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Type: TESE DIGITAL
Title: Além dos critérios clínicos = efeitos em longo prazo da morbidade materna grave sobre a vida das mulheres = Beyond clinical criteria: long term effect of severe maternal morbidity on women's life
Title Alternative: Beyond clinical criteria : long term effect of severe maternal morbidity on women's life
Author: Angelini, Carina Fernanda Robles, 1973-
Advisor: Cecatti, José Guilherme, 1957-
Abstract: Resumo: Introdução: A morbidade materna grave (MMG) é considerada, juntamente com a mortalidade materna, um indicador de qualidade da assistência obstétrica. Apesar de terem sobrevivido a complicações obstétricas graves, as mulheres podem ter consequências negativas deste evento por longo período. Conhecer as repercussões da MMG de uma maneira multidimensional é importante para a compreensão da dinâmica desse problema e fatores a ele associados. Objetivos: Avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde e a ocorrência de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) nas mulheres que tiveram evento de MMG, comparativamente com aquelas que não tiveram. Conhecer como os profissionais de saúde percebem as consequências globais da MMG para as mulheres e os cuidados que elas receberam no pós-parto. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo com componente qualitativo. Para avaliação da percepção da qualidade de vida foram avaliadas 803 mulheres no puerpério, dentre as quais 383 tiveram MMG e 418 não estiveram expostas às mesmas condições de morbidade materna, em 6 meses até 5 cinco anos após o parto. Para avaliação da ocorrência de TEPT foram avaliadas 790 mulheres no puerpério, sendo 381 com MMG e 409 não expostas às mesmas condições de morbidade, no mesmo período de tempo. A versão brasileira validada do SF-36, foi utilizada para avaliar a percepção da qualidade de vida e a versão brasileira validada do Post-Traumatic Stress Disorder Checklist- Civilian Version (PCL-C) para avaliar a presença de TEPT. As entrevistas foram realizadas por telefone e os dados inseridos em um banco de dados eletrônico. Para a análise da relação entre MMG com qualidade de vida e com TEPT foram utilizados os testes ?² e exato de Fisher. Complementarmente foi realizada análise qualitativa dos registros de campo produzidos pelos pesquisadores durante a coleta de dados, utilizando a técnica da análise de conteúdo. Resultados: A comparação entre os grupos mostrou que as condições de morbidade materna grave estiveram associadas a menores escores de percepção de qualidade de vida nos domínios: funcionamento físico, limitação física, dor, e estado geral de saúde. A menor escolaridade, a ausência de parceiro, o parto por cesariana e a presença de doenças crônicas prévias estiveram associadas à pior percepção de qualidade de vida. Na avaliação da ocorrência de TEPT, a vivência de MMG não aumentou sua prevalência, mesmo utilizando os 3 métodos de análise do instrumento. A prevalência de TEPT também não apresentou diferenças com relação aos critérios de diagnóstico de MMG. A menor paridade e a maior idade materna foram os fatores identificados com maior risco de TEPT. A análise dos registros produzidos pelos pesquisadores mostrou como estes perceberam as repercussões globais da MMG na vida e saúde das mulheres, o que motivou o reconhecimento sobre a necessidade de um cuidado diferenciado e prolongado destas mulheres. Conclusões: Piores escores de qualidade de vida relacionada à saúde foram encontrados em mulheres que tiveram MMG, mas não houve diferença na prevalência de TEPT entre os grupos. Estratégias integradas em longo prazo para a atenção de mulheres que vivenciaram MMG poderiam melhorar suas condições de vida e saúde

Abstract: Introduction: Severe maternal morbidity (SMM) is considered along with maternal mortality, an indicator of quality of obstetric care. Although they survived severe complications during pregnancy/childbirth, women may have negative consequences of this event for a long period. Knowing the SMM repercussions in a multidimensional way is important to the knowledge of the dynamics of this problem and associated factors. Objectives: to assess the quality of life related to health and the occurrence of Post-Traumatic Stress Disorder (PTSD) among women who have had a SMM event, compared with those who had not. To know how health professionals perceived the global consequences of SMM for the women and the care they received in the postpartum period. Methods: Retrospective cohort study with a qualitative component. In order to evaluate the quality of life perception, 803 postpartum women were evaluated, among which 383 had SMM and 418 were not exposed to the same conditions of maternal morbidity, from 6 months to 5 five years since birth. To evaluate the occurrence of PTSD 790 women were evaluated in the postpartum; 381 of them had SMM and 409 have not been exposed to morbidity in the same time period. The validated Brazilian version of the SF-36 was used to evaluate the perception of quality of life and the validated Brazilian version of Post-Traumatic Stress Disorder Checklist - Civilian Version (PCL-C) was used to assess the presence of PTSD. The interviews were conducted by telephone and data was entered in an electronic database. For the analysis of the relationship between SMM with quality of life and with PTSD, the Fisher's Exact and Chi-square tests were used. In addition, the qualitative analyses of the field's registries produced by the researchers during data collection were performed using the technique of content analysis. Results: The comparison between the groups showed that severe maternal morbidity conditions were associated with lower scores of perception of quality of life in the domains: physical functioning, physical limitations, pain, and general health. Low educational level, not having a partner, cesarean delivery and the presence of previous chronic diseases were associated with a poorer perception of quality of life. The experience of an episode of SMM did not increase the prevalence of PTSD even using the 3 methods for analysis of the instrument. The prevalence of PTSD also did not show differences in relation to the diagnostic criteria for SMM. Low parity and higher maternal age were the factors identified as associated with higher risk of PTSD. The analysis of registries produced by researchers showed how they perceived the global repercussion of SMM on the life and health of women, what supported the recognition on the need for a special and prolonged care for them. Conclusions: Worse scores of quality of life related to health were found in women who had SMM, however there was no difference in the prevalence of PTSD between groups. Integrated strategies for long-term care of women who experienced SMM could improve their conditions of life and health
Subject: Morbidade materna grave
Near miss
Qualidade de vida
Transtornos de estresse pós-traumáticos
Período pós-parto
Language: Multilíngua
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FCM - Dissertação e Tese

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