Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/312826
Type: TESE
Title: Correlação do risco de fratura osteoporótica em 10 anos calculado pelo FRAX com e sem densitometria em mulheres brasileiras na pós menopausa = Correlation between osteoporotic fracture risk in 10 years calculated by FRAX with and without bone densitometry in post menopause brazilian women
Title Alternative: Correlation between osteoporotic fracture risk in 10 years calculated by FRAX with and without bone densitometry in post menopause brazilian women
Author: Bastos-Silva, Yasmin, 1990-
Advisor: Costa-Paiva, Lucia
Paiva, Lucia Helena Simoes da Costa
Abstract: Resumo: O risco de fratura osteoporótica pode ser avaliado clinicamente baseado em fatores clínicos e pela densidade mineral óssea (DMO), entretanto esses parâmetros não são bons preditores do risco de fratura. Recentemente, o Brasil foi incluído no instrumento fracture risk assessment tool- FRAX-BRASIL, porém seu uso tem sido limitado na prática clínica. OBJETIVO: Avaliar o grau de concordância entre o risco de fratura em 10 anos calculado pelo FRAX-BRASIL com e sem densitometria em mulheres brasileiras na pós-menopausa. MÉTODO: Realizou-se um estudo de corte transversal no período de novembro de 2014 a fevereiro de 2015, com 402 mulheres em acompanhamento no Ambulatório de Menopausa do Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti em Campinas-SP. Foram incluídas mulheres com 40 anos ou mais, em amenorreia há pelo menos 12 meses e com exame de densitometria óssea prévio a qualquer tratamento medicamentoso para osteopenia ou osteoporose. As mulheres foram entrevistadas por um pesquisador durante a consulta de rotina, na qual foram coletadas informações sobre fatores de risco necessários para o questionário FRAX-BRASIL e dados da densitometria óssea. Os dados obtidos foram inseridos na plataforma online FRAX-BRASIL, em que foi calculado o risco para uma fratura maior e de quadril, utilizando-se somente os fatores de risco clínicos e o risco incluindo valores de DMO do colo do fêmur em g/cm2. ANÁLISE ESTATÍSTICA: Para análise do grau de concordância entre os riscos de fraturas com e sem densitometria óssea foi utilizado o coeficiente de correlação intraclasse (ICC). O Teste de Mann-whitney foi utilizado para comparação entre as médias do risco de fratura calculado com e sem DMO; para comparação entre as frequências de alto risco calculadas com e sem DMO foi utilizado o Teste de comparação entre duas proporções. Para análise da associação entre as variáveis clinico/demográficas e a variação do risco de fratura foi utilizada a análise de regressão linear. O nível de significância adotado foi <0,05. RESULTADOS: A probabilidade de fratura em 10 anos calculada pelo FRAX-BRASIL para fratura de quadril e para fratura maior somente pelos fatores de risco clínicos foi de 0,84% ±1,92 e 4,03% ±2,98 e com DMO foi de 0,83% ±1,76 e 4,05% ±2,98 respectivamente. O coeficiente de correlação intraclasse entre o FRAX-BRASIL com e sem DMO foi de 0,76 (IC95% 0,716-0,799) para uma fratura maior e de 0,644 (IC95% 0,583-0,698) para fratura de quadril. Ao avaliar as mulheres utilizando o FRAX com DMO 0,75% e 5,22% excederam os limiares de alto risco para fratura maior e de quadril, respectivamente. Sem o acréscimo da densidade óssea 1% e 11,44% apresentaram alto risco para fratura maior e de quadril, respectivamente. Dessa forma a recomendação de tratamento foi concordante entre o FRAX com e sem DMO em 99,75% dos casos de alto risco de fratura maior e de 93,78% para o quadril. Os fatores associados a menor variação FRAX com e sem foram maior idade, menor DMO, menor T-score e ausência de fratura previa tanto para fratura maior como para quadril. O menor IMC esteve associado a menor variação do FRAX apenas para fratura maior. CONCLUSÃO: O risco de fratura maior ou de quadril foi baixo na população estudada. O FRAX-BRASIL apresentou alta concordância para estimar o risco de fratura maior e concordância moderada para fratura de quadril apresentando uma estimativa de risco para fratura semelhante com ou sem DMO em nossa população

Abstract: The risk of osteoporotic fracture can be clinically evaluated based on clinical factors and by the bone mineral density (BMD), but these parameters are not good predictors of fracture risk. Recently, Brazil was included in the fracture risk assessment tool- FRAX-BRAZIL, but its use has been limited in clinical practice. GOAL: To evaluate the degree of correlation between the degree of correlation between the risk of fracture in 10 years calculated by FRAX-BRAZIL with and without densitometry in Brazilian postmenopausal women. METHODS: A cross-sectional study was conducted with 402 women followed up at the Menopause Ambulatory at the Women's Hospital Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti in Campinas-SP. Women were included with 40 years or more in amenorrhea for at least 12 months and with bone densitometry exam prior to any drug treatment for osteopenia or osteoporosis. A researcher interviewed the women during a routine visit, where information about risk factors necessary for the FRAX-BRAZIL questionnaire and data of bone densitometry were collected. The collected data were inserted on the online platform FRAX-BRAZIL where the risk for major fractures and of the hip using only clinical risk factors and the risk including femoral neck BMD values in g / cm2. STATISTICAL ANALYSIS: To analyze the degree of correlation between the risk of fractures with and without bone densitometry was used the intraclass correlation coefficient (ICC). The Mann-Whitney test was used to compare the averages of fracture risk calculated with and without BMD; to compare the frequencies of high risk calculated with and without BMD was used the compare Test between two proportions. For analysis of the association between clinical / demographic variables and the change of the fracture risk was used linear regression analysis. The significance level was <0.05. RESULTS: The fracture probability calculated in 10 years by using the FRAX-BRAZIL for hip fracture and major fracture only by clinical risk factors was 0.84% ± 1.92 and 4.03 ± 2.98% and BMD was 0.83% ± 1.76 and 4.05 ± 2.98%, respectively. The intraclass correlation coefficient between the FRAX-BRAZIL with and without BMD was 0.76 (IC95% 0.716-0.799) for a major fracture and 0.644 (IC95% 0.583-0.698) for hip fracture. When evaluating women using FRAX with BMD 0.75% and 5.22% exceeded the high-risk thresholds for major and hip fracture, respectively. Without the increase of the bone density 1% and 11.44% presented high risk for major fractures and of hip, respectively. Then the treatment recommendation was consistent between the FRAX with and without BMD in 99.75% of cases of high risk of major fracture and 93.78% for the hip. Factors associated with less variation FRAX with and without were older, lower BMD, lower T-score, and no previous fracture both for major fracture as to hip fracture. The BMI was associated with lower variation in the FRAX only to major fracture. CONCLUSION: The risk of major fracture or of the hip was low in the study population. The FRAX-BRAZIL presented a high correlation to estimate the risk of major fractures and moderate agreement for hip fracture presenting a risk estimate for similar fracture with or without BMD in our population. The FRAX-BRAZIL presented a high correlation to estimate the risk of major fractures and moderate correlation for hip fracture presenting a risk estimate for similar fracture with or without BMD in our population
Subject: Fraturas ósseas
Osteoporose
Menopausa
Densitometria
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2015
Appears in Collections:FCM - Tese e Dissertação

Files in This Item:
File SizeFormat 
Bastos-Silva_Yasmin_M.pdf1.06 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.