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Type: TESE DIGITAL
Title: Associação da síndrome da rede axilar com os parâmetros circulatórios do membro superior após abordagem cirúrgica axilar para o tratamento do câncer de mama = Association of axillary web syndrome with circulatory parameters of the upper limb after surgical approach to the axilla due to breast cancer
Title Alternative: Association of axillary web syndrome with circulatory parameters of the upper limb after surgical approach to the axilla due to breast cancer
Author: Furlan, Cintia, 1990-
Advisor: Sarian, Luís Otávio Zanatta, 1974-
Abstract: Resumo: Introdução: a cirurgia axilar para o tratamento do câncer de mama predispõe as mulheres a comorbidades pós-operatórias, dentre elas a síndrome da rede axilar (SRA). A SRA tem como característica a formação de estruturas de aspecto cordonal na axila que podem se estender para o braço, antebraço e punho, além de estar associadas a sintomas como dor e limitação dos movimentos do ombro. Estudos sugeriram que a perturbação dos vasos linfáticos durante a cirurgia axilar resultasse em dilatação e coágulos de fibrina nesses vasos e trombose venosa superficial. Contudo, mais recentemente, estudos sugeriram que alterações venosas, e não as linfáticas, seriam responsáveis pela SRA, embora não conclusivamente. Objetivo: examinar por meio da ultrassonografia Doppler os vasos axilares e braquiais a fim de identificar anormalidades nestes vasos associadas a SRA, e determinar os fatores clínicos e cirúrgicos que possam estar associados ao desenvolvimento dessa complicação em mulheres submetidas à cirurgia axilar por câncer de mama, até o sexto mês de seguimento pós-operatório. Métodos: trata-se de um estudo de coorte. Foram incluídas 155 mulheres submetidas à cirurgia para remoção do câncer de mama com abordagem axilar; destas, 67 foram submetidas à biópsia de linfonodo sentinela (BLS) e 88 à linfonodectomia axilar total (LAT). As pacientes foram convidadas a participar do estudo no dia anterior à cirurgia; aquelas que aceitaram, assinaram imediatamente o termo de consentimento livre e esclarecido. Em seguida, responderam a questões sobre características clínicas e epidemiológicas e após, foi realizada a ultrassonografia Doppler dos vasos axilares e braquiais. As reavaliações ocorreram após 1, 3 e 6 meses de cirurgia. Nas reavaliações, além da ultrassonografia Doppler, foi realizado o exame físico a fim de identificar a presença da SRA. Resultados: a idade média das pacientes foi de 55,8 anos. Mulheres submetidas à mastectomia tiveram incidência significativamente maior de SRA em comparação com aquelas tratadas conservadoramente nas visitas de 1 mês (27,5 vs 7,1%; p <0,01) e 3 meses (24,5 vs 2,6%; p <0,01) após a cirurgia. As mulheres com doença avançada tiveram incidência significativamente maior de SRA do que aquelas com doença em estágio inicial (18,9% das mulheres com doença em estágio III em contraste com 6,9% das pessoas com doença em estádio I; p= 0,02). A LAT também foi associada significativamente com a SRA nas visitas de 1 mês (22,8 vs 3,5%; p <0,01) e 3 meses (17,3 vs 2%) após a cirurgia. O pico de velocidade sistólica e o fluxo sanguíneo na artéria axilar foram significativamente maiores em mulheres com SRA no sexto mês após a cirurgia, e a área da secção transversa da artéria braquial foi significativamente menor nas mulheres com SRA no terceiro mês de pós-operatório. Conclusão: o presente estudo aponta para uma combinação linfática e vascular como etiologia da SRA, uma vez que esta complicação foi associada a maior dissecção dos linfonodos axilares, linfonodos comprometidos pelo tumor e com anomalias significativas dos parâmetros vasculares, mais especificamente, aumento da velocidade e do fluxo sanguíneo na artéria axilar

Abstract: Introduction: the axillary surgery for the treatment of breast cancer predisposes women to postoperative comorbidities, among them the axillary web syndrome (AWS). The AWS is characterized by the formation of cord-like structures in the axilla which may extend to the arm, forearm and wrist, as well as symptoms such as pain and limitation of shoulder movements. Studies suggest that disruption of axillary lymphatic vessels during surgery resulted in dilation and fibrin clots in these vessels and superficial venous thrombosis. However, more recently, studies have suggested that venous and not lymphatic changes, would be responsible for AWS, although not conclusively. Objective: to examine by Doppler ultrasound, the axillary and brachial vessels to identify abnormalities in these vessels associated with AWS and determine the clinical and surgical factors that may be associated to this condition in women undergoing axillary surgery for breast cancer until the sixth month of follow-up postoperatively. Methods: it is a cohort study. One hundred fifty-five women undergoing surgery to remove breast cancer with axillary approach were included; of these, 67 underwent sentinel lymph node biopsy (SLNB) and 88 axillary dissection (ALND). Patients were invited to participate in the study the day before the surgery; those who accepted immediately signed the informed consent form. Then answered questions about the clinical and epidemiological characteristics and after was performed Doppler ultrasonagraphy of axillary and brachial vessels. The revaluation occurred after 1, 3 and 6 months after surgery. In revaluations, as well as Doppler ultrasound, physical examination was performed to identify the presence of AWS. Results: the mean age of patients was 55.8 years. Women who underwent mastectomy had significantly higher incidence of AWS compared with their counterparts treated conservatively at 1-month views (27.5 vs 7.1%, p <0.01) and 3 months (24.5 vs 2 6%; p <0.01) after surgery. Women with advanced disease had a significantly higher incidence of AWS that their counterparts with early-stage disease (18.9% of women with stage III disease in contrast to 6.9% of people with stage I disease; p= 0,02). LAT was also significantly associated with AWS in the 1-month visits (22.8 vs. 3.5%; p <0.01) and 3 months (17.3 vs 2%) after surgery. The peak systolic velocity and the blood flow of axillary artery was significantly higher in women with AWS 6 months after surgery, and the cross-sectional area of the brachial artery was significantly lower in women with AWS in the 3 month postoperative. Conclusion: in essence, our study points towards a combined lymphatic and vascular aetiology of AWS, since AWS was associated with more extensive dissection of axillary lymph nodes, compromised lymph nodes, and with significant abnormalities of the vascular parameters, namely higher blood flow and velocity in the axillary arteries
Subject: Neoplasias da mama
Excisão de linfonodo
Síndrome da rede axilar
Doppler, Ultrassonografia
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

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