive performance. Methods: We studied 85 schizophrenic outpatients who were assessed for the presence of DS by the Schedule for the Deficit Syndrome (SDS). Patients who presented persistent negative symptoms that could not be unequivocally judged as either primary or secondary were categorized into a "ambiguous nondeficit" group. According to the SDS's instructions, such patients would be usually assigned as nondeficit. Patients' symptoms severity was assessed with BPRS, SAPS, SANS and Calgary Depression Scale for Schizophrenia. Insight was assessed with the Schedule for the Assessment of Insight - Expanded Version and quality of life with Heinrich?s Quality of Life Scale. Cognitive performance was assessed using the tests: MMSE; the subscales Matrix Reasoning, Vocabulary, Digit Symbol, Picture Completion and Digit Spam of the Wechsler Adult Intelligence Scale - III; Trail Making Tests A and B; The Boston Naming Test; Rey Complex Figure Test and Verbal Fluency Tasks. A factor analysis was performed in order to reduce neuropsychological variables to a smaller set of data. It yielded a model with a single factor (named "cognitive factor") accounting for 56.2% of variance. Factorial scores were calculated and compared across groups. Results: Criteria for the DS were met by 29 (34.1%) patients, 12 (14.1%) patients were categorized as ambiguous nondeficit and 44 (51.8%) as definite nondeficit. Compared to the definite nondeficit group, deficit patients were significantly more inactive; they had longer illness duration, and presented more severe global psychopathology and more severe negative symptoms. Deficit patients had worse quality of life, worse global cognitive performance ("cognitive factor" scores) and worse verbal fluency. We found a tendency to poorer insight in the deficit group. However, such tendency disappeared when analysis was controlled for global cognition. Compared to the definite nondeficit group, the ambiguous nondeficit patients were significantly more inactive, had lower schooling, earlier onset of illness, and more previous hospitalizations. Relative to definite nondeficit, ambiguous nondeficit patients presented significantly more severe global psychopathology and more severe negative symptoms, worse quality of life, and worse performance on verbal fluency tasks. No significant difference was found between the ambiguous nondeficit group and the deficit one. Conclusions: We found differences between deficit and definite nondeficit patients that are consistent with reported features of the DS. However, such differences should be interpreted with caution, as they might be, at least in part, determined by DS definition and diagnostic procedures, and by the severity of negative symptoms associated with DS. Worse cognitive performance might be an important mediator of deficit symptomatology and insight. The differences between ambiguous nondeficit and definite nondeficit groups might raise doubts about the dichotomous categorization of schizophrenic patients into deficit or nondeficit groups and they support recent suggestions that deficit may be conceived as a dimension
Subject: Esquizofrenia
Psicopatologia
Cognição
Testes neuropsicológicos
Language: Português
Editor: [s.n.]
Citation: DANTAS, Clarissa de Rosalmeida. Psicopatologia dos sintomas negativos da esquizofrenia: síndromes deficitária e não-deficitária. 2011. 231 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas, Campinas, SP. Disponível em: <http://www.repositorio.unicamp.br/handle/REPOSIP/313452>. Acesso em: 17 ago. 2018.
Date Issue: 2011
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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