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Type: TESE DIGITAL
Degree Level: Doutorado
Title: Diferenciais de saúde entre homens e mulheres : estudo de base populacional no município de Campinas, São Paulo
Title Alternative: Health differentials between men and women : a population-based study in Campinas, São Paulo
Author: Bastos, Tássia Fraga, 1983-
Advisor: Barros, Marilisa Berti de Azevedo, 1948-
Abstract: Resumo: Estudos epidemiológicos que investigam os diferenciais de saúde entre homens e mulheres têm valorizado substancialmente o debate em torno da maior desvantagem feminina nos indicadores de morbidade. Os homens apresentam altas taxas de mortalidade prematura, além de exibir elevadas proporções de condições graves e crônicas de saúde e adotar com maior frequência comportamentos prejudiciais à saúde, no entanto, parece menos visível nas pesquisas e nas ações de prevenção e de promoção da saúde. O objetivo deste estudo foi avaliar diferenciais de saúde, segundo sexo, na população de 20 a 59 anos, residente no município de Campinas. Os dados foram coletados por meio de inquérito domiciliar realizado no município de Campinas em 2008/2009 (ISACamp 2008/2009). A amostra foi composta por 957 homens e mulheres de 20 a 59 anos. Para estimar as prevalências e as associações, foi utilizado o teste qui-quadrado modificado para amostras complexas, com nível de significância de 5% e, para obtenção das razões de prevalência (RP) e seus respectivos intervalos de confiança, foi feita a regressão de Poisson. As análises foram realizadas no software STATA versão 11. Os resultados estão apresentados em três artigos. O primeiro artigo, sob o título "`Homens saudáveis¿ e alta mortalidade: contribuições de um estudo de base populacional para a discussão do paradoxo de gênero" utilizou dados do ISACamp e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Foram encontradas diferenças entre os sexos, com maior desvantagem das mulheres nas condições socioeconômicas, na presença de parte das doenças crônicas e em todos os problemas de saúde referidos, enquanto nos homens houve desvantagem nos indicadores de comportamentos relacionados à saúde e em todas as causas de mortalidade, reforçando a presença do paradoxo na população estudada. No segundo artigo, "Perfil do tabagismo em adultos: diferenciais entre homens e mulheres", os fatores demográficos e socioeconômicos associados ao tabagismo foram os mesmos em ambos os sexos (faixa etária, religião e escolaridade). Mulheres que consumiam bebida alcoólica em qualquer frequência, com AUDIT positivo e consumo inadequado de frutas, leite e refrigerantes foram mais prováveis serem tabagistas. Consumo inadequado de frutas, duração de sono longa e insônia aumentaram a prevalência do tabagismo nos homens. Quase metade dos fumantes apresentou dependência moderada a grave de nicotina, 25% tentaram parar três vezes ou mais e voltaram predominantemente por se sentirem irritados e ansiosos. O terceiro artigo, "Consumo de risco de álcool: fatores associados e diferenciais entre homens e mulheres", identificou prevalência de consumo de risco de álcool de 9,5%, maior nos homens, na faixa etária de 30 a 49 anos, nos pretos e pardos, solteiros e em união estável, nos fumantes e ex-fumantes e nos que apresentaram ao menos 1 problema de saúde. Avaliando os itens do AUDIT por sexo, os homens apresentaram maiores prevalências de frequência e volume de consumo de álcool, assim como sinais de dependência e problemas relacionados ao álcool. Os achados revelaram diferenciais de saúde entre os sexos e sinalizam para a necessidade de maior atenção às especificidades de saúde de cada segmento. Entre as mulheres os comportamentos prejudiciais à saúde tiveram mais importância na predisposição ao tabagismo do que nos homens. Ressalta-se que no tratamento para cessação do tabagismo deve-se fazer abordagem conjunta com o tratamento do álcool. No segmento masculino, sugere-se maior capacitação dos profissionais para incluírem o cuidado dos homens em suas práticas

Abstract: Epidemiological studies investigating the health differentials between men and women have substantially appreciated the debate on the biggest female disadvantage in morbidity data. Men have higher premature mortality rates, and display high proportions of serious and chronic health conditions and adopt more often unhealthy behaviors, however, they seem less visible in research and prevention and health promotion. The aim of this study was to assess health differentials, according to sex, in population aged 20 to 59 years old living in Campinas. Data were collected through a household survey conducted in the city of Campinas in 2008/2009 (2008/2009 ISACamp). The sample consisted of 957 men and women aged 20 to 59 years. To estimate the prevalence and associations, we used the chi-square test modified for complex samples, with significance level of 5% and to obtain the prevalence ratios (PR) and their respective confidence intervals, Poisson regression was made. Analyses were performed in STATA version 11. The results are presented in three articles. The first article, entitled " 'Healthy men' and high mortality: contributions from a population-based study to the gender paradox of discussion" used ISACamp data and Mortality Information System (MIS). Differences were found between the sexes, with greater disadvantage of women in socio-economic conditions in the presence of part of chronic diseases and all the health problems reported, while the men were disadvantaged in indicators of health-related behaviors and in all causes of mortality, reinforcing the presence of paradox in this population. In the second article, "Smoking profile in adults: differentials between men and women", the demographic and socioeconomic factors associated with smoking were the same in both sexes (age, religion and education). Women who consumed alcohol at any frequency, with positive AUDIT and inadequate consumption of fruits, milk and soft drinks were more likely to be smokers. Inadequate intake of fruit, long sleep duration and insomnia have increased the prevalence of smoking in men. Almost half of smokers had moderate or serious dependence of nicotine, 25% tried to stop three times or more and returned mainly because they feel angry and anxious. The third article, "Consumer risk of alcohol related factors and differences between men and women", identified prevalence of risk consumption of alcohol of 9.5%, higher in men aged 30-49 years in the black and brown, single and stable, in smokers and former smokers and those who had at least one health problem. Assessing items AUDIT by sex, men had higher prevalence rate of frequency and volume of alcohol consumption, as well as signs of addiction and alcohol problems. The findings reveal health differences between sexes and point to the need for greater attention to the health specificities of each segment. Among women the unhealthy behaviors had more importance in the predisposition to smoking than men. It is emphasized that the treatment for smoking cessation should make joint approach to alcohol treatment. In the men's segment, it suggests further training of professionals to include men's care in their practices
Subject: Gênero e saúde
Saúde do homem
Hábito de fumar
Consumo de bebidas alcoólicas
Inquéritos epidemiológicos
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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