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Type: TESE DIGITAL
Title: Interação entre marcadores da homeostase da glicose com evolução clínica após infarto do miocárdio = Association between glucose homeostasis markers with clinical outcome after miocardial infarction
Title Alternative: Association between glucose homeostasis markers with clinical outcome after miocardial infarction
Author: Moura, Filipe Azevedo, 1986-
Advisor: Sposito, Andrei Carvalho, 1967-
Abstract: Resumo: Introdução: Existe alta prevalência de indivíduos que apresentam com alterações crônicas e agudas do metabolismo glicêmico durante o infarto do miocárdio (IM). Por mais que essas alterações podem prever risco nesta população, não há clara relação de causa e efeito entre a hiperglicemia e mortalidade após o IM. No entanto, há evidências de que existem outros marcadores do metabolismo glicêmico que se associam de maneira superior com risco cardiovascular. Por exemplo, há sugestão de que medidas ao longo do tempo e o uso da insulinemia podem contribuir na predição de risco. Neste contexto, avaliamos a associação da hiperglicemia crônica (representada pela Hba1c) e a alteração da sensibilidade à insulina com a incidência de eventos cardiovasculares adversos (MACE) após o IM. Método: Plasma foi obtido de pacientes consecutivos com IM nas primeiras 24 horas após o início dos sintomas (D1) e no 5° dia (D5), sendo utilizado para medir HbA1c (n=326), glicemia e insulinemia para calcular o índice de sensibilidade à insulina (SI) de acordo com o Homeostasis model assessment (HOMA2S) (n=331), proteína C-reativa (PCR) e nitrito/nitrato (NOx). Os pacientes foram ainda submetidos à avaliação de dilatação fluxo-mediada (DFM) e ressonância magnética 30 dias após o IM. Clamps euglicêmico hiperinsulinêmicos foram realizados num subgrupo de 31 pacientes para a validação do HOMA2S. Os pacientes foram acompanhados clinicamente após o IM. Resultados: Pacientes com hiperglicemia crônica (HbA1c?5,8%) apresentaram maiores níveis de CRP D5 (p=0,009), 19% maior ganho de CRP (p=0,01), diminuição de 32% no ganho de NOx (p<0,001), diminuição de 33% na DFM (p<0,001) e maior incidência de MACE (HR 3,32 95% CI 1,09-10,02; p=0,03). Houve moderada correlação entre o índex de SI obtido pelo clamp e o HOMA2S (r=0,505; p<0,001). O HOMA2S D1 foi de 62.5% ± 52 e o HOMA2S D5 foi de 86.2% ± 57 (p<0,001). A diferença entre o HOMA2S D1 e HOMA2S D5 foi identificada como ?HOMA2S. Houve uma relação em formato de curva U entre ?HOMA2S e MACE em longo prazo mesmo após ajustes (p=0,017). Pacientes foram então separados em tercis de HOMA2S. Morte intra-hospitalar foi menor no T2 (T1 7.2%, T2 1.8%, T3 6.4%; p=0,049). Pela regressão de cox, os pacientes do T1 e T3 apresentaram aproximadamente 3 vezes maior risco de MACE (p=0,037). Conclusão: Existe associação direta entre a hiperglicemia crônica (mensurada pela HbA1c) e risco cardiovascular à longo prazo. A alteração aguda de SI (?HOMA2S) demonstrou ter uma associação não linear (em "U") com risco cardiovascular. A ausência de recuperação da SI e a recuperação acentuada são igualmente danosos, descrevendo então uma relação de curva em U com a mortalidade hospitalar e com risco cardiovascular à longo prazo

Abstract: Introduction: There is a high prevalence of chronic and acute glucose derangement during myocardial infarction (MI). Although hyperglycemia has been extensively shown to predict risk in this population, a causal role for mortality is yet unproven. However, there is evidence that there are alternative markers of glucose metabolism that may better predict cardiovascular outcome. For example, there is suggestion that repeated measures and accounting for insulin levels can contribute to risk prediction. In this context, we evaluated the association between both chronic hyperglycemia (high HbA1c) and change in insulin sensitivity (IS) with major adverse cardiac events (MACE) after MI. Methods: Plasma was collected from patients within the first 24 hours of symptoms (D1) and at fifth day (D5) after MI. Samples were evaluated for HbA1c (n=326); glycemia and insulinemia (n=331) in order to calculate IS by homeostatic model assessment (HOMA2S) (n=331); C-reactive protein (PCR) and nitrite/nitrate (NOx). Patients were also evaluated by flow-mediated dilation (FMD) and cardiac MRI 30 days after MI. A subgroup of 31 patients was submitted to hyperinsulinemic euglycemic clamps for validation of HOMA2S. Patients were accompanied clinically and all events were adjudicated. Results: Patients with chronic hyperglycemia (HbA1c?5.8%) presented with increased CRP D5 (p=0.009), 19% higher gain in CRP (p=0.01), decreased gain in NOx (p<0.001), 33% lower FMD (p<0.001), and higher incidence of MACE (HR 3,32 95% CI 1,09-10,02; p=0.03). There was a moderate correlation between SI obtained by clamp and HOMA2S (r=0.505, p<0.001). HOMA2S D1 was 62.5% ± 52 and HOMA2S D5 was 86.2% ± 57 (p<0.001), respectively. The difference between HOMA2S D1 and HOMA2S D5 was defined as ?HOMA2S. We found a U-shaped association between ?HOMA2S and long-term MACE even after adjustment (p=0.017). Groups were separated into tertiles of ?HOMA2S. Intra-hospital death was lower in T2 (T1 7.2%, T2 1.8%, T3 6.4%; p=0.049). On multivariable cox regression, patients on T1 and T3 were almost 3 times as likely to present MACE (0.037). Conclusion: There is a clear association between chronic hyperglycemia (measured by HbA1c) and long-term cardiovascular risk. The acute change in IS (?HOMA2S) had a nonlinear U-shaped association with risk of MACE. Both the lack of recovery and exacerbated recovery are equally harmful, thus describing a U-curve association with intra-hospital mortality and long-term cardiovascular risk
Subject: Infarto do miocárdio
Resistência à insulina
Hiperglicemia
Mortalidade
Sistema cardiovascular - Fatores de risco
Editor: [s.n.]
Date Issue: 2016
Appears in Collections:FCM - Dissertação e Tese

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